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landa, fallar da Liga Agr
glaterra e de tudo o que em Inglaterra pensa, desde os homens de Estado até aos caricaturistas. E dentro em breve o sen
rtir e ir tomar as armas pela Polonia. Em Coimbra, sempre que nos reuniamos mais de quatro amigos, faziamos logo esse projecto, gritando: -Viva a Polonia! Os jornaes transbordavam de poemas á Polonia e de injurias ao Urso do Norte! Empenhavam-se batinas e compendios para
?o da Polonia. ?Mas é uma guerra com a Russia, é um conflicto europeu!? diziam os prudentes. E os enthusiastas respondiam: ?N?o tem d
assado sob as pontes, como dize
ismo, a pobre Irlanda n?o inspirará jámais o
titucional: ha aqui como na Polonia uma ra?a opprimida, cujo solo foi dividido entre os grandes vassalos, as familias historicas da na??o conquistadora, e que desde ent?o tem permanecido em servid?o agraria. Sómente na Irlanda
as suffocadas, dos agitadores heroicos, legenda que falla á imagina??o popular tanto como a mesma religi?o, inspirando eguaes fanatismos, de tal sorte que o irlandez é t?o devoto dos seus santos como dos seus patriotas; como o polaco despreza o russo, assim o irlandez olha o anglo-saxonio como um barbaro e um estupido e tem por elle toda a antipatia desdenhosa que
n?o perturbar os interesses tyrannicos d'um milhar de ricos proprietarios, deixa na miseria quatro milh?es de homens. Tem todo o territorio irlandez occupado militarmente. Apenas um patriota come?a a ter influencia na Irlanda, prende o patriota. Quando a eloqu
zes protestantes ou orangistas, os inglezes e proprietarios escocezes. A quest?o da propriedade é sem duvida a essencial: mas existem outras, a quest?o religiosa, a quest?o policial, a quest?o judicial, a quest?o municipal, etc., etc. E so
condado n?o divirja, de sentimentos e de predica, com o clero do condado visinho. No mundo dos patriotas revolucionarios n?o existe uma harmonia melhor: a Liga Agraria n?o aceita os Fenians
pois de declarada a Republica Irlandeza, todas estas quest?es se resolve
e é adduzida justamente como evidencia
ante que essa ra?a impressionavel, excitada, fanatica e pouco culta fosse abandonada a si mesma, come?aria uma guerra civil, um
po cerrado. E d'alto a baixo esta vastid?o de papel, desde que come?ou a agita??o da Liga Agraria, é occupada por estudos e artigos sobre a Irlanda. Multiplique-se isto pelas tres ou quatro mil gazetas que a pobre Inglaterra nutre sobre a sua epiderme: juntem-se-lhe os artigos dos Semanarios, dos Quinzenarios, das Revistas e dos Magazi
aterra esteja, n'esta quest?o da Irlanda, perfeitamente desorganisado. O meu está. Mas n'este cahos mental tenho illustres companheiros: o grande Carlyle costumava dize
e fome, e que a classe proprietaria, os land-lords indignam-se e reclamam o auxilio da poli
o de rendeiros que trabalham as suas terras, e que com o seu suor e o seu esfor?o lhe arrancam do sólo este rendimento,-a unica cousa que realmente tem é fome e frio. Mas este anno tiveram mais fome e mais frio que de costume: e lá foram em farrapos, e com os pés nús sobre a neve, supplicar a Sua Gra?a, o Duque de Leicester, que lhes fizesse uma di
lá voltaram de cabe?a baix
-hia a satisfazel-o rasgadamente. é porque a Irlanda é um paiz conquistado, e, quando o proletario se queixa, a policia fila-o pela gola: mas, em Inglater
tre companhia: quand on prend du Duc on n'en saurait trop prendre) deixem-me dizer-lhes em r
vivido t?o pobremente, t?o tristemente sob a dictadura puritana do Cromwell!... Depois, se Carlos II tinha pouco dinheiro, (o desgra?ado recebia uma mesada do rei de Fran?a!) n?o lhe faltavam terras na Irlanda. Trez leguas de pastos, ou de terreno aravel, por um beijo e os seus acessorios, n?o é caro p
uma arvore pelas raizes, e muitas vezes prefere morrer a abandonar um torr?o arido que o n?o nutre. A emigra??o irlandeza para a America sáe princ
de trinta annos por o agronomo d'esse nome; mas esta avalia??o, equitativa e favoravel ao trabalhador, n?o é jamais aceitada pelos proprietarios. N'isto está a orig
ma m?o-cheia de prégos, um molho de colmo, para que o trabalhador erga a cabana miseravel, muito inferior, como conforto, aos curraes dos nossos gados; e a esta generosidade regia o land-lord junta
er mais grandios
m tecto, de um terreno e de ferramenta. P
ureza tivesse assento na camara dos pares de Inglaterra, n?o seria mais aspera, mais hostil ao pobre e mais avara de si mesma.
lado um penedo, d
om a sua te
eferes tirar tu os m
nt?o que se apresenta de novo a generosidade do Lord. Sua Gra?a está pronta (porque Sua Gra?a é compassiva) a escoar o pantano, a desempedrar o sólo, a fazer melhorame
os abominaveis, o pobre rendeiro n?o póde pagar: dirige-se ent?o ao agiota-ou ao Lord mesmo. E desde esse momento está n'uma rede de dividas, lettras, colheitas empenhadas, juros accumulados, protestos, o demonio-de que jámais se poderá desenredar. O resultado é previsto: o Lord (pelo seu agente) penhor
, que se vê d'uma hora para a outra no meio de uma estrada, por um terrivel inverno, sem um farrapo para se cobrir, sem uma codea de p?o, sem
chorando de fome, os doentes levados n'uma padiola, até que se encontre algum rendeiro mais feliz que ainda tem um canto de cabana
eravel n.o 1, ao rendeiro n.o 2. Sómente o n.o 2, como a encontra melhorada pelo antecedente, paga-a mais cara: e depois de explorado, sugado, e
om a altura absurda das rendas, é impossi
um vago contorno da realidade, apo
se ent?o uma horrorosa tré
s passar-se no seculo XIX
?o justa a existencia de
a Parnell, o chefe da Liga Agraria, na sua celebre en
ez n?o as sabia: pelo menos eram-lhe contadas de t
ariado opprimido ás aspira??es d'independencia nacional: de sorte que a Inglaterra n?o attendia á reclama??o dos trabalhadores pela irrita??o que lhe causavam as exigencias dos
nt?o aos inglezes com o aspecto de um rebelde á Uni?o; e envolvendo-os ambos no mesmo odio, porque lhes sup
ezes pediu para ella uma reforma das leis agrarias. Era, porém, um pedir vago, sem coh
ormas insignificantes e imperceptiveis, para dar uma satisfa??o á compaix?o ingleza: e o regimen antigo ficava inatacado como d'antes. Mas isto bast
busos dos land-lords, calando toda a ideia de arrancar a Irlanda ao Reino Unido. Ent?o haveria a certeza de que o povo inglez, vendo a quest?o agraria e os seus horrores, isoladamente, no s
m, o heroe providencial, n'um fim de folhetim: deixar a historia das suas fa?anhas, das suas virtudes e da sua belleza, com o interesse suspenso, até ao folheti
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