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Os fidalgos da Casa Mourisca Chronica da aldeia

Chapter 6 No.6

Word Count: 2983    |    Released on: 06/12/2017

ntos do pae experimentou Jo

encias, mostrava t?o má vontade ao ter com elles longas e sérias conversa??es, que Jorge precis

do facto seria pois já uma raz?o bastante para os perturbar, ainda quando n?o concorresse

siasmo de Mauricio muito inconsiderado, para que se d

porta com inti

e a voz de D. Luiz, man

iante de si a porta, e afas

ala, desenhando no pavimento as projec??es das janella

espessas as sombras, e D. Luiz n?o

cia do fidalgo, antes que os dois rapazes chegassem ao logar onde elle os esperav

a do pae, pararam e guarda

pelo luar, e recebia d'aquella mysteriosa

hos, olhou fixamente para el

é que p

i o que

er ouvir, meu pae, de

D. Luiz, em tom de es

, se

! E a propo

osso

ir em ironia a sua crescente irrita??o.-De

ias, meu pae. Ha muitos d

ente reprimiu, e passou a interrogar Mau

m as mesmas inquie

fundamento talvez-respondeu-lhe

alguns instantes, dep

dos teus receios, saiba

rvosamente com os dedos

llar n'isto a v. exc.a; mas é o empenho que fa?o em que o nome

, batendo com violencia

uido, e fitando o filho com um olhar, cujo fu

a nossa casa; manchal-o-hei, quando me bater á porta a miseria e me encontrar com habitos de oci

erá á porta a miseria?-inq

i Mauricio qu

o campo temos um mestre, e as crian?as por ahi já sabem

o contacto de um ferro candente; virou-se i

em caras! Para isso serviam ent?o, pelo

ciencia que n?o ficavam assim saldadas todas as dividas. O orgulho e a vin

o que lhes manda a raz

.. e mai

se pertur

?r possivel; mandam-nos manter em respeito essa gente, que nos olha com atrevimento, destruindo para isso os fundamentos da sua inso

dê um modo de vida; veem aqui no proposito de a

burguez, toda a emphase sarcastica, que lhe ins

ue o muito amor de v. exc.a nos tem permittido saciar. Vimos pedir-lhe que nos conceda agora licen?a de nos occuparmos de outra ordem de ideias e

a tomar a serio a resolu??o dos filhos, em qu

nt?o tu o qu

pondeu pr

exc.a na administr

sposta, em vez das titubea??es que esperava. Convenceu-se de que Jorge n?o procedia levianamente de todo, e que

res ir par

a e mal definida, e n?o um plano fixo e meditado como o do irm?o. Era n'essas fórmas vagas que elle mais o

osta do filho mais novo, mas, como o visse

eiro teu irm?o. Visto isso achas tu que, sob a tua

V. exc.a conhece perfeitamente que n?o será g

omem ex

or que elles v?o. Pedir emprestado sob encargos e hypothecas pesadissimas, n?o para melhorar o que ainda possuimos, mas para consumir o pouco que se obtem em gastos improductivos, l

nia o pae.-Os tempos actuaes s?o de prova para familias como as nossas

e tentar

esses manhosos proprietarios e rendeiros, com quem infelizment

nte ás faculdades de frei Jan

ar a que esses negocios obrigam, com homens grosseiros, insolentes,

ntre esses os d

s hombros com impa

a??o!

or ella, peor e menos decoroso lhe será ter de deixar esta terra, onde já n?o possua um palmo de seu, sem poder attribuir essa desgra?a sen?o á sua propria incuria. A memoria dos nossos antepassados soffrerá menos se um dia se disser dos seus descendentes que trabalharam, par

nvasores o quarto em que morreu minha m?e, esta sala, o sal?o onde brincav

velho, que ella ainda povoava de saudades; por isso curvou

e. Creio que Deus n?o me reservará ess

offreremos tambem? Quererá legar a seus fil

gnaes da rispidez com que principiara a scena, e

era manifesta??o de d?r, que observava no pae,

erá devassado por estranhos, nem na sua vida, meu pae, nem depois da sua morte.

pela primeira vez fez signal aos filh

e ao mais velho, já

n?o é um homem de talento, bem o sei, mas tem experiencia e boa vontade de nos servir, e ainda assim n?o prospéra esta casa, que foi das melhores da provincia. Como queres tu pois, ha poucos dias uma crian?a que em nada d'

tempo e medita??o espero resolvêl-as; além d'isso... auxiliado... quando necessario f?r... dos conselhos de frei Jan

de aquiescencia, Jorge encetou a ex

ua bibliotheca, foram os elementos com que o espirito essencialmente methodico e organisador de Jorge construira um completo systema de administra??o, que, se tinha defeitos, n?o eram para ser apreciados pelo velho fidalgo, que nun

e que este filho f?ra destinado pela Prov

ilhosos effeitos com tanta eloquencia exposera, era indispensavel um capital inicial n?o pouco avultado, e Jorge n?o dissera como havia de obt

o d'elle. Esta opera??o era indispensavel, era a unica talvez salvadora; por quanto os outros capitalistas tinham sem

itar favores de Thomé; nunca elle consentiria

om D. Luiz felizmente era facil passar por alto certos pontos de quest?es d'esta natu

vossa. Vejo que tens reflectido n'isso mais do que eu julgava; comtudo marco duas condi??es

e que n?o o

desprezes os consel

o prescindirei da

do que resolvi. E ag

ao resto...

e-ia nas mesmas difficuldades para responder á i

ensei em

odendo occultar a quasi admira?

ogou tambem com

til a sua permanencia aqui na ald

?a, Jorge. E a n?o me quere

verdade que n?o é essa por ora uma medida economica; antes obrigará a alguns sacrificios. Far-se-h

z um gesto

l um filho meu? Queres acaso que elle vá renegar da causa, que a nossa

honra se poderá trabalhar e ser util á patria, que é sempre a mesma, qualquer que seja o partido que a governe. Mas o caso n?o urge

Souto Real!-accentuou sarcasticamen

ga-corrigiu Jorge-e ainda por occ

feito adquirir as qualidades da época. N?o se lembra de que seu pae foi um militar, que morreu com a

um fundo de bom senso d'onde póde sahir um aproveitavel conselho. Falle-lhe v. exc.a com franqueza, diga-lhe quaes as condi??es sob que entende poder Mau

elegante, e esperava que a reconhecida diplomacia d'ella conseguisse aplanar as difficuldades, em que naturalmente se embara?ariam o orgul

am, achava-se em todos os seus arti

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Os fidalgos da Casa Mourisca Chronica da aldeia
“Os fidalgos da Casa Mourisca Chronica da aldeia by Júlio Dinis”