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Os fidalgos da Casa Mourisca Chronica da aldeia

Chapter 4 No.4

Word Count: 3992    |    Released on: 06/12/2017

vaes e mobilada ainda com certa opulencia, vestigios do esplendor passado, esperavam

prego no plural do ve

mpensavam as amarguras d'estas longas expecta??es. Eram ellas talvez que n?o o deixavam medrar na propor??o dos alimentos c

odio contra as institui??es liberaes um dos fructos mais saborosos d'ellas-a liberdade de imprensa-; fructo,

phrase de approva??o ao artigo que lia ou de censura a qua

o politico, as reflex?es de s. exc.a, e requintava na intensi

nsultar o relogio, a abrir a b?ca, a suspirar; dava dois ou tres passeios na sala e term

como enojado com o que lêra-Lá foi concedido um subsidio

radas e diligencias, e acabou-se. Olhem lá se elles levantam sequer uma igreja? Isso sim! O dinheiro do clero sabem elles roubar!

padre que tambem a elle n?o faltava vontade... de

s?o quasi duas horas, e eu n?o ou?o tugir nem mugir na cozin

lle suspeitava abandonada pela incuria do cozinheiro, estando pois a fam

e deixou-se ficar lendo até á vol

a parte do snr. D. Luiz metter em casa um libertino d'aquelles, ma??o nos ossos e no sangue. Foi um passo muito errado... Aquillo é um pessimo exemplo para os outros. Sabe v. exc.a em que elle estava fallando? Na cantiga do costume. No desembarque do Mindello. Quando eu cheguei ainda lhe ouvi dizer qu

ntar e da s?pa, e fiel ao habito de nunca fallar, nem em mal nem e

do desastre succedido a uma diligencia ao passar em uma

o do padre

os nossos! e que governos que n?o se importam com as vidas dos cidad?os! Em que paiz do mundo se vêem es

ixo e de falta de protec??o á via??o publica, os mesmos governos que, momentos ante

i Januario é vulg

e lado e resumiu a serie de pensamentos que essa lei

a vez melhor,

?o tem duvida nenhu

uro-tornou o fid

fresco!-repetiu o procur

aonde isto vae parar, on

s ahi os hespanhoes, ou ent?o passamos a ser inglezes

l!-exclamou melanc

dam, todos fallam, e n?o ha quem governe. Isto de n?o haver um que governe... Estes patetas n?o se desenganam de que um paiz é como uma casa.

a frei Januario pela sua

m organisada. Quem sabe a sorte que lhes está reservada, aos pobres rapazes!-disse

com vehemencia o padre-é n?o fazer como a sobrinha de v. exc.a, a snr.a D. Gabriella

mo a nossa, e sabe Deus se em parte preparad

m sabem aonde nasceram. Deixe v. exc.a medrar quanto quizer o Thomé da Herdade, que no fim de tudo sempre ha de most

amargura-Esse é que prospéra, os tempos e

?o n?o sabe v. ex.a que o homem mandou educar a

Ber

e d'aquelle homem. N?o repara na posi??o falsa em que colloca a rapariga. Metteu-se-lhe talvez na cabe?a

iu, encolhen

a final o que ella tem de ser, das prendas e da edu

s a subir-reflectiu D. Lui

m na sociedade. Tudo está remexido e ninguem se entende. O sapateiro que nos vem tomar medida de umas bot

modernas. O padre Januario porém n?o perdia com isto a ideia do jantar, e de quando em quando voltava os olhos para o relogio, cujos lentos ponteiros n?o

os aposentos e extensos corredores da Casa Mourisca aquelles sons, que em felizes tempos punha

antar, onde com impaciencia

a presente, que poucos logares havia na casa que deixassem no fidalgo mais melancolicas impress?es. Nunca se lhe anuviava tanto o cora

va a servir, perguntou, apontando para os lo

hores n?o ouv

es ainda n

. Luiz, como se estranh

ric

m, nem

que temia um adiamento do jantar-sah

signal ao criado para

?-insist

e n?o sei... talvez est

os filhos, que ainda mais augmentava a solid?o d'aque

correu em

mensaes e o appetite do out

a posta de assado e o competente accessor

rigiu a palavra, n

rrompeu com um gesto a mandal-o sentar; e, passa

ncias do seu estomago, achou-se disposto a continuar o dialogo. Por i

n? A manh? estava bem bonita. E

rei Januario, muita vid

das colheitas. Anda

o, que nos campos da nossa casa

la??o do adolescente

lá, em roda de si, para o valle, póde marcar as propriedades da nossa casa; onde vir um campo quasi maninho, u

r? depois que os homens do liberalismo tomaram conta d'este pa

uem nos impede de fazer o que os outros fazem? de cultivar os n

e quem s?o os outros? Uns miseraveis que eu conheci de pé de

esfor?o que os tirou d'essa posi??o humil

peito a si mesmos, para quem todo o trabalho está b

o a si mesmos est?o poi

! Foi febre que se lhe pegou? Se ella anda por ahi t?o accêsa! O men

de um rubor intenso, e redar

a á actividade d'este povo. Tenho annos para viver, deveres de honra a cumprir, um nome para conservar sem mancha, e quero saber que futuro me preparam os gerentes da nossa casa, quero desviar a

legoas. Ent?o quando o senhor seu pae me honra com a sua confian?a, é acaso justo, é acas

rem-me estupido, como esses mo

res se fizeram fidalgos, ninguem lucta com elles? O dinheiro está de lá; pa

conseguiram elles enriquecer? Poi

m uma enxada todo o dia e furtando á b?ca para juntar ao canto

ava que olhassemos com atten??o para o muito que temos ainda, e que tentassemos dese

a quasi trinta e oito annos em que o snr. D. Luiz me distingue com a

s, padre Januario, qual é o

ra??o!... isso é phrase de c?rtes... Humh! tenho entendido... é o que eu digo... ó snr. Jorge,

solutistas agora. Vejo que a minha casa se perde, vejo cahirem os muros e nunca se repararem; vejo campos e campos sem a menor

o mal, o que quer

ue nos faz viver hoje ainda uma vida que n?o é d'estes tempos. Desenganemo-nos; a época n?o é de privilegios nem de isen??es

digo! Ha liberal na costa! Isso é t?o certo c

orque tenciono hoj

fazer, sn

ossa familia. Para que nos orgulhemos do nome que herdamos, é nece

alla em manchas? Ora... ora..

. Por isso n?o me illudo emquanto á natureza dos meios com que se sustenta ainda n'esta casa um resto do esplendor de antigos tempos

as

io, conversaremos mais

as

nha-se a sahir, quando o pad

empos do que os que correm. Mas de quem é a culpa? é de mim ou do senhor seu pae? Pois n?o foste! Para remediar o mal trabalhamos nós ha muito. A culpa é d'esta gente que no

rear leis e institui??es que facilitassem os esfor?os dos laboriosos e castigassem severamente a incuria e a ociosidade. Quando ao desopprimir-se o lavrador de tributos pesados e iniquos e dos odiosos vexames do fisco, ao tornarem-se-lhe mais faceis os contractos e as transmiss?es da propriedade, ao crearem-se-lhe recursos para elle tirar do

ssas fornadas de leis, que esta gente tem feito, s?o muito

ionaes; uma casa racionalmente admini

milia, gostou talvez muito de vêr acabar com os morgados? Sim, como as leis modernas s?o t?o boas, havi

pondeu se

e foi um grande acto de justi?a e de moralidade;

rdido!... Pois já me applaude a maldita lei, que ha de dar cab

or das familias deve ficar sómente ao cuidado dos membros d'ellas e n?o da lei. Quando esses n?o tenham brio nem dignidade para o sustentar, justo é que elle se apague, e que o nome dos antepassado

deixando o egresso apat

r, persuade-se de que o trabalho é um prazer. Ora adeus! O trabalho é uma necessidade, o trabalho é um castigo. Para ahi vou eu. Que trabalho tinha Ad?o no paraizo? E n?o lhe chamam os livros sagrados um logar de delicias? Amassar o p?o com o s

ejava o

rgado, diz d'aquillo. E que vae declarar ao pae... N?o declara nada. Um crian?ola que n?o sabe sen?o passear. Tomára elle que o deixem... O ocioso é que

no, e acabou por adormecer á mesa, sonhando-se em uma especie de paraizo, como o tal

er com Jorge a um dos menos arru

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“Os fidalgos da Casa Mourisca Chronica da aldeia by Júlio Dinis”