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Cartas de Inglaterra

Chapter 2 No.2

Word Count: 3425    |    Released on: 06/12/2017

a de

apparecer os livros, folhas ás vezes t?o ephemeras como as das arvor

em plena Book-Season

r, luz, repouso, s?o os mais simpathicos do anno) têm accumulado em si

o se diz agora, recolhe dos parques e palacios do campo aos seus palacetes e jardinetes de Londres-passa-se em abril, junho e julho, verdade seja.

bundam n'estes dourados mezes de setembro e outubro. Isto sim! Aq

t?o, de norte a sul, salpicada de manchas negras. S?o congress

anas inteiras, em torno de um objecto escuro, n?o pódem chegar á conclus?o se é um tijolo vilmente recente ou uma laje da camara n

estudar as civiliza??es inferiores dos insectos, laboriosas democracias de formigas, deploraveis oligarchias de abelhas-occupou-se d'esta vez, dando um balan?o á sciencia durante os ultimos cincoenta annos, a mostrar algumas das estupendas habilidades d'esse outro ephemero insecto, o Homem: e emfim o congresso annual da Egreja, celebrado em Newcastle, composto de bispos, dignitarios ecclesiasticos, theologos, doutores em divindade, este largo clero anglicano,

tados enthusiasmos intellectuais, me parece um pouco forte. Browning é sem duvida, com Shelley, Shakspeare e Milton, um dos quatro principes da poesia ingleza: mas tem o inconveniente de estar vivo. Elle proprio assiste, materialmente, com o seu paletot e o seu guarda chuva, ao congresso de que é objecto espiritual e assumpto: e fatalmente, pelo effeito mesmo da sua presen?a, a admira??o litteraria

o e poderoso vapor de duas mil toneladas e sessenta homens de tripula??o. N'este ultimo caso, em logar de bordejar gentilmente em redor das fl?res e das relvas da ilha de Wight, ou de ir mergulhar n'essas prodigiosas paisagens marinhas do alto Norte da Escossia, vae dar a volta ao mundo, carregado de biblias para os pequenos patagonios e de champagne e d'amor para as lindas missionarias, ve

e se ca?a o grouse, e é durante ella que se come o grouse. N?o sabem o que é o grouse? é um passaro do tamanho da perdiz, que vive (Deus o aben??e!) nos moors, ou descampados da Escossia... Agora deixem-me repousar um momento, e ficar aqui, n'um extasi manso, pensando no grouse, com as m?os cruzadas sobre o estomago, o olho enternecido, lambendo o labio... N?o imaginem que eu sou um guloso. Mas nunca se

tes, ou fechados, ou ao cuidado de um velho e somnolento guarda-port?o. Os salteadores de Londres, corpo social t?o bem organisado como a propria policia, procede ent?o

em que se n?o veja, cada noite, um sujeito, com um copo d'agua, dissertando sobre um assumpto, deante d'uma audiencia compacta, attenta, interessada e que toma notas. Os assumptos s?o tudo-desde a ideia de Deus até á melhor maneira de fabricar

e se joga o cricket,-e em que se vêm d'estes edificantes espectaculos: doze cavalheiros, vindos do fundo da Australia, outros doze partindo dos alt

tocracia sobre que mais pesam as responsabilidades do Estado. Todo este mundo, de solemne respeitabilidade e de alto ceremonial-pesca á linha. Talvez por isso, de todos os sports inglezes, a pesca á linha é um dos que têm produzido uma litte

s deu já dois livros, segundo as listas: A carte

ent?o, do seu terra?o azul, a um espectaculo bem divertido: toda a Inglaterra fervilhando no porto de Dover-e d'ahi successivamente partirem longos formigueiros de touriste, riscando de linhas escuras o continente, indo alastrar os valles do Rheno, negrejando pela neve dos Alpes acima, serpenteando pelos vergeis da Andaluzia, atulhando as cidades da Italia, inundando a Fran?a! Tudo isto s?o inglezes. Tudo isto traz um Guia do Viajante

s; se o seu Guia lhe affirma que na cathedral de tal ha seis columnas e se elle encontra só cinco, fica infeliz toda uma semana e furioso com o paiz que percorre, como um homem a quem roubaram uma columna; e se perde uma bengala, se n?o chega a horas ao comboio, fecha-se no hotel um dia inteiro a comp?r uma carta para o Times, em que accusa os paises continentaes de se acharem inteiramente n'um estado selvagem e atolados n'uma putrida desmoralisa??o. Emfim o i

parlamento, todos os homens publicos se espalham pelo paiz discursando, perante enormes meeting

o, mas n?o me lembram agora. E emfim, para n?o

lmente, a mais interessante é a

andes casas editoras de Londres e d'Edimburgo reservam, para as lan?ar n'esta epocha as suas grandes novidades. Um livro de Darwin, um estudo de Matthew Arnold, um poema de Tennyson, um romance de Georges Meredith ser?o evidentemente guardados para a esta??o. D

ator. Apenas o que se chama aqui Litteratura Geral. N?o se contam as reimpress?es; nem as edi??es dos classicos, em todos os formatos, desde o in-folio, que só um Hercules póde erguer, até ao volume miniatura, cujo typo reclama microscopio, e em todos os pre?os desde a edi??o que custa 50 libras, até á que cust

ta-a litteratura de viagens. Já n?o fallo nos romances: isso n?o c

od?o; e, portanto, toda uma popula??o de romancistas se emprega em manufacturar este artigo, por grosso, e t?o depress

dras em todos os mares, colonias em todos os continentes, feitorias em todas as praias, missionarios entre todos os barbaros, e no fundo d

press?es e paisagens. Hoje n?o. Hoje emprehende-se a viagem unicamente para se escrever o livro. Abre-se o mappa, escolhe-se um ponto do Universo bem selvagem, bem exotico, e parte-se para lá com uma resma de papel e um diccionario. E toda a quest?o está (como

rti?a, lapis na m?o, binoculo a tiracollo, n?o pense que é um explorador, um missio

a lista dos livros de viagens publicados

paysagem com a sua c?r e luz, a cidade com o seu movimento e fei??es; s?o graphicos e s?o criticos; têm a geographia e têm a observa??o; e mais ou menos fazem reviver com o detalhe caracteristico, o povo visitado, na sua vida dom

lo pela Asia Menor-Scenas de Ceyl?o-Atravez de cidades e prados- No meu Bungaló-As terras dos Matabeles-Fugindo para o sul-Terras do sol da meia-noite-Peregrina??es na Patagonia-O Soudan egypcio-Terra dos Maggiyres-Atravez da Siberia-Notas do mundo do Oeste-Caminhos da Palestina-Norsk, Lapp e

ainda ha muitos

publicados na primeira quinzena da esta??o; mas n?o tenho paciencia em revolver todo esse lyrismo. Ha uma ?grande se

erio. Em metaphysica ha o costumado sortimento-macisso e vago, como diria Herbert Spencer. Em historia, biographia, critica, as listas bibliographic

s que guardava, foi um dia trazida das suas serranias a Pariz, quando no boulevard passava, com a tricolor ao vent

! tant

o d'esta pastora, e balbuciando, com a bocca

! tant

rito, como o da

nia Lybica, avista pela primeira vez, immenso, lent

! tant

da agua: mais que ninguem sente as maravilhas que a agua produz; e no seu grito ha

sto da compara??o complete

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