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Cartas de Inglaterra

Cartas de Inglaterra

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Chapter 1 No.1

Word Count: 2858    |    Released on: 06/12/2017

stan e

da India, a verdade d'esse humoristico logar-commum do secul

iu os episodios da campanha do Afghanistan em 1847, está fazendo sim

Afghanistan, e ahi v?o aniquilando tribus seculares, desmantelando villas, assolando searas e vinhas: apossam-se, por fim, da santa cidade de Cabul; sacodem do serralho um velho emir apavorado; collocam lá outro de ra?a mais submissa, que já trazem prepar

ipes rivaes juntam-se no odio hereditario contra o estrangeiro, o homem vermelho, e em pouco tempo é todo um rebrilhar de fogos de acampamento nos altos das serranias, dominando os desfiladeiros que s?o o caminho, a entrada da India... E quando por alli apparecer,

a para o viso-rei da India, reclamando com furor refor?os, chá e assucar! (Isto é textual; foi o general Roberts que soltou ha dias este grito de gulodice britannica; o inglez, sem chá, bate-se frouxamente.) Ent?o o governo da India, gastando milh?es de libras, como quem gasta agua, manda a toda a pressa fard

es. Uma manh? avista-se Candahar ou Ghasnat;-e n'um momento, é aniquilado, disperso no pó da planicie, o pobre exercito afghan com as suas cimitarras de melodrama e as suas veneraveis colubrinas do modelo das que outr'ora fizeram fogo em Diu. Ghasnat está livre! Candahar está livre! Hurrah!-Faz-se immediatamente d'isto uma

ficam, pasto de corvos-o que, n?o é, no Afghanistan, uma respeitavel imagem de rhetorica: ahi, s?o os corvos que nas cidade

m? Uma can??o patriotica, uma estampa idiota nas salas de jan

philosophia

o reino, que é grande como a Fran?a, nem póde consentir, collados á sua ilharga, uns poucos de milh?es de homens fanaticos, batalhadores e hostis. A ?politica? por tanto, é debilital-os periodic

tando á urze, á rocha, ao pantano, magras tiras de terra, onde cultiva, em lagrimas a batata? Todo o mundo sabe isto-e, desgra?adamente, esta Irlanda de poema e de novella é, em parte, verdadeira: além dos poucos districtos onde a agricultura é rica como em qualquer dos uberrimos condados inglezes, além de

muito complexos, provêm, sobretudo,

ogando pelos clubs o whist a libra o tento: os seus procuradores e agentes, creaturas vorazes, sem liga??o com o solo nem com a ra?a, for?ados a remetter incessantemente dinheiro a SS. SS., interessados em conservar a procuradoria, cáem sobre o rendeiro, levantam-lhe a renda, for?am-n'o a vendas desastrosas, enla?am-n'o na uzura, tributam-n'o feudalmente, apertam-n'o com desespero como a um lim?o meio secco,

erde ilha dos bardos?. S?o milhares, s?o milh?es! Esta popula??o, com o ventre vazio, os pés nús sobre a geada, volta-se ent?o para a Inglaterra, a m?e Inglaterra, que tem a Lei, que tem a For?a, que tem a Responsabilidade: a Inglaterra, commovida na sua fibra christ

o remedio es

religiosidade da plebe, para a manter na resigna??o da miseria, acenando-

milh?es de esfomeados, farinha e dois ou tres schelling

er, o Punch muito divertido, e o ceu muito longe-faz uma trouxa dos seus andrajos, vae á villa mais pro

, mas que têm hoje a prosperidade de uma institui??o publica, s?o uma seita politica, com o fim claro de conquistar a independen

um mysterio, que é o terror na Irlanda; só s?o claros os seus crimes. Ha um proprietario duro que levantou a renda? Uma noite, ou elle ou o seu procurador apparecem á beira de um caminho, com duas balas na cabe?a. Quem foi? Foi Mollie Maguire: foi ninguem, foi a Miseria, foi a Irlanda. Ha um senhorio, um agente, que fez uma penhora? á meia noite, a sua casa come?a a arder, e é n'um momento uma ruina fumegante. Quem foi? Mollie Maguire.

lismo militante: nem falta a esta seita aquella vaga exalta??o mystica que complica o Nihilismo. Se Mollie (Mollie é o diminutivo de Maria) n?o é uma divindade, é pelo menos uma degenera??o fetichista da divindade: é a tenebrosa padroeira das desf

como se diz? Todo o mundo duvida. Na Irlanda, sempre que dois homens se reunem, conspiram: quando se sentem quatro, apedrejam logo a policia:-que será ent?o quando reconhecerem que s?o duzentos mil? Além d'isso, as reclama??es d'esta associa??o s?o de um vago singular: nada de pratico, nada de realisavel: apenas os velhos gritos sentimentaes da aspira??o humanitaria. E, ao mesmo tempo, os homens, que a dirigem, s?o espiritos positivos e experimentados. Ha aqui uma contradic??o assustadora. Sente-se qu

as ultimas elei??es) n?o trazia certamente um remate aos males da Irlanda; mas, coarctando os abusos dos senhores, difficultando a arbitrariedade das ?expuls?es?, modificando a legisla??o barbara das penhoras, alliviava o trabalhador irlandez do ferreo calca

utilisou a tunica ensanguentada de Cesar. Foram-n'a mostrando á plebe indignada, por campos e aldeias, gritando bem alto: ?Aqui está o que fizeram os lords, os vossos amos, os vossos explorador

e duzentos, trezentos homens, de espingardas ao hombro, fazendo exercicios como regimentos em vesperas de campanha; ainda que seja agora a epoca das colheitas, a popula??o n?o está nos campos, está nos meetings, nos clubs; e

s a palavra divina d'aquelle que disse: Dae a Cesar o que é de Cesar! Houve só um ho

sta ra?a violenta, de noite, n'um d'estes sinistros descampados da Irlanda, que s?o todos rocha e urze, ao clar?o

ministro do interior está em Dublin, e é eminente a declara??o da lei marcial... N'este ponto, radicaes e conservadores s?o unanimes: se a Irla

a?-exclamava o solemne Standard,-?é doloroso pensar que no proximo inverno, para manter a integridade do imperio, a santidade da lei e a inviolabilidade da pro

ectaculo maravilhoso vêr, no proximo inverno, John Bull percorrendo a Irlanda, cheio de ferocidade e afogado em ternura, com os olhos a escorrer de lagrimas e a sua bayoneta

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