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ais importantes do reino), dominando o commercio pelas suas casas bancarias e em certos momentos mesmo governando o Estado pelo grande homem da sua ra?a, o seu propheta maior, o proprio Lord Beaconsfield. Aqui, decerto, estamos longe de vêr desencadear um odio nacional, uma persegui??o social contra os judeus; mas ha sufficientes symptomas de que o desenvolvimento firme d'este Estado israelita dentro do Estado christ?o come?a a impacientar o inglez. N?o vejo, por exemplo, que o que se está passando na Allemanha, apesar de ex
a, do seu acampamento de Padua, decretando a destrui??o da lei Rabbinica e ainda prégasse em Colonia o furioso Gr?o-de-Pimenta, geral dos dominicanos-é facto para ficar de bocca aberta todo um longo dia de Ver?o. Porque emfim, sob fórmas civilizadas e constitucionaes (peti??es, meetings, artigos de
defender os judeus, a sabedoria dos livros hebraicos, as synagogas, asylo do pensamento durante os tempos b
relativamente aos israelitas?! N?o faltaria com effeito mais que vêr os ministros do imperio, philosophos e professores, decretando, á D. Manuel, a expuls?o dos judeus, ou restringindo-lhes a liberdade civil até os isolar em viellas escuras, fechadas por correntes de ferro, como nas judiarias do Ghu
a grossa popula??o germanica-e lava simplesmente a
rotegem o judeu, cidad?o do imperio; tem apenas a vaga ten
bom allem?o, cada patriota, vae immediatamente concluir d'esta linguagem ambigua do governo que, se a c?rte, o estado-maior, os feld-marechaes, o senhor de Bismarck, todo esse mundo venerado
riam tomar por frades dominicanos mas que eram apenas philosophos estudantes, andaram expulsando os judeus das c
e essas cousas dolorosas se passaram!... A humanidade christ? está velha e, portanto, indulgente: em desoito seculos esquece a affronta mais fu
o estar eu lá co
sua religi?o official, a sua moral official, a sua litteratura official, o seu sacerdocio, o seu regimen de propriedade, a sua aristocracia e o seu commercio-que se ha-de fazer a um inspirado, a um revolucionario, que apparece seguido
Allemanha contemporanea uma revolu??o, de certo, mais radical que a que Jesus emprehendeu no mundo semitico. é verdade que o Nazareno era um Deus: para nós, certamente, humanidade privilegiada, que o soubemos amar e comprehender:-mas
a patria da anarchia. Os conservadores de Jerusalem foram logicos e legaes, como s?o hoje os de Berlim, de S. Petersburgo ou de Vienna: no mundo antigo, como agora, havia os mesmos intere
Mahomet, Jesus, s?o exemplos recentes! As fórmas superiores do pensamento têm uma tendencia fatal a tornar-se na futura lei revelada: e toda a philosophia termina, nos seus velhos dias, por ser religi?o. Augusto Comte já tem altares em Londres; já se lhe reza. E assim como hoje exigimos capellas aos Santos Padres, aos que foram os auctore
uncadas como hoje Palmyra e Babylonia, que o zelandez e o australiano vir?o visitar, em bal?o, com bilhete de ida e volta... Logicamente, ent?o, como s?o detestados hoje na Allemanha os herdeiros dos que mataram Jesus-só haverá repuls?o e odio pelos descen
emos á A
peti??es que por toda a parte se assignam, pedindo ao governo que n?o permitta aos judeus adquirirem propriedades, que n?o sejam admittidos aos cargos publicos, e outras extravagancias gothicas! O motivo do furor anti-semitico é simplesme
é elle o advogado com mais causas e o medico com mais clientella: se na mesma rua ha dois tendeiros, um allem?o e outro judeu-o filho da Germania ao fim do anno está fallido, o filho d'Israel tem carruagem! Isto to
ao passado. O judeu hoje é um gordo. Traz a cabe?a alta, tem a pan?a ostentosa e enche a rua. é necessario vêl-os em Londres, em Berlim, ou em Vienna: nas menores cousas, entrando em um café ou occupando uma cadeira no theatro, têm um ar arrogante e rica?o, que escandalisa. A sua pompa espectaculosa de Salom?es
as grandes for?as sociaes-a Bolsa e Imprensa. Quasi todas as grandes casas bancarias da Allemanha, quasi todos os grandes jornaes, est?o na posse do semita. Assim, torna-se inatacavel. De modo que n?o só expulsa o allem?o das profiss?
l: ahi se refugiam com o seu Deus, o seu livro, os seus costumes, o seu Sabbath, a sua lingua, o seu orgulho, a sua seccura, gosando o ouro e desprezando o christ?o. Invadem a sociedade allem?, querem lá brilhar e dominar, mas n?o permittem que o allem?o meta sequer o bico do sapato dentro da sociedade judaica. Só casam entre si; entre si,
llecto, esfor?ar-se, puxar-se para a frente para ser, por seu turno, o mais forte. N?o o faz: em logar d'isso, volta-se miseravelmente, covardemente,
r. de Bismarck, approvando tacitamente o movimento anti-judaico. é facil de perceber; é um rasg
volta, a egreja e o principe apressavam-se a dizer-lhe: ?Bem vemos, tu soffres! Mas a culpa é tua. é que o judeu matou Nosso Senhor e tu ainda n?o castigaste sufficientemente o judeu.? A popula?
e, se sentia amea?ada por uma plébe desesperada de canga
ava sêde de sangue-servia-se
s más colheitas, o excesso de impostos, o pesado servi?o militar, a decadencia industrial, tudo isto traz a classe media irritada. O
a a ser grave encontrar em campo a Fran?a preparada, mais forte que nunca, com os seus dois milh?es de bons soldados, a sua fabu
lhe para o judeu enriquecido. N?o allude naturalmente á morte de Nosso Senhor Jesus Christo. Mas falla nos
ransparentes, Beaconsfield, elle proprio, Napole?o III, o principe de Bismarck, o cardeal Manning, os Rothchilds, a imperatriz Eugenia,
e, mancebo; nunca, ao entrar na carreira litteraria, publiques poema ou novella sem a
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