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Os Maias

Chapter 3 No.3

Word Count: 10631    |    Released on: 06/12/2017

passou, outros

esperas de Paschoa, Villa?a c

ira, que ia já embranquecendo, mostrou-se todo satisfeito de ver o sr. administrador com quem ás vezes se correspondia, e conduziu-o á sa

ta de trepadeiras: e Villa?a, adiantando-se para os degraus que desciam ao jardim, mal poude reconhecer Affonso da Maia n

nez de pelucia, correu a miral-o, curioso-e achou-se arrebatado nos bra?os do bom

o menino! Que lindo que es

nso da Maia, chegando de bra?os abertos. Nó

nto os seus olhos encontraram-se, vivos e h

anella branca, o casquete da mesma flanella posta de lado sobre os bellos anneis do cabello negro-continu

ixo no rio! dizia Affonso. Emfim, cá o temos,

m uma ruga! Branco sim, mas uma cara de mo?o... Eu nem o conhecia!... Qua

sada, saltou do terra?o, foi pendurar-se d'um trapesio armado entre as arvores, e

ol debaixo do bra?o, c

m o pae. Os mesmos olhos, olhos dos Maias, o cabel

como ficou o seu rapaz, o Manuel? Quando é esse casamento? Ven

lejo esmorecia na fina e larga luz de abril; porcelanas e pratas respland

acercou-se, com as m?os cruzadas s

tá um regalo, vêr outra vez

ace, alva e redonda como uma velha

cousa! Até os canarios cantam! E ta

mente commovida, já

or e mudo que lhe ia d'uma á outra pont

illa?a, hein? disse Affonso. No quarto em que v

que os poetas de Caminha a cantavam, casára com um fidalgote gallego, o sr. visconde de Urigo-de-la-Sierra, um borracho, um br

olhando o relogio, Affonso inter

ar, depressa, que d'aq

relogio, depois a mesa já posta, os seis talh

anta de manh?? Eu pens

rugada está já na quinta; almo?a ás sete; e janta á uma

Villa?a, a mudar de habitos, n'essa

e faz bem!... Mas avie-se Villa?a, avie-se que Carl

ousa! Ent?o, se v.

ersar com o sr. administrador, perguntou-lhe, d

nos acha por cá, pe

estou contente. Pode-se v

m?o no hombro do escudeiro,

menino. Fez r

mente. O menino realmente

a, parando nos degraus da escada, ao ou

um regalo ouvil-o; toca ás vezes á noite na sala, o sr. juiz de direi

onito, s

o de florsinhas azues: e as bambinellas, os reposteiros de cretóne, repetiam as mesmas fol

? Pois, elegantes. E, realmente, n?o tinham sido caras. Nem elle fazia idéa! Ficou ainda em bicos de pés a examinar duas aguarellas i

dez minutos... O menin

flanella escarlate por causa dos rheumatismos, e os bentinhos de seda bordada. O Teixeira desapertava as correias da maleta; ao fundo do corredor,

passava a ponta da toalha molhada pelo

perar, hein? Já se sabe, é elle quem gove

arina; e todas as manh?s, zás, para dentro d'uma tina d'agua fria, ás vezes a gear lá fóra... E outras barbaridades. Se n?o se soubesse a grande paix?o do av? pela crean?a, havia de se dizer que a queria morta. Deus lhe perdoe, elle, Teixeira, chegara a pensal-o... Mas n?o, pa

eira acc

ue nós approvassemos a educa??o que tem levado,

to: depois, tomando de sobre a cama a sobrecasaca do procurador, foi-lhe passando a escova pela gola, de leve

a?o; eu n'isso nem gosto de fallar... Que eu sou o primeiro a dizel-o: o Brown é boa pessoa, calado, asseado, excellente musico. Mas é o que eu tenho repetido

mordomo, tirou-lhe do bra?o respeitosamente a sobrecasaca, e ficou com ella junto do

orta, disse com

v. s.a dois min

omento abalava tambem, abotoan

orria o Times. Carlos, a cavallo nos joelhos do av?, contava-lhe uma grande historia de rapazes e de bulhas; e ao pé

vem, abbade, d

e, e deu uma gran

la?a? E n?o me tinham dito nada!

elhos-uma com as repas achatadas sobre a calva, outra com uma grande cor?a aberta n'uma matta de cabello branco.

a sr.a vis

timida e queda, com os bra?os rechonchudos pousados sobre a obesidade da cinta. O rosto anafado e molle, branco como papel, as roscas do pesco?o, cobriram-se-lhe subitamente de rubor; n?o achou uma palavra para dizer ao Vil

sopa, o Teixeira esperava, perfilado por

Manuel, trazia uma pedra na m?o... Elle primeiro pensára ir ás boas; m

ores q

á tia Pedra... Ella viu, que estava n

mos inteirados... Vá, desmonte, q

cente de patriarcha feliz, veiu sentar

o pesado, já n?o

e tornando a erguer-se fez a

escuidei-me, foi culpa d'aquelle cavalheiro lá

ra vir sacudir o Villa?a n'um tremendo shake-hands; depois, sem uma palavra, reoccupou o seu logar, desdobrou

llo dia..

illa?a, comprimentando, intimi

do bom servi?o da malla-posta, do caminho de ferro que se

untou o abbade, suspendendo a

ra além da penumbra da sua sachristia e das arvores do seu passal, lhe dava o

ou com experiencia Villa?a. Dig

obre tudo com as inevitavei

o tudo se virou, ficaram esmagadas duas irm?s de caridade! Emfim de todos

Mas parecia-lhe que se queria fazer tudo á lufa-lufa... O paiz n?o e

o Villa?a, puxando

ou-lhe sobre o ho

, admirou-lhe á luz a c?r rica, provou-o com a

o no

. Pergunte ao Brown... H

amou o perceptor co

Carlos crusou os bra?os sobre o guardanapo que lhe pendia do pesco?o, espantado de tanta injusti?a! Ent?o nem para festejar o Villa?a poderia apanhar uma gotinha de Bucellas? Ahi estava uma linda maneira de receber os ho

alavras, enlevado, fez su

palrando de mais. As pessoa

o ao seu prato, murmur

e zangues. Esperarei p

oa face banhada em extasi para o menino, apertava as m?os cabelludas contra o peito, tanto aquillo lhe parecia engra?ado:

mbem Villa?a. Quiz ouvir mais o

os, já vae adiantad

mergulhou as m?os pelo cós das flanel

ladear

r, largou a rir, cahido p

e, Villa?a, já a faz ladear... Pergunte ao Brown; n?o é

ize ao Villa?a, anda. N?o é verdade qu

assumio um

vor de se n?o gabar das suas fa?anhas, porque um bom cavalleiro deve ser

o se podia de certo ter melhor prenda que montar a cavallo com as regras... Mas ell

o de santa malicia, n?o se deve fallar em latim aqui ao nosso no

abbade, disse Affonso, que eu sei qu

escolhendo no molho rico os bon

inho, deve-se come?ar por lá

o Brown, com um gesto possante. P

zes, agitando os f

musculo,

uma crean?a n'uma lingua morta quem foi Fabio, rei dos Sabinos, o caso dos Grachos, e outros negocios d'uma na??o extincta, deixando-o

sicos, arriscou ti

consiste n'isto: crear a saude, a for?a e os seus habitos, desenvolver exclusivamente o animal, armal-o d'uma grande supe

a cabe?a, com

cha, Villa?a? Que v. exa, sr. Affonso da Maia, tem vist

Tityre, tu patulae recubans... é saber fact

historia de briga com rapazes que elle lhe estava a contar, animado e jogando com os punhos. O perceptor approvava, retorcendo os bigodes. E á mesa os

da, murmurou Villa?a, incli

oda aca?apada na cadeira, silenciosa, comendo sempre; e, a cada gole de Bucel

se ergueram n'um rumor de amizade. Carlos quiz gritar Hurrah! O av?, com um gesto reprehensi

do Villa?a. O Vill

exclamou o velho procurador, t?o commov

se misturava o do creme queimado, tocado de um fio de lim?o: os creados, de colletes brancos, moviam o servi?o d'onde se escapava algum som argentino: e toda a alva toalha adamascada desapparecia sob a confus?o da sobr

rindo ternamente,

snr. Carlos d

o pequeno escor

ella cerimonia. Depois o abbade, de palito na bocca, murmurou as gra?as. A Viscondessa, cerrando os olhos, juntou tambem as m?os. E Villa?a que tinha

n?o senhor! d

s raz?es, n'um murmurio de mimo d?ce como um beijo,

e elle emfim vencido.

ou Villa?a pelos bra?os, fêl-o redemo

em, bem!... Vou buscar a Th

mesa. Já tem amores, é a pequena das Sil

d'uma delicadeza de renda, pareciam tremer ao menor sopro; vinha por vezes um vago cheiro de violetas, misturado ao perfume adocicado das fl?res do campo; o alto repuxo cantava; e nas ruas do jardi

va ao alto a barra do trapezio para Carlos se balou?ar. Ent?o o bom Villa?a pedio para voltar as costas. N?o gostava de vêr gymnasticas; b

mprudente, sob

ou?ar-se... Olh

e moveu, com a fa

abios entreabertos, e o pires

la?a, repetio Affonso.

escia sobre o terra?o, cavando o espa?o largamente, com os cabellos ao vento; depois elevava-se, serenamente, crescendo em pleno sol; todo

m?o, n?o gosto, disse o

tinha já desapparecido; o trapezio parava, em oscilla??es lentas; e o Brown, retomando o Times que pozera

lamou Affonso da Maia, accenden

abbade, depois de dar um sorvo ao café, de lamber os

etas mas n?o faz christ

s as semanas... Quer você saber, Villa?a? O nosso Custodio matta-me o

ada e a caixa de rapé aberta na m?o; a irreligi?o d'aquelle velho

rnica... A cartilha. Mas já n?o quero fallar na cartilha... Ha outras cousas.

voltava sempre ao café, quand

port?o da quinta, avistara o Carlinhos, chamara-o, carinhosa e amiga de crean?as como era, e pedira-lhe que lhe dissesse o acto de contric??o. E que respondeu o menino? Que nunca em tal ouvira fallar! Estas cousas entristeciam. E o sr. Affonso da Maia achava-lhe gra?a, ria-se! Ora alli estava o

aia respondia

e roubar o dinheiro das algibeiras, nem mentir, nem maltratar os inferiores, por q

alguma

, por ser um peccado que offende a Deus, já elle sabe que se n?o dev

meu se

so por amor da virtude e honrado por amor da honra; mas n?o por medo ás

u, erguendo-s

uva, um dia d'estes, ir respirar pelos campos e n?o estar aqui a discutir moral. Portan

empos e Belzebut arrebatando as melhores rezes do rebanho; dep

seio pela freguezia, escurecera, havia luzes pelas salas, e tinh

viuva, D. Eugenia, limitava-se a ser uma excellente e pachorrenta senhora, de agradavel nutri??o, trigueirota e pestanuda; tinha dois filhos, a Theresinha, a

or, folheando in-folios, com o craneosinho calvo de sabio curvado sobre as lettras garrafaes de boa doutrina: depois de crescidinho tinha tal proposito que permanecia horas immovel n'uma cadeira, de perninhas bamba

mpre de escossez, com o plaid de flamejante xadrez vermelho e negro posto a tiracollo e preso ao hombro por uma dragona; para que conservasse o ar nobre d'um Stuart, d'um valoroso cavalleiro de Walter Scott, nunca lhe tiravam o bonet onde se arqueava com heroismo uma rutilante penna de gallo; e nada havia mais melancolico que a sua f

veiras, á brazeira: e as allus?es recatadas, mas inevitaveis, ás duas fronhasinhas, ao tamanho dos len?oes, aos cobertores de papa para os conchegos de janeiro-em logar de inflammar o magistrado, inquietavam-n'o. Nos dias seguintes apparecia preoccupado-como se a perspectiva da santa consumma??o do matrimonio lhe désse o arrepio de uma fa?anha a emprehender, o ter de ag

ra n?o podiam vir, por que o magistrado tivera a d?r; e as Brancos tinham mandado recado a desculpar

o mano Manuel... Fazemos nós um voltaretesi

a sua fronte calva, murmur

amou logo o abbade, esfregando

logar ao lado de D. Eugenia, cruzando os pés debaixo da cadeira e as m?os em cima do ventre. As senhoras estavam fallando da d?r do dr. juiz de direito. Costumava dar-lhe todos os tres mezes: e era condemnavel a sua teima em n?o querer consultar medicos. Quanto mais que elle andava acabado, ressequindo, amarellando-e a D. August

com melancolia

E que rapaz de juizo! D. Anna Silveira n?o se esquecera, como todos os annos, de lhe accender uma lamparina por alma, e de l

er! exclamou D. Anna. E as Branc

tempo, observo

te no crochet de que nunca se se

tem os se

utro suspiro, o da viscondessa, que de certo se rec

em os seus

r dizer egualmente, depois de pass

tem os se

osinho voltava com cautella e arte as estampas dos Costumes de todos os Povos. E na saleta de jogo, atravez do reposteiro aberto

a sua noiva, a Theresinha, toda no ar e vermelha de brincar

de sua mulher; comportara-se d'uma maneira atroz; quando elle ia governando a mala-posta,

irou-me ao

m... Ella quiz-se deitar, e eu n?o quiz... A gente, quando se apeia de viagem,

na interrompeu

astante. Senta-te ahi ao pé da sr.a Viscondessa, There

para S.ta Olavia, recommendava-lhe com for?a que n?o fosse com o Carlos para os recantos escuros! que o n?o deixasse mecher-lhe nos vestidos!... A menina, que tinha os olhos muito langorosos, dizia: ?Sim, titi.? Mas, apenas na quinta, gostava de abra?ar o seu maridinho. Se eram casados, por que n?o haviam de fazer néné, ou ter

e com as m?os no rega?o-Carlos veiu logo estirar-se ao pé d'el

aneiras, rosnou-lhe

atro cavallos, replicou ell

ia-o levar á Africa, a combatter os selvagens: e puchava-o já pelo seu

N?o tem saude para essas cavalladas..

punha-o de pé sobre as perninhas molles, limpando-lhe as grossas lagrimas, já com o len?o, já com beijos, quasi a chorar tambem. O delegado, consternado, apanhar

o leque fechado como uma arma, preparava-se a repellir o Carlinhos que, de m?os atraz das costas e aos pulos em roda do canapé, ria,

rreu a refugiar-se por detr

Brown, hoje é festa

uivos lacinantes do Silveirinha, disse de d

bondade de marcha

esta, que est

garrou o rapaz pelo bra?o, e arrastou-o pelo corredor-em quanto elle,

... O Villa?a póde-se escandalis

aquella rigidez: ahi estava uma cousa incomprehensivel; o av? deixava-l

aia, por que n?o dei

rio methodo, balbuciou elle, ent

nhando as cartas com as m?

ethodo. Crean?a

delegado e vinha palestrar com as senhoras-teve aquelle sorriso mudo que

ez por ter a intelligencia curta, nunca comprehendera a vantagem dos ?methodos?... Era á ingleza, segundo dizi

Carlinhos nunca f?ra approvada pelos amigos da casa. Já a presen?a do Brown, um heretico, um protestante, como perceptor na familia dos Maias, causara desgosto em Resende. Sobretudo quando o sr. Affonso tinha a

erguera-se da mesa de jogo a fechar o reposteiro: ent?o

Carlinhos, coitadinho, nem uma palavra sabe de doutrina

?a já

iscondessa? Com a Macedo,

erguendo um olhar mudo

gou lá a nossa casa embuchada... E eu fez-me impr

or de somnolencia passou na sala; D. Eugenia, com as palpebras pesadas, fazia de vez em quando uma malha molle no crochet; e a noiva

bocejar de leve,

razado. A n?o ser um bocado de inglez,

o, minha rica senho

deu seccamente a in

, que se conservava ao lado d'el

les lindos versos que sabes... N?o sejas ata

o p?r de pé, amparal-o, para que o tenro prodigio n?o alluisse sobre as perninhas flaci

torneira lassa veio de lá escorrendo, n'um

o astro

usto um p

e o rost

o, humid

titi. A mam? fazia o compasso com a agulha do crochet; e a viscondessa, pouco a pouco

sionado, quando o Euzebiosinho findou coberto de

da; e o bom Custodio, de pé, com a sua chavena na m?o, queixava-se

egado dava o bra?o a D. Eugenia; um creado da quinta allumiava adiante com o lampe?o; e o mo?o das Silveiras l

Affonso da Maia á livraria, onde, antes de recolher

enumbra suave, com as cortinas bem fechadas, um resto de lume na chaminé, e o globo do candieiro pondo a

s e as garrafas de soda, Villa?a, com as m?os nos bolsos, de pé e pensativo, olhava a braz

apazito é

n'o cá para o mostrar á viscondessa, já vestido de anjo. Pois senhores, distrahimo-nos, e o Carlos que o andava a rondar apodera-se d'elle, leva-o para o sot?o, e, meu caro Villa?a... Em primeiro logar ia-o matando porque embirra com anjos... Mas o peior n?o foi isso. Imagine você o nosso terror, quando nos apparece o Euseb

ndo a m?o pelas barbas, accrescen

do diabo

lado, olhando Affonso, com as m?os nos joelhos, como esquecido e vago. Ia abrir os labios, hesitou

co com as criadas, nunca o lavavam para o n?o constiparem, andava coura?ado de rolos de flanellas! Passava os dias nas saias da titi a decorar versos, paginas inteiras do Cathecismo de Perseveran?a. Elle por curiosidade um dia abrira este livre

pois, como subitamente decidido, ergueu-se,

que apparece

ra as costas da poltrona, perguntou tranq

Li

, esse rapaz que escreve, e que era muito

secreta de Paris, de Londres, de Madrid, se poude descobrir a ?toca da fera? como disia ent?o o Villa?a. Ambos decerto tinham mudado de nome; e, dadas essas naturezas bohemias, quem sabe se n?o errariam agora pela America, pela India, em regi?es mais exoticas? Depois, pouco a pouco, Affonso da Maia descor?oado com aquelles esfor?os v?os, todo occupado do neto que

a cabe?a baixa. Junto á mesa, ao pé do candieiro, o V

liano? perguntou Affonso d

cabe?a de sobre a

está com qu

a, sem uma palavra, Villa?a, dando-

ia. Por isso pedi ao Alencar, que é um excellente rapaz, que me escrevesse n'uma carta tudo o que

que o Alencar, o poeta das Vozes d'Aurora, o estylista de Elvira, o

bro do amante como outr'ora no hombro do marido. Depois tinham estado em Monaco; e ahi, dizia o Alencar, ?n'um drama sombrio de paix?o que ella me fez entrever? o napolitano fora morto em duello. O papá morrera tambem n'esse anno, deixando apenas da sua fortuna uns magros contos de réis, e a mobilia da casa em Vienna: o velho arruinara-se com o luxo da filha, com as viagens, com as perdas de Tancredo ao baccarat. Passára ent?o um tempo em Londres: e d'ahi viera habitar Paris, com Mr. de l'Estorade, um jogador, um espadachim, que acabou de a arrasar, e que a abandonou legando-lhe esse nome de l'Estorade, que lhe era a elle d'ora em diante inutil porque passava a adoptar outro mais sonoro de Vicomte

a, menos enojado das torpezas da histo

samente o documento que tinha relido muitas vezes, na admi

na? pergun

orreu. Sen?o, siga V. ex.a o meu raciocinio... Se a menina fosse viva, a m?e podia reclamar a legitima que cabe á crean?a... Ella sabe a casa que V. ex.a tem; ha de haver dias, e s?o frequentes na vida d'essa

, disse

illa?a-que olhava outra vez a braza

ue morreram ambas, e n?

se. E durante os dias que Villa?a passou em S.ta Ol

egar-lha as amendoas da Paschoa que Carlos mandava a Villa?a Junior, um alfinete de peito com u

ocê sabe, pedir-lhe que procure essa creatura, e que lhe offere?a dez ou quinze contos de réis, se ella me quizer entre

m no fundo da maleta, a caixinha com o alfinete. Depois, erguen

lhe parec

-me arr

ramento formado, o caracter feito, talvez os seus habitos... Nem fallaria o portuguez. As saudad

s a mulher é uma prostituta,

m?.-O Brown tinha achado uma corujasinha pequena! Queria que o vov? viesse, ver, andara a buscal-o por toda a casa... Era d

e se póde affligir... O Brown está-lhe a dar azeite. Oh Villa?a vem ver! O vov?, pelo amor de Deu

o, tanta indifferen?a pela inquieta??o da

pensar nas saudades da coruja... A m?e d'elle é

ros. Iam já no corredor quando elle

ntar, Villa?a, o Carlos sab

ntrara-lhe pela livraria, e dissera-lhe:-ó vov?, o papá matou-s

a excel

stá. N?o queria que o filho jámais soubesse da fuga da m?e; e por mim, de certo, nunca o saberá. Quiz que dois retratos que havia d'ella em Arroios fossem destruidos; como você sabe, obtiv

e

e torturou-me toda uma manh? para lhe dar tambem uma pistola... E ahi está o res

berros ainda pelo avó, os dois apre

tro dia parti

adoravel retrato de crean?a, de olhos negros, cabello d'azeviche, e uma pallidez de nacar. Esta pintura ferira-o, n?o só por ser d'um grande pintor inglez, mas por ter, pendente sob o caixilho como um voto funerario, uma linda coroa de flores de cera brancas e roxas. N?o havia outro qu

. E no Club Imperial, a que elle pertencia, um amigo que conhecia bem M.me de l'Estorade e a vida galante de Paris, contara-lhe que a doida fugira com um certo Catanni, acrobata do Circo d'Inverno no

suppor que todos morreram, e n?o gastar mais cera com t?o ruins defuntos...? E depois n'um post-scriptum accrescentava: ?Parece certo abrir-se em

a alto o P. S. Todos se alegraram, na esperan?a de ver o bom Villa?a em b

nturas: ainda tivera for?as d'ir ao quarto respirar um pouco d'ether: mas ao voltar á sala cambaleava, queixava-se de vêr tudo amarello, e caiu de bru?os, como um fardo, sobre o canapé. O seu pensamento, que se extinguia para sempre, ainda n'esse momento se occupou da

des, o velho, muito melancolico, estava na livraria com um jornal esquecido nas m?os, os olhos cerrados-quando Carlos, que ao lado rabiscava carantonha

mais. Nunca mais

os do velho, olhava o tapete, e, como

estalinhos com os dedos... O

o, filho, para d

vagar do abra?o do av?, e mui

r uma capellinha bonita, toda de pe

o ao peito, beij

lho. Tens mais

dos Prazeres o seu jazigo-que f?ra a a

quillos passaram

ador da casa) trepava as escadas do Hotel Mondego, onde Affonso se hos

nè! N

nhado os senhores de Santa Olavia correu á porta, abra?ou-se quasi chorand

la?a, soprando ainda, limpand

commovidos. Ih Jesus! que talento! Vem a ser um grande homem, é o q

a, todo tremulo, res

. Talvez nos formem

guido do Teixeira e do outro escudei

Affonso muito branco, com os bra?os

lagrimas, duas a duas, co

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