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Os fidalgos da Casa Mourisca Chronica da aldeia

Chapter 7 No.7

Word Count: 4383    |    Released on: 06/12/2017

ra a ceia, indo communicar ao fidalgo a grande nova das disposi??es de

enos provaveis consequencias d'ellas, quando a voz fanhosa do padre procurador se fez ouvir á

scuras, snr

o bellas como esta; respondeu o fidalgo, de

o é lá das melhores coisas

tá que pare

campos... Eu acho mais prudente

i Januario, até porq

enho que commu

to bem. Va

vieram as luzes e dispoz-

e frei Januario f

to é que seja para dar a v. exc.a noti

final? Alguma insolen

é outra. Tracta-se

cio? Que

é do snr. D. Mauri

? é de

e. Eu cont

ue o egresso calculára; mas a prévia entrevista de D. Luiz com os filhos tirára toda a importancia á revela??o. D. Luiz apenas franziu o sobrolho á parte mais demagogica das doutrinas do filho, mas esse mesmo signal de d

pensa d'isso,

ess?o favorita de desapontamento-Lérias!-mas em voz alta n?

estás arranjadinho.? O snr. D. Jorge conversou por ahi com algum ma??o. Quem sabe? Alguns d'esses engenheiros que est?o na estalagem do Manco. Isto de engenheiros é gente que se n?o confessa; ou ent?o s?o coisas do hortel?o, que eu n?o seja quem sou se ainda n?o ha de dar que fall

Januario. A final, pondo de parte alguma express?o menos sensata, e

zoa

r elle empregal-o? No que ámanh? será constrangido a fazer, com peior resultado; no que eu devêra ter feito na idade d'elle; em trabalhar, em gerir os bens da

verdad

ou-me n'is

empre fez o

ado maduramente no caso e dei-lhe a permiss?o que

isso, de hoj

ntenderá comsigo. O frei Janua

stou can?ado-re

clarecimentos de que elle precise e todo

a duvida; mas

do nove horas, cortou inespe

s a ceia i

vantando-se-eu vou vêr como

murmurava comsigo,

ilho ma??o, pae idi

nos attento no desempenho dos seus gravissimos deveres, dirigiu

bate ás suspeitas um acalorado t

s outros boquiabertos, e mais attento do que nenhum, o cozinheiro, que sentado em um banco baixo, com uma perna a

mou com a

tel?o

que elle fez aquella falla que lá está toda na memoria do Mindello, que

olemnes e endireitando o corpo,

ugal; alli, vossos paes, m?es, filhos, esposas, pare

e os nervos, sempre que a ouvia; o que n?o era poucas vezes, gra?as ao enthusiasmo do hor

espera da ceia, e esta sucia de mandri?es aqui

alvoro?o e tomaram os seus postos. O

vocemecê, e muito me honro em dizêl-o. Patranhas! Quem quizer, póde lêr t

io. Você o que é, é hortel?o; e o l

o pé das panellas, e comtudo vocemecê póde dizer-

lhe que um dia a paciencia esg

que elles nos teem sei eu, que ainda me lembra de ver arder por os quatro cantos o convento de S. Francisco, na noite de 24 para

iz as conversas que você tem aqui na cozinha e

m quem fallo é nos frades

stas luctas. A criadagem ficou rindo d'elle pelas costas, e o hortel?o passou a

o jardineiro, e acabou por dar o millionesimo conselho da sua immediata de

va o procurador aplac

o fidalgo e os s

a amuado, D. Luiz pensativo, Jorge e Mauricio trocando ol

, D. Luiz disse para

que hoje se combinou. ámanh? elle que tenha

ca ?boa noite?, D.

aram-se para tam

terrogou

ue o procure ámanh?

sso... eu sei?... A coisa n?o é

ámanh?-at

! Sabe lá da minha vid

o. Socegue. Quero só que me

e os papeis..

? em diante tom

r tal paga no fim de tantos annos de servi?o! E ent?o que patetices! Attender aos caprichos de uma crian?a em coisas t?

talvez com aspereza, mas

m ensinar? Quem lhe p

que me pro

s á gerencia da casa, e me preste os esclarecimentos

quer dizer na s

apenas uma curta conferencia, como o tro

tá seriamente resolvid

séria

! Mas isto é até um caso de cons

dor expira no dia em que a procura??o lhe é retirada pelo constituinte. Até

sei lá de livros e de escriptura??o, h

a, frei Januario?-per

amentos precisos, mas lá de parlapat

remos esses apontame

-conclui

muito boa noite-sec

ric

enhora-murmurou

ahiram, rindo dos

habitual complemento da sua su

curo-o da mania de metter o nariz n'estas coisas. Dou-lhe uma esfrega ámanh?. Em elle vendo como a casa está embrulhada, perde logo o furor com que está de a administrar. Sempre lhe hei de fazer uma tal barafunda de papelada, que o rapazinho ha de ir dize

no logro que havia de pregar a Jorge, ria e

erta classe de bemaventurados baixou-lhe

-se na sua vida, mas de um modo vago, sem ter ainda um plano formado, nem trabalhar para isso. As mais variadas e brilhantes imagens passavam-lhe pela phantasia, sem que se fixasse uma só

gar a solemne conferenc

, sem classifica??o nem escolha, procura??es, recibos, contas, contractos de arrendamento, titulos de propriedades, escriptos de quita??

a?os á banca, apoiou o queixo entre as m?os, posi??o em que a b?ca repuxada lhe tomava um geito de caricatu

da importancia dos papeis, que successivamente examinava, e ass

a ordem no cahos, e Jorge pas

vendo ás coisas, e insensivelmente foi tomando uma posi??o mais discret

tinha princi

eceu ent?o que o filho de D. Luiz n?o era a crian?a que elle suppozera, que via mais claro n'aquelles negocios do que elle proprio, com toda a sua experi

r-se atraz de evasivas, tractando o caso jovialmente, mas teve de abandonar essa

ssa conversa??o é digno d'essas jovialidades. Sou um dos futuros herdei

tou a arma da dig

esconfia de mim?... e i

Ninguem o accusa, já lh'o disse. Peco-lhe só esclareci

er de que n?o havia fugir á sabbati

a em explica??es confusas d'onde com muito custo sahia, titubiava, gemia, protestava, limpava os oculos, chamava em seu auxilio céos e terra; mas tudo era inutil poeira de encontro á paciencia e fleugma com que Jorge o interrogava ou lhe fazia qualquer observa??o que, sem ser formulada como

ade de acreditar, ao simples s?pro de uma crian?a. A impress?o que lhe ficou d'este apertado inquerito foi tal, que o

e, já o padre previa com terror uma interpella??o e fi

m vez de tornar-se vigilante em rela??o aos actos

ltas na sua administra??o, que o seu desejo era vêr passar j

tava habilitadissimo para administrar a sua casa. Foi quanto bastou ao fidalgo para confiar cegamente

Estudaram ambos a maneira de remediar muitas faltas commettidas, entraram em correspondencia com o advogado do fazendeiro, por causa de uma velha e importante demanda da casa; Jorge visitou todas as suas

am em transac??es com a casa, conceberam ao principio lisongeiras esperan?as, vendo que tinham a tractar com um mo?o inexperiente. Cêdo porém se desenganaram, enco

fazendeiro tinham sempre loga

s Mauricio, unico que se recolhia ainda mais tar

entrava com o mesmo mysterio, e ás vezes prolongava

fallava a Thomé dos progressos e melhoramentos agricolas dos paizes estrangeiros, e eram para vêr a atten??o e o enthusiasmo com que o lavrador o escutava. Com o animo arrojado e despido do cego e supersticioso amor pelas praticas velhas, Thomé tomava nota de muitas d'essas inn

a de uma fama de fino administrador, que lhe

circumstancia preparada ainda pel

uerito de Jorge, e antes que conseguisse dominar completamente o se

hes velhacamente a noticia de que, tendo sido dispensado pelo snr. D. Luiz de continuar a gerir os negocios da casa, n?o era d'ahi por diante responsavel pelo pagamento das

an?a no novo gerente e que reclamavam do padre o pagamento das soldadas vencidas, dizendo

feliz me dou eu em me terem tirado dos hombros es

a sua parte estava satisfeito com a mudan?a, porque o snr. Jorge era um rapaz d

s termos, quando um fact

areciment

ge se encerrára a examinar uns papeis de importancia. O padre suppunha-o fóra, e por iss

al-a airosamente, embora á custa de algum sacrificio. N'esta resolu??o lev

riados emmudeceram. O p

-se placidame

do que se lhes deve, era melhor que o fizessem logo, e n?o levantassem esse

criados entraram timidos no gabine

e Jorge ao padre, que procurava r

de obedecer

ados, um por um, sobre a quantia que se lhes devia, e p

excep??o do hortel?o, que o estava a o

-se para ell

e ao mesmo tempo que a estes desconfiados

e a m?o franc

ipitou para ella e apert

paga que me póde dar

s criados vieram depositar na me

.. nós tambem

ituiu-lhes

essario...

s acres

e lavoura. Por isso, vossês quatro, Francisco, Louren?o, Pedro e Rom?o, podem procurar outra casa. Para nos servir bastam os outros dois. Vossês,

as estas palavras excl

ram

meio aparvalhado-podia fazer-me saber mais delicadamente esta divida

sei o quê, e sahiu cad

rg

to dinheiro?-pensava elle.-N?o

ficou só

e recebêra, e para manifestar o seu enthusiasmo passou a conta

oncorreu, como dissemos, para augmentar

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Os fidalgos da Casa Mourisca Chronica da aldeia
“Os fidalgos da Casa Mourisca Chronica da aldeia by Júlio Dinis”