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A umidade do ar ainda grudava na minha pele depois do banho quando a voz indiferente de Heitor me gelou o sangue: "E daí? Relaxa, Sofia. Não vai acontecer nada."
Mal sabia eu que aquelas palavras eram o presságio de um inferno.
Horas depois, a tela do celular dele revelou a verdade brutal: "Consegui. Ela é ingênua, caiu direitinho. Fiz o que a Isabela pediu."
Eu era apenas uma peça em um jogo cruel, um peão descartável para reatar um relacionamento alheio. A humilhação me atingiu como um soco no estômago.