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Uma família ingleza Scenas da vida do porto

Chapter 4 UM ANJO FAMILIAR

Word Count: 3183    |    Released on: 06/12/2017

e, em que se passaram as scenas descriptas j

nhos as aves e a soarem na rua os sócos de alguns operarios mais matutinos. Que admira pois que durma, a s

ava esta infrac??o dos direitos do dia, que se fez p

a de dizer-lhe que era o bairro de Cedofei

porventura a conhecem menos-divide-se naturalmente em

tal, a central

opriamente dito; o oriental, o br

as municipaes e á absoluta disposi??o dos moradores das vizinhan?as; a rua estreita, muito vigiada de policias; as ruas, em cujas esquinas estacionam gallegos armados de pau e corda e os cadeirinhas com o capote classico; as ruas amea?adas de pr

lhado de beiral azul; as varandas azues e douradas; os jardins, cuja planta se descreve com termos geometricos e se mede a compasso e escala, adornados de estatuetas de lou?a, representando as quatro esta??es; port?es de ferro, com o nome do proprietario e a era da edif

il mais usado do que a sacada.-Já uma manifesta??o de um viver mais recolhido, mais intimo, porque o peitoril tem muito menos de indiscreto do que a varanda. Algumas casas ao fundo dos jardins; jardins assombrados de acacias, tilias e magnolias e cortados de avenidas tortuosas; a

qualquer outra classifica??o, nada ha de absoluto. Desenhando o typo especifico, nem estabelecemos demarca??es bem d

'este ultimo bairro qu

, e sua

ltal-o, para evitar indiscri??es mal so

farei com o devido artificio, para a n?o t

se entrela?avam t?o intimamente as folhas sempre verdes das Australias e os ramos floridos de japoneiras gigantes, q

o, ou corpo lateral, seguia um dos lados do jardim, e vinha abrir tre

vilh?o o quar

de commodidade, certo confortable, esse s

s da industria e do commercio, t?o funesta

do a manh? inteira, pelo menos segundo a maneira de contar o tempo dos po

que, n?o obstante, lhe occultava para o n?o constranger nos seus prazeres, ou d

ára a casa, deixava-o agora dormir para que restaurasse as for?as perdi

manh? cêdo a viam os criados apparecer nas proximidades dos aposentos

desde o alvorecer, e com passos levissimos, essa doce figura de mulher, como se fora o an

ndo ahi o ouvido attento, parecia espiar o menor ru

opposta, onde ía inspeccionar e dirigir os preparativos

um criado, rapaz ainda, o qual, encostado á ombreira da porta do jardim, parecia t?o

com bondade, e parando j

tá sua m

omando logo uma attitud

inha senhora; hontem p

har para o relogio do corredor, que marcava onz

Como o snr. Carlinhos s

estado, coitada!... Sabe lá a

s,

he importa. Eu lh

nhora,-disse o rapaz, sensibilisa

tinuou pa

. Subiu dois ou tres degraus e curvou-se para observar melhor; era uma penna de ave, que o ve

o caracter e nos habitos inglezes, n?o l

ntou ella a um criado, com longo avental bran

minha senhora-

ny.-A fallar verdade s?

corrim?o c

rnou a sujar

o tira que se

to; eu

m para o jardim-passe tambem com um panno humedecido por

huva que tem caído bem precisa d'isso-lembrou o criado, como todos os d'esta clas

timento e passou para diant

ha de alvissima bretanha, brilhavam os mais

as particularidades do servi?o, accusando p

oiando a m?o no espaldar da ca

va no corredor, ac

de p?z a

é ver

a buscar esse indispensavel

dobrou esse

-se a corrigir a

que o pae quer para

?o, minh

o com celeridade, ve

chegue o prato mais para cá. Assim. Veja esse trinchador como ficou. F

Mr. Richard e de que só ella tinha conhecimento; necessidades pueris, mas necessidades a final, e de que ninguem é isento. Correu

uma criada, ainda nova, com os

iza?-pergunt

a miss Jenny, porqu

embora! Qu

uem,

est

stou,

nt

que emfim caíu doente. Vae para casa de minha m?e. Mas como ha de tratal-a a pobre de Christo? ella, quasi entrevada e cega? Meus irm?os andam todo o s

e de modo nenhum

as

tratar de sua irm

ha sen

uelle outro qua

r amor d

pel-a Jenny-vá ver se me aprompta a

a-disse a rapariga, a quem palpitava

fizeram parar Jenny e assombraram-lhe a fronte serena de um

a escutal-os, disse meio

; tem estado desde h

irando-e subiu com ligeireza as e

pela familia Whitestone e com impaciencia, a custo reprimida, por os criados e criadas. Em certos dias os accessos da velha eram furiosos e as suas impreca??es, em lingua mesti?a de portuguez e de inglez

em estar que em vindo Dick... Elle ha de vir, ha de vir! Larguem-me! Dick! Dick!-Era o nome familiar que ella dava ainda a Mr. Richard.-Dick! pois assim queres matar-me? assim queres ver-me morrer? N?o tens p

racos, soltou os punhos das m?os, que os seguravam, e levan

rou Jenny

aca, que por descuido lhe tin

para que se afastassem do

gorda, ruiva e sardenta matrona ingleza, qu

musculosa portugueza dos arredores da Maia

?o as a

emente e passou-lhe nos pulso

fitou n'ella o olhar

Jenny, sem que no rosto, risonho e seren

-a por algum tempo

e é esta hoje, Kat

rvava-se porém ainda muda, e n?o de

ta, em tom mais affectuoso-Kate, en

tar-se-lhe em movimento affirmativo, que, pouco a pouco, augmentou de velocidade, até á rapidez de cer

tando-lhe compassivamente os cabellos da front

olta do collo de Jenny, aproximava-a do seio e beijava-a, murmurando

epetia muitas vezes, cingind

ss Jenny!-dizia a d

o dedo, a imp?r-lhe sil

crean?as, e cantava ao mesmo tempo uma melancolica toada, com a qual, havia ci

?o que, em dialecto e

lho, que

to dorme

por??o d

horarei

enfraquecer gradualmente; por fim tomou-a um d'aquelles profundos somnos, que pare

ando em voz já

??o de la

rarei...

onchegou-lhe a roupa, fechou a janella, e,

tado o jardineiro da casa, com o

isso,

ueu-se com

Jenny, é q

jardim, onde jazia partido um vaso d

isto?-perg

o e tanto cuidado me recommendou! e vae eu... veja a minha desg

ae n?o lhe ha d

dou! E era um vaso de tanta estima??o! A

o velho, que nem tinha coragem para

nde se continha ainda a terra com a begonia, uniu-os cuidadosamente,

na?-dizia o jar

o lhe re

ho se

chard labutava em cuidados de jardinag

a ninguem este v

m?os, e vinha fazer-se peda?o

hard, correndo em

ngindo-se consternada-como D

ichard agachado-um vas

a pobre begoni

ontinuou Jenny.-Eu a de

rd examinava os estragos da begonia, elle cobria de b

meio

Whitestone-perd?e-me a c

uem afagou nas faces e, separando-se com um suspiro

ada! bu

z a terra, que ficára alli, como vestigio do delicto de Manoel

dar aquellas raizes, qu

seria bom. Vamos

ue s?o horas

e alguns segundos procedia já aos p

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“Uma família ingleza Scenas da vida do porto by Júlio Dinis”