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Os Maias

Chapter 6 No.6

Word Count: 12530    |    Released on: 06/12/2017

osa ?Villa Balzac?, que esse phantasista andára meditando e dispo

me de Balzac, seu padroeiro, o silencio campestre, os ares limpos, tudo alli fosse favoravel ao estudo, ás horas d'arte e d'ideal. Por que ia fechar

rindo entre arvores. Passava-se primeiro a Cruz dos Quatro Caminhos; depois penetrava-se n'uma vereda larga, entre quintaes, descendo pelo pendor da collina, mas accessivel a carru

a a voz por cima do muro do quintal e das copas das arvores o nome do Ega:-a ?Villa Balzac? permaneceu muda, como deshabitad

gnado com os criados, que assim abandonavam a ca

escala as janellas, pega fogo ao predi

de metal, com uma gravata muito branca e muito teza; as duas janellas em cima, abertas, mostrando o reps verde das bambinellas, bebiam á larga todo o ar do campo e o sol de inverno: e no topo da

ncipe, ao humilde t

na sala onde tudo era verde tambem: o reps que recobria uma mobilia de nogueira, o tecto de taboado, as listas

terrestre, n'essa conhecida attitude em que o heroe, com um ar pansudo e fatal, esconde uma das m?os por traz das costas, e enterra a ou

ns tu aqui N

se Ega. Exercito-me sobre e

to enchia, esmagava tudo. Parecia ser o motivo, o centro da ?Villa Balzac?; e n'elle se esgotara a imagina??o artistica do Ega. Era de madeira, baixo como um divan, com a barra alta, um roda-pé de renda, e

elho. Ega deu a todo o leito um olhar silencioso e d?ce, e

seu c

Cavalleiro da Casa Vermelha. No marmore da commoda havia outra garrafa de Champagne entre dous copos; o toucador, um pouco em desordem, mostra

tu, Ega, onde faze

, alegremente, apo

ado da janella, e tomado todo por uma mesa de pé de gallo, onde Carlos assombr

a á casa

dra?ado abrigava melancolicamente um servi?o barato de lou?a nova; e do fe

áquelle que se alimenta d'uma codea d'Ideal e du

e de terrenos vagos, depois lá em baixo o branco de casarias rebrilhando ao sol; uma rapariga muito sardenta e mui

sta culinaria da ?Villa Balzac?, e como se póde observar p

o, habituada de certo a es

rincipe de Santa Olavia, dá hoje de papar ao seu amigo e philosopho... E, como quando eu recolher, talvez a senhora Josepha esteja en

tra voz, com um olhar q

adas e bem córadinhas. Fria

o de Carlos, v

rlos, que te parec

omo a respeito do

á ar

a frescura dos cretones. De resto, para

, para que me hei de cercar de cousas do seculo XVI? N?o ha nada que me fa?a tanta melancolia, como ver n'uma sala um veneravel contador do tempo de Francisco I recebendo pela face conversas sobre elei??es e altas de fundos. Faz-me o effeito d'um bello heroe de armadura d'a?o, viseira cahida e cren?as profundas no peito, sentado a uma m

va a garrafa desco

em directamente da melhor casa

e J

Cohen,

essou uma subita recorda??o, e pousando a ga

que tal, em casa dos Gouvarinh

iotas por um grande orador, um deputado de Mes?o Frio, e explica??es sem fim sobre a reforma da instruc??o. A condessa, que estava muito constipada, horrorisou-o, dando sobre a Inglater

u o Ega n'um tom de

uma saude muda os dois amigos beberam o Champagne-que J

opo novamente cheio onde a espuma morria, Ega tornou a murmu

fer

um mo

sei que a Gouvari

ga lhe fallara d'ella, tivera um caprichosinho, i

a conheci, o c

ar algum tempo as suas meias de seda, escarlates como a

er delicios

era uma senhora de intelligencia e de gosto; tinha originalid

her, n?o ha melhor que a

Mephistophele

vertido,

s Meph

s Meph

com as formas do amor, amea?ando absorver, pelo menos por algum tempo, todo o seu ser, e resolvendo-se em tedio, em ?secca?. Eram como os fogachos de polvora sobre uma pedra; uma fagulha atêa-os, n'um momento tornam-se chamma vehemente que parece q

e de sentimento, como Satanaz... Segundo os padres da Eg

essas, menino

e?a enterrada no travesseiro e aos coices á roupa. E d'ahi a duas semanas, mandava postar o Baptista á janella do hotel, para elle se safar, mal a pobre coronela dobrasse a esquina! E com a hollandeza, com Madame Rughel, peior ainda. Nos primei

te! E ainda lhe es

ma mulher de muito espirito. Escreveu um romance, um d'esses estudos intimos e delicado

llandez! exclamou Ega ap

-se diante de Carlos

mulher, procurando-a principalmente, como de justi?a, entre as mulheres dos outros. E après avoir couché, declarava que se tinha enganado, que n?o era aquella. Pedia desculp

e Champagne, e a gran

o Caminhos, ella está talvez em Pekin: mas tu, ahi a raspar o meu reps com o verniz dos sapatos, e ella a orar no templo de Confucio, estaes ambos insensivelmente, irresistivelmente,

, lan?ando, a todo o desafinado da sua voz roufenha, a Barcarolla de Gounod. Quando appare

ot?es amarellos, a magnifica parelha baia reluzindo como um setim vivo, as pratas dos arreios, a magestade do co

agradavel,

caleche de pra?a, aberta, o cruzou a largo trote. Dent

Ega, debru?ando-s

um pulo estava na cal?

aft! o

m do coupé, achou-se em face d'um homem baixo, louro, de pelle rosada e fresca, e

ga, lan?ando esta apresenta??o

a de Champagne, a celebrar o advento do Justo! Craft recusou, com o seu modo calmo e placido; chegara na vespera do Porto, abra?ara já

que vocês se conhe?am mais, venham vocês jantar comigo a

retoque luminoso á sua alegria. O que o enthusiasmava no Craft era aquelle ar imperturbavel de gentleman correcto, com que ell

s-te morrer por elle... E que casa que ell

e com um olhar inquie

oube elle da

es segredo

! E o Craft chegou hontem, ainda n?o estev

oa sabe-

e terra! m

alargando pouco a pouco a idéa, convertera-o ag

repagar a hospitalidade... Um jantar no Central é o que basta. E para o effeito moral,

uges e no Taveira-mas receiou a cabelleira desleixada do Cruges, e alguns dos seus ataques de amargo spleen que estragaria o jantar. Terminou por convidar doi

el do Central, em que lhe recommendou muita fl?r, dois ananazes para enfeitar a meza, e exigiu que um dos pra

rua do Alecrim para o Hotel Central, avistou Cr

a do Rato, arrancou logo da cabe?a o sujo barrete de borla, e ficou

he tinha reservada; e o seu muito generous gentleman tinha só a voltar os olhos, a maravilhasinha estava alli ao lado, n'uma cadeira. Era um retrato d'hespanhola, apanhado a fortes brochadellas

grisalha uma grande boca d'um só dente, saboreou muito a ?chala?a dos seus ricos senhores.? Dez tost?esinhos! Se o quadrinho tivesse por baixo o

nforcar, hebreu sem a

vado em dois, com as m?os sobre o cora??o, deseja

usa boa, este velho A

lha, diss

fallou a Craft d'essas bellas collec??es dos Olivaes, que o Ega, apesar do desd

colheu o

de chamar ao que eu tenho uma collec??o. é um bric-

ser essa uma collec??o formada com amor, no laborioso decu

cobrindo aqui e além, accumulara-o n'essa casa dos Olivaes, alugada ent?o por phantasia, uma manh? que aquelle pardieiro, com o seu bocado de quintal em redor, lhe parece

nos Ol

e tenho ao pé do Port

e momento um coupé da Companhia, chegando a largo tr

hora alta, loura, com um meio véo muito apertado e muito escuro que real?ava o explendor da sua carna??o eburnea. Craft e Carlos affastaram-se, ella passou diante d'elles, com um passo soberano de deusa, maravilhosamente bem feita, deixando atraz de si como uma claridade, um reflexo de cabellos d'ouro, e um aroma n

és

o, frisado como um noivo de provincia, de camelia ao peito e plastron azul celeste. O Craft conhecia-o; Ega apresentou a Carlos o sr.

adas de c?r de rosa; as terras, os longes da outra banda já se iam affogando n'um vapor avelludado, do tom de violeta; a agoa jazia liza e luzidia como uma bella chapa d'a?o novo; e aqui e alem, pel

no divan, uma esplendida mulher, com uma esplendida c

e n?o despegava os olhos

s muito... Vim com elles de Bordeus...

mais n'elle, perguntou-lhe

êde chegou ago

o um favor celeste: ergueu-se immediatamente

Mas estavamos todos no Hotel de Nantes... Gente muito chic: creado de quarto, governanta ingleza para a filhita, femme de chambre, mais de vinte malas... Chic a valer!

ou-lhe o creado, o

é terra! Isto aqui é um chiqueiro... Eu, em n?o indo lá todos os annos, acredite v. Ex.a, até come?o a andar doente. Aquelle bou

. Intimo do Gambetta, governa a Fran?a...

rlate, estou

on, com o Rochefort, com o outro de que me esquece agora o nome, com todos os republicanos, emfim!... é tudo quanto elle queira. V. ex.

ra?ada abriu-se de golpe, Eg

nariz aquilino, longos, espessos, romanticos bigodes grisalhos: já todo calvo na frente, os anneis f?fos d'uma grenha muito sec

, e abrindo os bra?os lentos para Craft, diss

chegaste tu, rapaz? Dá-me cá ess

Carlos. Ega adiant

Carlos da Maia... Thomaz d

maturgo do Segredo do Commendador. Deu dois passos graves para Carlos, estev

s querem que eu lhe dê excellencia,

rprehendid

?o muito

o olho cavo, o

o intimo de Pedro da Maia, do m

! gritou Ega. Abracem-se, com

o, e quando o soltou, retomando-lhe as m?o

scer, meu rapaz! trouxe-te muito ao collo! sujaste

assivel; Damaso parecia impressionado; Eg

Jesus, Senhor! Bebe, para

vezes, e aos seus bellos cavallos inglezes. Mas n?o se quizera dar a conhecer. Elle nunca se atirava aos bra?os de ninguem, a n?o

as do nosso delicioso Rodrigues Lobo, esse verdadeiro poeta da natureza, esse rouxinol t?o portuguez, hoje, está claro, mettido a um canto, desde que para ahi appareceu o Satanismo, o Naturalis

. Um creado, entrando, accendeu o gaz; a mesa surgiu da penumbra,

o) come?ara uma grande historia, e como f?ra elle o primeiro que

ra um romance sobre o ultimo Stuart, aquelle bello typo do principe Carlos Eduardo, que vocês, filhos, conhecem todos bem, e que na Escossia, no tempo de Luiz XIV... Emfim, adiante! Tua m?e, devo dizel-o, tinha litteratura e da melhor. Consultou-me, consultava-me sempre, n'esse tempo eu era alguem, e lembro-me de lhe ter respondido... (Lembro-me apesar d

Craft bateu ligeiramente os dedos; e o Ega, que rondava a porta,

sorriso que lhe mostrava os dentes estragados. Abra?ou o

os, sinto uma

, que se precipitara para elle, lhe ajudava a despir o palletot. Depois apresentou-o a Carlos-a

coitado, está com a sua g?tta, a g?tta de diplomata, de

ciam ensopadas em verniz, sorria, descal?ando as luvas, dizendo, que, segundo os inglezes,

mesa, á sua direita: depois offereceu-lhe um bot?o de camelia d'u

ntre rasgado á navalha por uma companheira, vindo morrer na rua em camisa, dois faias esfaqueando-

quillo cantava o fado! O peior era que mesmo no tempo do visconde, quando ella era chic, já se empiteirava... E o visconde, honra lhe seja, nunca lhe perdera a amisade; respeitava-a, mesmo depois de casado

la e do realismo:-e o Alencar immediatmente, limpando os bigodes dos pingos de s?pa, supplicou que se n?o discutisse, á hora aceada

rueis; ninguem os leu; a ?maré torpe? alastrou-se, mais profunda, mais larga. Ent?o Alencar refugiou-se na moralidade como n'uma rocha solida. O naturalismo, com as suas alluvi?es de obscenidade, amea?ava corromper o pudor social? Pois bem. Elle, Alencar, seria o paladino da Moral, o gendarme dos bons costumes. Ent?o o poeta das Vozes d'Aurora, que durante vinte annos, em can?oneta e ode, propozera commercios lubricos a todas as damas da capital; ent?o o romancista de Elvira que, em novella e drama, fizera a propaganda do amor illegitimo, representando os deveres conjugaes como montanhas de tedio, dando a todos os maridos formas gordurosas e bestiaes, e a todos os amantes a belleza, o esplendor e o genio dos antigos Apollos; ent?o Thomaz Alencar que (a acreditarem-se as confiss?es autobiographicas da F

do seu rancor ao minimo, a ess

se mencione

uperiores d'uma humanidade aperfei?oada, as fórmas mais bellas do viver e do sentir... Ega horrorisado apertava as m?os na cabe?a-quando do outro lado Carlos declarou que o mais intoleravel no realismo eram os seus grandes ares sc

enredos, crear dramas, abandonar-se á phantasia litteraria! a fórma pura da arte naturalista devia ser a monographia, o estudo

os, os caracteres só se pod

rescentou Craft, vive

clamando que n?o eram nece

ritica-se d'este modo: m?o no nariz! Eu quando vejo um d'esses livr

untou-lhe o creado,

litteraturas, calou-se; occupou-se só d'elle, quiz saber que tal elle achava aquelle S.t Emilion; e, qu

cê, conte-nos cá... O empr

e aquella quest?o do emprestimo era grave. Uma ope

amente. Os emprestimos em Portugal constituiam hoje uma das fontes de receita, t?o regular, t?o indispensavel, t?o sabida como o

ecia-lhe que, d'esse modo, o paiz ia ale

Ah, sobre isso, ninguem tem illus?es, meu caro senhor. Nem os proprios mini

s escutavam o Cohen. Ega, depois de lhe encher o calice de novo,

s para ella-continuava o Cohen-que seria mesmo facil a

magan?es decididos que cahissem á pancada na municipal e quebrassem os candieiros com vivas á Republica; telegraphar isto em letras bem gordas para os jornaes de

e vive da inscrip??o, em n?o lh'a pagando, agarra no cacete; e procedendo por principio, ou procedendo apenas por vingan?a-o primeiro cuidado que tem é varrer a monarchia que lh

r os Bancos, Cohen pousou a m?o no bra?o do seu amigo e chamou-o ao bom-senso. Evidentemente, elle era o primeiro

xperiencia. Você deve reconhecel-o, Ega... Você é

democracia humanitaria de 1848: por instincto, vendo o romantismo desacreditado nas letras, refugiava-se no romantismo politico, como n'um asylo paralello: queria uma republica governada por genio

de talento e de saber, historias.

en ac

é dos taes... Até lhe fica mal dizer isso... é

o marido da divina Rachel, o dono d'essa hospitaleira casa da rua do Ferregial onde se

o seu cosinheiro, chamado estes espiritos rebeldes ao respeito dos Parlamentares e á venera??o da O

vel n'esse dia, solt

mas, Cohen, Portugal o que pr

e t?o estupida como a do Primeiro de Dezembro. N?o havia exemplo de seis milh?es de habitantes serem engolidos, de um só trago, por um paiz que tem apenas quinze milh?es de homens. Depois ninguem consentiria em deixar cahir nas m?os de Hespanha, na??o militar e maritima, esta bella linha de costa de Portugal. Sem contar as allian?as que teriamos, a troco das colo

murmurou o creado, apre

salva??o do paiz, n'essa catastrophe que tornaria povoa??o hespanhola

erva de politicos, sem esse tortulho da inscrip??o, porque tudo desapparecia, estavamos novos em folha, limpos, escarollados, como se nunca tivessemos servido. E recome?ava-se uma historia nova, um outro Portugal, um Portugal serio

fian?ava o dinheiro. Armas, artilheria, iam comprar-se á America-e Craft offereceu logo a sua collec

anisamos uma guer

ns, meu

egado de ir despertar pela provincia

calice, teve um movimento

, rapazes, só a idéa d'essas cousas me p?e o cora??o negro! E como vocés podem fallar n'isso, a rir, quando se trata do paiz, d'esta terra onde nascemos, que diabo! Talve

, os olhos humedeciam-se-

riga do Ermidinha emmudecera, occupado a observar Carlos com religi?o,

, se pozessem assim feias, eu cá, á

eo e genuino do brio portuguez! Raspar-se, pirar-se!... Era assim que d'alto a baixo pensava a soci

are?a á fronteira, o paiz em massa foge como um

digna??o, Al

o o tr

z era valente, á maneira dos turcos-sem discipli

uem ha de fugir, e

ismo, creada por esses sagu?es da Baixa, educada na piolhice dos lyceus, roída de syphlis, apodrecida no bol?r das secretarias, arejada

lisboetas,

Fóra de Lisboa n?o ha nada. O paiz e

Com seus olhos tinha elle visto, no dia da abertura das C?rtes, um marujo sueco, um rapag?o do Norte, fazer debandar, a soccos, uma companhia de soldados;

se elle tinha visto, que diabo!... Pois sim, t

e da mam?! grit

en tocara-lhe no bra

invas?o isso parecia-lhe certo-sobretudo se viessem, como era natural, a perder Cuba. Em

snou Alencar, por entre dentes

a esperan?a de se vir estabelecer de todo em Lisboa; tinha-lhe agradado muito Lisboa, quando cá estivera a banhos. E

m?os contra o peito. Oh que delicioso

. Que finamente observado! Que tra?o ador

ternecido, passando pelas suissas a m?o onde reluzia um diamante. E n'esse m

pois a l

o legume: petits pois a la Cohen! Damaso, enthusiasmado, declarou isto ?chi

lhante. Sobre a toalha, a sobremeza alastrava-se, destro?ada; no prato do Alencar as pontas de cigarros misturavam-se a bocados de ananaz mastigado. Damaso, todo debru?ado sobre Carlos, fazia-lhe o elogio da parelha ingleza, e d'aquelle phaeton que era a cousa mais linda que passeiava Lisb

ersando, na anima??o viva que dera o Champagne. A sala, de tecto baixo, com os cinco bicos de gaz ardendo largamente, enchera-s

que os come?ava a ligar, a conversa da rua do Alecrim sobre a bella collec??o dos Olivaes. Craft dava detalhes; a c

, sacudindo a grenha, gritava contra a palhada philosophica; e do outro lado, com o calice de cognac na m?o, Ega, pallido e af

a Carlos, approximando-se da varanda. é p

. Ega estivera citando, com enthusiasmo, estrophes do episodio da Morte, quando o grande esquelet

s costellas,

bouquet d

ealismo, triumphara, cascalhara, denunciando logo n'essa simples estrophe do

ro dois calices de cognac, tornou-

izia elle agora. E o motivo n?o é nobre.

ar d'Al

om a pri

mando os outros. é delicioso, é das melhores cousas do Craveir

car d'

? Na ver

e a tenr

lta o mal

? Na ver

car d'

men

m um grito de bom senso, que é a verdadei

car d'

cac

livida, e com o olho cavo fito

hotes lorpas do rachitico e dos que o admiram, passam-me pelos pés como um enxurro de cloaca...

mostrando a ceroula, n'um

sses, gritou-lhe o Ega, agacha-te e be

ir, berrava para os ou

tapés por esse Chiado abaixo, a elle e á versalhada, a essa lambisgonhice excrementicia

craneos, disse de lá o E

edonha. A colera e o cognac incendi

ala, fazendo tilintar crystaes e lou?as.-Mas n?o quero, rapazes! Dentro d'aquelle craneo só ha excremento, vomito, puz, materia verde, e se lh'

xcitado, tornou-lhe o

ue tolice... Isso

jante, desabotoou a sobrecas

Craveirote da Idéa nova, esse caloteiro, que se n?o lembra que a

pulha! gritou Ega, arreme?

ejantes, a gravata solta. Tinha cahido uma cadeira; a correcta sala, com os seus divans de marroquim, os seus ramos de camelias,

i, no Hotel Central! Jesus!.

?os do Cohen, Ega

o hei de esbofeteal-o!... A D. Anna Craveiro, uma sant

a em Portugal: tudo isso o deixava indifferente, com um sorriso de desdem. Além d'isso sabia que a reconcilia??o n?o tardaria, ardente e com abra?os. E n?o tardou. Alencar sahiu do v?o da janella, atraz de Carlos, abotoando a sobrecasaca, grave e como arr

fa?a isso por mim!... Al

ficar uma nuvem! Tinha-se excedido... F?ra o seu desgra?ado genio, esse calor de sangue, que durante toda a existencia só lhe trouxera lagrimas! E alli declarava bem alto que Anna Craveiro era uma s

, ergueu-o alto, diante do

ua,

oso tambem

a, Th

m mais scintillante que o Ega! Ega affirmou logo que em poemas nenhuns corria, como nos do Alencar, uma t?o bella vei

baixo a Carlos, procurando o chapé

s cognac. Depois Cohen sahiu levando o Ega. Damaso e Ale

eta parou com

refrescando largamente a fronte, ent?o?

u, gabou-lhe a

é ser gentleman! E agora vamos lá por esse Aterro fóra...

, vendo-o affastar-se. E a

azer elogios a Carlos. O sr. Maia n?o imagin

senh

ode v. ex.a perguntar ao Ega, quantas vezes o tenh

mordendo o riso. Damaso, r

sr. Maia! Acredite v. ex

e t?o importantes como principios. Considerava Carlos um typo supremo de chic, do seu querido chic, um Brummel, um d'Orsay, um Morny,-uma ?d'estas cousas que só se vêem lá fóra?, como elle dizia arregalando os olhos. N'essa tarde sabendo que vi

perguntou Carlos, que dera dous passos, ol

eguiu-lh

, jantar aqui, soirée acolá, umas aventurasitas... N?o tenho podido cá vir, deixei-lhes só bilhetes; mas trago-a d'olho, que ella demora-se... Talvez venha cá ámanh?, estou cá agora a sentir umas c

Damaso despediu-se, atirando muito alto ao cocheiro, para que C

velho Silva, o agiota, que esfolou muito teu pae; e a mim tambem. Mas elle assigna Salcede; talvez nome da m?e; ou talvez inventado. Bom rapaz... O pae era um velhaco! Parece que

ando os rapazes ainda tinham um resto de calor das guerras civis, e o calmavam indo em bando varrer botequins ou rebentando pilecas de sejes em galopadas para Cintra. Cintra era ent?o um ninho de amores, e sob as suas romanticas ramagens as fidalgas abandonavam-se aos bra?os dos poetas. Ellas eram Elvira

mais divertida

as havia cora??o, rapaz! Tinha-se faisca! Mesmo n'essas cousas da politica... Vê esse chiqueiro agora ahi, essa malta de bandalhos... N'esse temp

e, com a sua grenha d'inspirado sahindo-lhe de sob as abas largas do chapéo vel

ndo o zinco humido do balc?o, garrafas nas prateleiras, e o vulto triste da patroa com um len?o amarrado nos queixos. Alencar parecia intimo no estabelecimento: apenas soube que a sr.a Candida estava com d?r de dentes, aconse

meu Carlos! Nos palacios os outros

s no silencio da rua, parou de novo, e murmurou n'uma voz vag

é divinamente bella,

vi

á uma d'essas viragos, uma Judith, uma Dalila... Mas

onica do Alencar, a sua

o Diario Nacional, os

hegou! S

vento

bem este effeito. Mas n?o imagines lá outras cousas, ou que lhe fa?o a c?rte... Basta ser a mulher do Cohen, um amigo, um

a fronte vasta. Depois n

o... Vae lá muito aos Cohens.

e. Alencar deu um olhar á severa frontaria

zeres, filho, lá me tens na rua do Carvalho, 52, 3.o andar. O predio é meu, mas eu occupo o terceiro andar. Comecei

como desdenhand

quando ha que cosinhar, sabe cosinhar! Fez muito jantar a teu pae, ao meu pobre Pedro... Que aquillo foi casa de alegria, meu rapaz. Dei lá cama e mesa, e dinheiro p

a??es, disse Car

go. N?o s?o. Tu n?o sabes a minha vida. Tenho soffrido muito

de Carlos, e c

o bolo agora que o teem na m?o? N?o. Nem a mim. Isto é duro, Carlos, isto é muito duro, meu Carlos. E que diabo, eu n?o queria que me fizessem conde, nem que me dessem uma embaixada... Mas ahi alguma cousa n'uma secretaria...

s subir um bo

ueza entern

vocês teem cora??o... Já teu pae o tinha, e largo, e grande como o d'um le?o! E agora crê uma cousa: é que

logo, como um

ruto, filho! exclamou

are elle estendia em redor a charuteira cheia, com o seu grande ar de Manfredo triste. Interessou-se ent?o pelo charuto. Acce

m que te dei u

quando elle emfim se affastou, mais ligeiro, m

ar estirado n'uma chaise-longue, em quanto Baptista lhe fazia uma chavena de

ri E era sympathico o pobre Alencar! Com que cuidado exagerado, ao fallar de Pedro, d'Arroios, dos amigos e dos amores d'ent?o, elle evitara pronunciar sequer o nome de

obdecendo á carta testamentaria de Pedro, contara-lhe um romance decente: um casamento de paix?o, incompatibilidades de naturezas, uma separa??o cortez, depois a reti

gulho se sua m?e, sua propria m?e, em logar de ser a santa burgueza que resava o ter?o á lareira, fosse como a m?e de Carlos, uma inspirada, que por amor d'um exilado abandonara fortuna, respeitos, honra, vida! Carlos, ao ouvir isto, ficara petrificado, no meio da ponte, sob o calmo luar. Mas n?o poude interrogar o E

aviam contado, fugindo nos bra?os d'um desterrado-um polaco talvez! Ao outro dia, ced

palavra, coitado! Carlos, sentado na cama, como nas noites de cavaco, tranquillisou-o. N?o vinha alli offendido, vinha alli curi

que ouvira ao tio Ega-a paix?o de Maria por um principe,

e morrendo o cora??o. Mas narrou-lhe, detalhe a detalhe, o feio romance todo até áquella tarde em que Pedro lhe apparecera, livido, coberto de lama, a cahir-lhe nos bra?os, chorando a sua d?r com a fraqueza d'uma crean?a.-E o desfecho d'esse amor culpado, accrescentara o av?, f?r

s avós dormindo n'um leito real. Aquillo n?o lhe dera uma lagrima, n?o lhe pozera um rubor na face. De certo, prefiriria poder orgulhar-se de sua m?e, como d'uma rara e nobre fl?r de honra: mas n?o podia ficar toda a vida a amargurar-se com os seus erros. E porque? A sua honra d'elle n?o dependia dos impulsos falsos ou torpes que tivera o cora??o d'ella. Peccara, morrera, acabou-se. Restava, sim, aquella idéa do pae, findando n'uma po?a de sangue, no desespero d'essa trai??o. Mas n?o conhecera seu pae: tudo o que possuia d'elle

cerradas, uma vis?o surgiu, tomou c?r, encheu todo o aposento. Sobre o rio, a tarde morria n'uma paz elysia. O peristillo do Hotel Central alargava-se, claro ainda. Um preto grisalho vinha, com uma cadelinha no collo. Uma mulher passava, alta, c

; uma mulher passava, com um casaco de velludo branco de Genova, mais alta que uma creatura humana, caminhando sobre nuvens, com um grande ar de Juno que remonta ao Olympo: a ponta dos seus sapatos de verniz enterrava-se na luz do azul, por trás as saias batiam-lhe como bandeiras ao vento.

hegou,

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