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Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto

Chapter 8 NA PRA A

Word Count: 2901    |    Released on: 04/12/2017

amada dos Inglezes, á hora a que o filh

sseios, o centro da rua e os portaes das velhas casas, que de um e de outro

s differentes individuos, que comp?em estes grupos, póde-se

s bonecos de porcelana, commentam com movimentos de approva??o as palavras d'estes oraculos;-s?o directores de bancos, ou de companhias commerciaes de outra qualquer natureza, bem ou mal reputados as

m sorriso de affabilidade, e obrigam-lhes o tronco á inclina??o expressiva de acatamento, pouco differente da eloquencia persuasiva, a qual, segundo um escriptor humorista, é representada por o angulo de 85o 1/2 com o horizonte.-S?o estes os negociantes, que n?o administram capitaes alheios, mas que dis

e limpa ou faz que limpa uma lagrima, e os outros levantam as m?os ao céo, cruzam os bra?os, encolhem os hombros, co?am a cabe?a, d?o uma volta, como a distrahir mágoas, e tornam a acercar-se d'elle, como se fosse o centro de attrac??o d'aquelles elementos dispersos; e toda a scena se produz de novo. Que quer dizer isto?-é um negociante fallido de pouco e rodeiado de credores, a quem, na sua humilia??o,

a alguma foram suspensos, aquelles, cujas remotas fracturas teem sido miraculosamente consolidadas pelos dotes das esposas

bordo de algum navio mercante; consultam os individuos dos grupos, que já mencionamos, ou aguardam pacientes que elles os descubram e interroguem; dirigem-se-lhes ent?o, tirando o chapéo-atten??o nem sempre retribuida-; s?o estes os segundos caixeiros, os chamados ?de fóra?, os pra

ndo até para um collega, que de longe falla por acênos-distrac??o perigosa para a clareza da ordem dada, mas cujas consequencias s?o attribuidas depois a quem a recebeu; os patr?es mais accessiveis levam a sua bondade a ponto de puxarem por o bot?o do casaco, ou de desapertarem o do collete do subordinado, emquante lhe d?o instruc??es. Quando o caixeiro exp?e o resultado da commiss?o que execut

cidade a perseguirem em certos casos o commerciante, que em v?o tenta fugir-lhes; passam-lhe da esquerda para a direita, da direita para a esquerda; atravessam-se-lhe no caminho; entram com elle nos portaes, sobem com elle as escadas, invadem-lhe o ádito dos escriptorios, transp?em a barreira dos mostradores, encostam-se sem ceremonia ás escr

vam a penna entre os dedos, como para significar que é momentanea a pausa-o que nem sempre succede. Mais necessarios, e porisso mais apreciados e attendidos, gosam já de certas franquias e privilegios entre os da sua classe. é-lhes concedido fallarem da janella par

ta á beira-mar a olhar para as ondas, de que vive arredado já; acrescente-se ainda o empregado da alfandega, fumando o cigarro, nas frequentes entreabertas de descanso de suas laboriosas manh?s; os carrej?es em disponibilidade, estacionados a cada esquina; os mo?os de escriptorio encostados ás ombreiras das portas:

os alli reunidos como por entre gente

toda a parte, n?o se

tas; a sua posi??o social n?o deixava que

zes, t?o laboriosos como elle, que fallavam dos bailes da vespera ou abriam a b?ca de enfadados; d'alli dirigia-se a cumprimentar um inglez esgalgado, que passava sobre uma hursa, mais esgalgada ainda, e examinava com olhos de conhecedor as qualidades physicas do quadrupede e os expedientes da arte do cavalleiro; tolhia a passagem do despachante que atravessava a correr a Pra?a e, apesar de tantas pressas, conseguia fazel-o parar a escutal-o: chamava pelo nome o gallego da esquina, para que lhe viesse sacudir a lama das botas, e, dura

Whitestone na Pra?a aquelle dia, procurando se

embleia Ingleza ou Feitoria, da

testone se aproximou, compunha-se das m

u o outro no de um capitalista brazileiro, e cumprimentou f

merciante bem intencionado, em quem se encarnára a balda, muito portugueza, d

estremece

a na violencia da explos?o-Na Europa

da n?o saí do Porto; ma

a Elisabeth, construido por um architecto chamado Gresham, em 1500 e tantos; ardeu em 1667. Dois annos depois levantou-se o segundo; este foi construido por Jerman; ainda m

o ardeu?-perg

preparava-se para entrar em circumstanciada d

errompeu-o

que ha em Londres uma terrivel

o-lhe ?magan?o, patusco, cabe?a de vento?, e outras injurias assim amaveis, n?o quizeram mais saber do q

anhia, a um dos directores da mesma-Eu n?o vejo as cousas bem figuradas. Para que hei de estar a dizer o contrario? Negocios c

iencia-repare que as garantias offerecidas s?o

devinos, que hoje s?o tudo e ámanh? s?o nada... Faz-se o contracto com uns e ámanh? respondem por elle caras novas. N?o m

eram cem mil

na??o a Deus, para n?o

?o do accionista dissidente, e, sem lhe attender aos es

rata hoje na Pra?a? Vae organ

e-me, que tenho que disc

s accionistas ganharem quarenta po

nuidade proverbial entre

entre desconfia

arenta por cento? e

tomára uma express?o de

. eu agora...-di

s ins

tas inglezes, que se vae metter n'isso. Meu pae está en

?-perguntou o suje

que o governo conc

ntar quem era o governo, mas

fim?-perguntou

samente d'este commettimento-continuava Carlos,

reza? ... o fim?-

ova via de trafego commercial

Algum

uma riqueza ainda inexplora

a?aram na imagina??o do accionista, qu

. que

e tornar navegave

esapontado e procurou o director, que estivera interpellando; este porém aproveitára o ensejo e desappar

e rio da Villa é dado a um pequeno riacho de aguas menos limpas que se despenha por uns sitios e

ir ao ministro para o ministro empregar na alfandega o filho do cunhado do primeiro que pedia. Esta complica??o enredada de pedidos-da qual inevitavelmente se havia de resentir o periodo, como resentiu-parecia clarissima pa

ssegurando-lhe que fora provido, no logar disputado, um parente seu. Esta circumstancia fez com que o pouco dissimulado irm?o de Jenny ficasse verdadeiramente abysmado diante da impavidez

que promette; esqueceu

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Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
“Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto by Júlio Dinis”
1 Chapter 1 ESPECIE DE PROLOGO, EM QUE SE FAZ UMA APRESENTA O AO LEITOR2 Chapter 2 MAIS DUAS APRESENTA ES, E ACABA O PROLOGO3 Chapter 3 NA AGUIA D'OURO4 Chapter 4 UM ANJO FAMILIAR5 Chapter 5 UMA MANH DE MR. RICHARD6 Chapter 6 AO DESPERTAR DE CARLOS7 Chapter 7 REVISTA DA NOITE8 Chapter 8 NA PRA A9 Chapter 9 foi, hontem mesmo, despachado para esse logar 10 Chapter 10 NO ESCRIPTORIO11 Chapter 11 JENNY12 Chapter 12 CECILIA13 Chapter 13 OUTRO DEPOIMENTO14 Chapter 14 VIDA PORTUENSE15 Chapter 15 IMMINENCIAS DE CRISE16 Chapter 16 VIDA INGLEZA17 Chapter 17 NO THEATRO18 Chapter 18 CONTAS DE CARLOS COM A CONSCIENCIA19 Chapter 19 CONTAS DE JENNY COM A CONSCIENCIA DE CARLOS20 Chapter 20 AGGRAVAM-SE OS SYMPTOMAS21 Chapter 21 MANOEL QUENTINO PROCURA DISTRAC ES22 Chapter 22 O QUE VALE UMA RESOLU O23 Chapter 23 EDUCA O COMMERCIAL24 Chapter 24 DIPLOMACIA DO CORA O25 Chapter 25 EM QUE A SENHORA ANTONIA PROCURA ENCHER-SE DE RAZ O26 Chapter 26 TEMPESTADE DOMESTICA27 Chapter 27 INEFFICAZ MEDIA O DE JENNY28 Chapter 28 O MOTIVO MAIS FORTE29 Chapter 29 FORMA-SE A TEMPESTADE EM OUTRO PONTO30 Chapter 30 OS AMIGOS DE CARLOS31 Chapter 31 PESO QUE PóDE TER UMA LEVIANDADE32 Chapter 32 O QUE SE PASSAVA EM CASA DE MANOEL QUENTINO33 Chapter 33 OS CONVIVAS DE MR. RICHARD34 Chapter 34 EM HONRA DE JENNY35 Chapter 35 MANOEL QUENTINO ALLUCINADO36 Chapter 36 A SENTEN A DO PAE37 Chapter 37 A DEFEZA DA IRM 38 Chapter 38 COMO SE EDUCA A OPINI O PUBLICA39 Chapter 39 JUSTIFICA O DE CARLOS40 Chapter 40 COR A-SE A OBRA