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Uma família ingleza Scenas da vida do porto

Chapter 8 NA PRA A

Word Count: 2901    |    Released on: 06/12/2017

amada dos Inglezes, á hora a que o filh

sseios, o centro da rua e os portaes das velhas casas, que de um e de outro

s differentes individuos, que comp?em estes grupos, póde-se

s bonecos de porcelana, commentam com movimentos de approva??o as palavras d'estes oraculos;-s?o directores de bancos, ou de companhias commerciaes de outra qualquer natureza, bem ou mal reputados as

m sorriso de affabilidade, e obrigam-lhes o tronco á inclina??o expressiva de acatamento, pouco differente da eloquencia persuasiva, a qual, segundo um escriptor humorista, é representada por o angulo de 85o 1/2 com o horizonte.-S?o estes os negociantes, que n?o administram capitaes alheios, mas que dis

e limpa ou faz que limpa uma lagrima, e os outros levantam as m?os ao céo, cruzam os bra?os, encolhem os hombros, co?am a cabe?a, d?o uma volta, como a distrahir mágoas, e tornam a acercar-se d'elle, como se fosse o centro de attrac??o d'aquelles elementos dispersos; e toda a scena se produz de novo. Que quer dizer isto?-é um negociante fallido de pouco e rodeiado de credores, a quem, na sua humilia??o,

a alguma foram suspensos, aquelles, cujas remotas fracturas teem sido miraculosamente consolidadas pelos dotes das esposas

bordo de algum navio mercante; consultam os individuos dos grupos, que já mencionamos, ou aguardam pacientes que elles os descubram e interroguem; dirigem-se-lhes ent?o, tirando o chapéo-atten??o nem sempre retribuida-; s?o estes os segundos caixeiros, os chamados ?de fóra?, os pra

ndo até para um collega, que de longe falla por acênos-distrac??o perigosa para a clareza da ordem dada, mas cujas consequencias s?o attribuidas depois a quem a recebeu; os patr?es mais accessiveis levam a sua bondade a ponto de puxarem por o bot?o do casaco, ou de desapertarem o do collete do subordinado, emquante lhe d?o instruc??es. Quando o caixeiro exp?e o resultado da commiss?o que execut

cidade a perseguirem em certos casos o commerciante, que em v?o tenta fugir-lhes; passam-lhe da esquerda para a direita, da direita para a esquerda; atravessam-se-lhe no caminho; entram com elle nos portaes, sobem com elle as escadas, invadem-lhe o ádito dos escriptorios, transp?em a barreira dos mostradores, encostam-se sem ceremonia ás escr

vam a penna entre os dedos, como para significar que é momentanea a pausa-o que nem sempre succede. Mais necessarios, e porisso mais apreciados e attendidos, gosam já de certas franquias e privilegios entre os da sua classe. é-lhes concedido fallarem da janella par

ta á beira-mar a olhar para as ondas, de que vive arredado já; acrescente-se ainda o empregado da alfandega, fumando o cigarro, nas frequentes entreabertas de descanso de suas laboriosas manh?s; os carrej?es em disponibilidade, estacionados a cada esquina; os mo?os de escriptorio encostados ás ombreiras das portas:

os alli reunidos como por entre gente

toda a parte, n?o se

tas; a sua posi??o social n?o deixava que

zes, t?o laboriosos como elle, que fallavam dos bailes da vespera ou abriam a b?ca de enfadados; d'alli dirigia-se a cumprimentar um inglez esgalgado, que passava sobre uma hursa, mais esgalgada ainda, e examinava com olhos de conhecedor as qualidades physicas do quadrupede e os expedientes da arte do cavalleiro; tolhia a passagem do despachante que atravessava a correr a Pra?a e, apesar de tantas pressas, conseguia fazel-o parar a escutal-o: chamava pelo nome o gallego da esquina, para que lhe viesse sacudir a lama das botas, e, dura

Whitestone na Pra?a aquelle dia, procurando se

embleia Ingleza ou Feitoria, da

testone se aproximou, compunha-se das m

u o outro no de um capitalista brazileiro, e cumprimentou f

merciante bem intencionado, em quem se encarnára a balda, muito portugueza, d

estremece

a na violencia da explos?o-Na Europa

da n?o saí do Porto; ma

a Elisabeth, construido por um architecto chamado Gresham, em 1500 e tantos; ardeu em 1667. Dois annos depois levantou-se o segundo; este foi construido por Jerman; ainda m

o ardeu?-perg

preparava-se para entrar em circumstanciada d

errompeu-o

que ha em Londres uma terrivel

o-lhe ?magan?o, patusco, cabe?a de vento?, e outras injurias assim amaveis, n?o quizeram mais saber do q

anhia, a um dos directores da mesma-Eu n?o vejo as cousas bem figuradas. Para que hei de estar a dizer o contrario? Negocios c

iencia-repare que as garantias offerecidas s?o

devinos, que hoje s?o tudo e ámanh? s?o nada... Faz-se o contracto com uns e ámanh? respondem por elle caras novas. N?o m

eram cem mil

na??o a Deus, para n?o

?o do accionista dissidente, e, sem lhe attender aos es

rata hoje na Pra?a? Vae organ

e-me, que tenho que disc

s accionistas ganharem quarenta po

nuidade proverbial entre

entre desconfia

arenta por cento? e

tomára uma express?o de

. eu agora...-di

s ins

tas inglezes, que se vae metter n'isso. Meu pae está en

?-perguntou o suje

que o governo conc

ntar quem era o governo, mas

fim?-perguntou

samente d'este commettimento-continuava Carlos,

reza? ... o fim?-

ova via de trafego commercial

Algum

uma riqueza ainda inexplora

a?aram na imagina??o do accionista, qu

. que

e tornar navegave

esapontado e procurou o director, que estivera interpellando; este porém aproveitára o ensejo e desappar

e rio da Villa é dado a um pequeno riacho de aguas menos limpas que se despenha por uns sitios e

ir ao ministro para o ministro empregar na alfandega o filho do cunhado do primeiro que pedia. Esta complica??o enredada de pedidos-da qual inevitavelmente se havia de resentir o periodo, como resentiu-parecia clarissima pa

ssegurando-lhe que fora provido, no logar disputado, um parente seu. Esta circumstancia fez com que o pouco dissimulado irm?o de Jenny ficasse verdadeiramente abysmado diante da impavidez

que promette; esqueceu

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Uma família ingleza Scenas da vida do porto
“Uma família ingleza Scenas da vida do porto by Júlio Dinis”