atura
Natal, s?o esses lindos livros para crean
a ninguem lê e s?o offerecidos ás crean?as, mas realmente servem para obsequiar os papás. Os pobres pequenos nada gosam com esses monumentos typographicos; apenas se lhes permite vêr de longe
enas o bébé come?a a soletrar, possue logo os seus livros especiaes: s?o obras adoraveis, que n?o contém mais de dez ou doze paginas, intercaladas de estampas, impressas em typo enorme, e de um raro gosto de edi??o. Ordi
sabios; e para discutirem cousas da sua sabedoria, metteram-se dentro de uma barrica, mas um pastor que vinha a
a Cavallgada de Jo?o Gil
barrica, os trambulh?es, já o n?o interessariam; vêm ent?o as historias de viagens, de ca?adas, de naufrag
ito da crean?a para o paiz do maravilhoso:-n?o ha n'estas litteraturas nem fantasmas, nem milagres, nem cavernas com drag?es de escamas de ouro: isso reserva-se para a gente grande. E quando
ffrimentos por que passou em campanha, n'uma guerra longinqua, uma caixa de soldados de chumbo. Esta litteratura é profunda. As priva??es de soldados vivos n?o impressionariam talvez a crean?a-mas todo o seu cora??o se confrange quando l
, e tanto mais fecundas quanto sahem da ac??o e da exist
tivantes do mundo das plantas, do mar, das aves; viagens e descobertas; a historia; e, emfim, em livros de imagina??o, a vida social apresentada de
. N?o ha nada mais pittoresco, mais original, mais decorativo, que as encaderna??es inglezas; e as est
uxo, de Pariz, de que fallei, e que constituem ornatos de sala. A Fran?a possue tambem uma litteratura infantil t?o rica e u
ivros para crean?as; na Dinamarca, na Suecia, elles s?o
tugal,
an?as. Creio que se lhes dá Filinto Elysio, Gar??o, ou outro qualquer desse
mos a ser idiotas-quando chegamos á edade da raz?o. Em pequenos, temos todos uma pontinha de genio: e estou certo que se existisse uma litteratura inf
as camadas de latim! Depois do latim accumulamos a rhetorica! Depois da rhetorica atulhamol-a d
istorias: n?o é necessario o genio de Zola ou de Thackeray para inventar o caso dos tres velhos sabios de Chester. Ha entre nós artistas, de lapis facil e engra?ado, que commentariam bem essas aventuras n'um desenho de simples contor
as faria rir Lisboa inteira. Tambem, n?o é a Lisboa qu
o namoro de escada, a endeixa plangente, a b?a facadinha á meia noite, o discurso em que se cita o Golgotha, a andaluza de cuia-emfim,
um desenhista e um editor, a prepararem alguns bons livros, bem engra?ados, bem alegres, para os
s. Se a gratid?o do governo imperial quizesse juntar a isto, para alfinetes, um ou dois milh?es em ouro, eu n?o os recusaria. E se me n?o
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