osa ?Villa Balzac?, que esse phantasista andára meditando e dispo
me de Balzac, seu padroeiro, o silencio campestre, os ares limpos, tudo alli fosse favoravel ao estudo, ás horas d'arte e d'ideal. Por que ia fechar
rindo entre arvores. Passava-se primeiro a Cruz dos Quatro Caminhos; depois penetrava-se n'uma vereda larga, entre quintaes, descendo pelo pendor da collina, mas accessivel a carru
a a voz por cima do muro do quintal e das copas das arvores o nome do Ega:-a ?Villa Balzac? permaneceu muda, como deshabitad
gnado com os criados, que assim abandonavam a ca
escala as janellas, pega fogo ao predi
de metal, com uma gravata muito branca e muito teza; as duas janellas em cima, abertas, mostrando o reps verde das bambinellas, bebiam á larga todo o ar do campo e o sol de inverno: e no topo da
ncipe, ao humilde t
na sala onde tudo era verde tambem: o reps que recobria uma mobilia de nogueira, o tecto de taboado, as listas
terrestre, n'essa conhecida attitude em que o heroe, com um ar pansudo e fatal, esconde uma das m?os por traz das costas, e enterra a ou
ns tu aqui N
se Ega. Exercito-me sobre e
to enchia, esmagava tudo. Parecia ser o motivo, o centro da ?Villa Balzac?; e n'elle se esgotara a imagina??o artistica do Ega. Era de madeira, baixo como um divan, com a barra alta, um roda-pé de renda, e
elho. Ega deu a todo o leito um olhar silencioso e d?ce, e
seu c
Cavalleiro da Casa Vermelha. No marmore da commoda havia outra garrafa de Champagne entre dous copos; o toucador, um pouco em desordem, mostra
tu, Ega, onde faze
, alegremente, apo
ado da janella, e tomado todo por uma mesa de pé de gallo, onde Carlos assombr
a á casa
dra?ado abrigava melancolicamente um servi?o barato de lou?a nova; e do fe
áquelle que se alimenta d'uma codea d'Ideal e du
e de terrenos vagos, depois lá em baixo o branco de casarias rebrilhando ao sol; uma rapariga muito sardenta e mui
sta culinaria da ?Villa Balzac?, e como se póde observar p
o, habituada de certo a es
rincipe de Santa Olavia, dá hoje de papar ao seu amigo e philosopho... E, como quando eu recolher, talvez a senhora Josepha esteja en
tra voz, com um olhar q
adas e bem córadinhas. Fria
o de Carlos, v
rlos, que te parec
omo a respeito do
á ar
a frescura dos cretones. De resto, para
, para que me hei de cercar de cousas do seculo XVI? N?o ha nada que me fa?a tanta melancolia, como ver n'uma sala um veneravel contador do tempo de Francisco I recebendo pela face conversas sobre elei??es e altas de fundos. Faz-me o effeito d'um bello heroe de armadura d'a?o, viseira cahida e cren?as profundas no peito, sentado a uma m
va a garrafa desco
em directamente da melhor casa
e J
Cohen,
essou uma subita recorda??o, e pousando a ga
que tal, em casa dos Gouvarinh
iotas por um grande orador, um deputado de Mes?o Frio, e explica??es sem fim sobre a reforma da instruc??o. A condessa, que estava muito constipada, horrorisou-o, dando sobre a Inglater
u o Ega n'um tom de
uma saude muda os dois amigos beberam o Champagne-que J
opo novamente cheio onde a espuma morria, Ega tornou a murmu
fer
um mo
sei que a Gouvari
ga lhe fallara d'ella, tivera um caprichosinho, i
a conheci, o c
ar algum tempo as suas meias de seda, escarlates como a
er delicios
era uma senhora de intelligencia e de gosto; tinha originalid
her, n?o ha melhor que a
Mephistophele
vertido,
s Meph
s Meph
com as formas do amor, amea?ando absorver, pelo menos por algum tempo, todo o seu ser, e resolvendo-se em tedio, em ?secca?. Eram como os fogachos de polvora sobre uma pedra; uma fagulha atêa-os, n'um momento tornam-se chamma vehemente que parece q
e de sentimento, como Satanaz... Segundo os padres da Eg
essas, menino
e?a enterrada no travesseiro e aos coices á roupa. E d'ahi a duas semanas, mandava postar o Baptista á janella do hotel, para elle se safar, mal a pobre coronela dobrasse a esquina! E com a hollandeza, com Madame Rughel, peior ainda. Nos primei
te! E ainda lhe es
ma mulher de muito espirito. Escreveu um romance, um d'esses estudos intimos e delicado
llandez! exclamou Ega ap
-se diante de Carlos
mulher, procurando-a principalmente, como de justi?a, entre as mulheres dos outros. E après avoir couché, declarava que se tinha enganado, que n?o era aquella. Pedia desculp
e Champagne, e a gran
o Caminhos, ella está talvez em Pekin: mas tu, ahi a raspar o meu reps com o verniz dos sapatos, e ella a orar no templo de Confucio, estaes ambos insensivelmente, irresistivelmente,
, lan?ando, a todo o desafinado da sua voz roufenha, a Barcarolla de Gounod. Quando appare
ot?es amarellos, a magnifica parelha baia reluzindo como um setim vivo, as pratas dos arreios, a magestade do co
agradavel,
caleche de pra?a, aberta, o cruzou a largo trote. Dent
Ega, debru?ando-s
um pulo estava na cal?
aft! o
m do coupé, achou-se em face d'um homem baixo, louro, de pelle rosada e fresca, e
ga, lan?ando esta apresenta??o
a de Champagne, a celebrar o advento do Justo! Craft recusou, com o seu modo calmo e placido; chegara na vespera do Porto, abra?ara já
que vocês se conhe?am mais, venham vocês jantar comigo a
retoque luminoso á sua alegria. O que o enthusiasmava no Craft era aquelle ar imperturbavel de gentleman correcto, com que ell
s-te morrer por elle... E que casa que ell
e com um olhar inquie
oube elle da
es segredo
! E o Craft chegou hontem, ainda n?o estev
oa sabe-
e terra! m
alargando pouco a pouco a idéa, convertera-o ag
repagar a hospitalidade... Um jantar no Central é o que basta. E para o effeito moral,
uges e no Taveira-mas receiou a cabelleira desleixada do Cruges, e alguns dos seus ataques de amargo spleen que estragaria o jantar. Terminou por convidar doi
el do Central, em que lhe recommendou muita fl?r, dois ananazes para enfeitar a meza, e exigiu que um dos pra
rua do Alecrim para o Hotel Central, avistou Cr
a do Rato, arrancou logo da cabe?a o sujo barrete de borla, e ficou
he tinha reservada; e o seu muito generous gentleman tinha só a voltar os olhos, a maravilhasinha estava alli ao lado, n'uma cadeira. Era um retrato d'hespanhola, apanhado a fortes brochadellas
grisalha uma grande boca d'um só dente, saboreou muito a ?chala?a dos seus ricos senhores.? Dez tost?esinhos! Se o quadrinho tivesse por baixo o
nforcar, hebreu sem a
vado em dois, com as m?os sobre o cora??o, deseja
usa boa, este velho A
lha, diss
fallou a Craft d'essas bellas collec??es dos Olivaes, que o Ega, apesar do desd
colheu o
de chamar ao que eu tenho uma collec??o. é um bric-
ser essa uma collec??o formada com amor, no laborioso decu
cobrindo aqui e além, accumulara-o n'essa casa dos Olivaes, alugada ent?o por phantasia, uma manh? que aquelle pardieiro, com o seu bocado de quintal em redor, lhe parece
nos Ol
e tenho ao pé do Port
e momento um coupé da Companhia, chegando a largo tr
hora alta, loura, com um meio véo muito apertado e muito escuro que real?ava o explendor da sua carna??o eburnea. Craft e Carlos affastaram-se, ella passou diante d'elles, com um passo soberano de deusa, maravilhosamente bem feita, deixando atraz de si como uma claridade, um reflexo de cabellos d'ouro, e um aroma n
és
o, frisado como um noivo de provincia, de camelia ao peito e plastron azul celeste. O Craft conhecia-o; Ega apresentou a Carlos o sr.
adas de c?r de rosa; as terras, os longes da outra banda já se iam affogando n'um vapor avelludado, do tom de violeta; a agoa jazia liza e luzidia como uma bella chapa d'a?o novo; e aqui e alem, pel
no divan, uma esplendida mulher, com uma esplendida c
e n?o despegava os olhos
s muito... Vim com elles de Bordeus...
mais n'elle, perguntou-lhe
êde chegou ago
o um favor celeste: ergueu-se immediatamente
Mas estavamos todos no Hotel de Nantes... Gente muito chic: creado de quarto, governanta ingleza para a filhita, femme de chambre, mais de vinte malas... Chic a valer!
ou-lhe o creado, o
é terra! Isto aqui é um chiqueiro... Eu, em n?o indo lá todos os annos, acredite v. Ex.a, até come?o a andar doente. Aquelle bou
. Intimo do Gambetta, governa a Fran?a...
rlate, estou
on, com o Rochefort, com o outro de que me esquece agora o nome, com todos os republicanos, emfim!... é tudo quanto elle queira. V. ex.
ra?ada abriu-se de golpe, Eg
nariz aquilino, longos, espessos, romanticos bigodes grisalhos: já todo calvo na frente, os anneis f?fos d'uma grenha muito sec
, e abrindo os bra?os lentos para Craft, diss
chegaste tu, rapaz? Dá-me cá ess
Carlos. Ega adiant
Carlos da Maia... Thomaz d
maturgo do Segredo do Commendador. Deu dois passos graves para Carlos, estev
s querem que eu lhe dê excellencia,
rprehendid
?o muito
o olho cavo, o
o intimo de Pedro da Maia, do m
! gritou Ega. Abracem-se, com
o, e quando o soltou, retomando-lhe as m?o
scer, meu rapaz! trouxe-te muito ao collo! sujaste
assivel; Damaso parecia impressionado; Eg
Jesus, Senhor! Bebe, para
vezes, e aos seus bellos cavallos inglezes. Mas n?o se quizera dar a conhecer. Elle nunca se atirava aos bra?os de ninguem, a n?o
as do nosso delicioso Rodrigues Lobo, esse verdadeiro poeta da natureza, esse rouxinol t?o portuguez, hoje, está claro, mettido a um canto, desde que para ahi appareceu o Satanismo, o Naturalis
. Um creado, entrando, accendeu o gaz; a mesa surgiu da penumbra,
o) come?ara uma grande historia, e como f?ra elle o primeiro que
ra um romance sobre o ultimo Stuart, aquelle bello typo do principe Carlos Eduardo, que vocês, filhos, conhecem todos bem, e que na Escossia, no tempo de Luiz XIV... Emfim, adiante! Tua m?e, devo dizel-o, tinha litteratura e da melhor. Consultou-me, consultava-me sempre, n'esse tempo eu era alguem, e lembro-me de lhe ter respondido... (Lembro-me apesar d
Craft bateu ligeiramente os dedos; e o Ega, que rondava a porta,
sorriso que lhe mostrava os dentes estragados. Abra?ou o
os, sinto uma
, que se precipitara para elle, lhe ajudava a despir o palletot. Depois apresentou-o a Carlos-a
coitado, está com a sua g?tta, a g?tta de diplomata, de
ciam ensopadas em verniz, sorria, descal?ando as luvas, dizendo, que, segundo os inglezes,
mesa, á sua direita: depois offereceu-lhe um bot?o de camelia d'u
ntre rasgado á navalha por uma companheira, vindo morrer na rua em camisa, dois faias esfaqueando-
quillo cantava o fado! O peior era que mesmo no tempo do visconde, quando ella era chic, já se empiteirava... E o visconde, honra lhe seja, nunca lhe perdera a amisade; respeitava-a, mesmo depois de casado
la e do realismo:-e o Alencar immediatmente, limpando os bigodes dos pingos de s?pa, supplicou que se n?o discutisse, á hora aceada
rueis; ninguem os leu; a ?maré torpe? alastrou-se, mais profunda, mais larga. Ent?o Alencar refugiou-se na moralidade como n'uma rocha solida. O naturalismo, com as suas alluvi?es de obscenidade, amea?ava corromper o pudor social? Pois bem. Elle, Alencar, seria o paladino da Moral, o gendarme dos bons costumes. Ent?o o poeta das Vozes d'Aurora, que durante vinte annos, em can?oneta e ode, propozera commercios lubricos a todas as damas da capital; ent?o o romancista de Elvira que, em novella e drama, fizera a propaganda do amor illegitimo, representando os deveres conjugaes como montanhas de tedio, dando a todos os maridos formas gordurosas e bestiaes, e a todos os amantes a belleza, o esplendor e o genio dos antigos Apollos; ent?o Thomaz Alencar que (a acreditarem-se as confiss?es autobiographicas da F
do seu rancor ao minimo, a ess
se mencione
uperiores d'uma humanidade aperfei?oada, as fórmas mais bellas do viver e do sentir... Ega horrorisado apertava as m?os na cabe?a-quando do outro lado Carlos declarou que o mais intoleravel no realismo eram os seus grandes ares sc
enredos, crear dramas, abandonar-se á phantasia litteraria! a fórma pura da arte naturalista devia ser a monographia, o estudo
os, os caracteres só se pod
rescentou Craft, vive
clamando que n?o eram nece
ritica-se d'este modo: m?o no nariz! Eu quando vejo um d'esses livr
untou-lhe o creado,
litteraturas, calou-se; occupou-se só d'elle, quiz saber que tal elle achava aquelle S.t Emilion; e, qu
cê, conte-nos cá... O empr
e aquella quest?o do emprestimo era grave. Uma ope
amente. Os emprestimos em Portugal constituiam hoje uma das fontes de receita, t?o regular, t?o indispensavel, t?o sabida como o
ecia-lhe que, d'esse modo, o paiz ia ale
Ah, sobre isso, ninguem tem illus?es, meu caro senhor. Nem os proprios mini
s escutavam o Cohen. Ega, depois de lhe encher o calice de novo,
s para ella-continuava o Cohen-que seria mesmo facil a
magan?es decididos que cahissem á pancada na municipal e quebrassem os candieiros com vivas á Republica; telegraphar isto em letras bem gordas para os jornaes de
e vive da inscrip??o, em n?o lh'a pagando, agarra no cacete; e procedendo por principio, ou procedendo apenas por vingan?a-o primeiro cuidado que tem é varrer a monarchia que lh
r os Bancos, Cohen pousou a m?o no bra?o do seu amigo e chamou-o ao bom-senso. Evidentemente, elle era o primeiro
xperiencia. Você deve reconhecel-o, Ega... Você é
democracia humanitaria de 1848: por instincto, vendo o romantismo desacreditado nas letras, refugiava-se no romantismo politico, como n'um asylo paralello: queria uma republica governada por genio
de talento e de saber, historias.
en ac
é dos taes... Até lhe fica mal dizer isso... é
o marido da divina Rachel, o dono d'essa hospitaleira casa da rua do Ferregial onde se
o seu cosinheiro, chamado estes espiritos rebeldes ao respeito dos Parlamentares e á venera??o da O
vel n'esse dia, solt
mas, Cohen, Portugal o que pr
e t?o estupida como a do Primeiro de Dezembro. N?o havia exemplo de seis milh?es de habitantes serem engolidos, de um só trago, por um paiz que tem apenas quinze milh?es de homens. Depois ninguem consentiria em deixar cahir nas m?os de Hespanha, na??o militar e maritima, esta bella linha de costa de Portugal. Sem contar as allian?as que teriamos, a troco das colo
murmurou o creado, apre
salva??o do paiz, n'essa catastrophe que tornaria povoa??o hespanhola
erva de politicos, sem esse tortulho da inscrip??o, porque tudo desapparecia, estavamos novos em folha, limpos, escarollados, como se nunca tivessemos servido. E recome?ava-se uma historia nova, um outro Portugal, um Portugal serio
fian?ava o dinheiro. Armas, artilheria, iam comprar-se á America-e Craft offereceu logo a sua collec
anisamos uma guer
ns, meu
egado de ir despertar pela provincia
calice, teve um movimento
, rapazes, só a idéa d'essas cousas me p?e o cora??o negro! E como vocés podem fallar n'isso, a rir, quando se trata do paiz, d'esta terra onde nascemos, que diabo! Talve
, os olhos humedeciam-se-
riga do Ermidinha emmudecera, occupado a observar Carlos com religi?o,
, se pozessem assim feias, eu cá, á
eo e genuino do brio portuguez! Raspar-se, pirar-se!... Era assim que d'alto a baixo pensava a soci
are?a á fronteira, o paiz em massa foge como um
digna??o, Al
o o tr
z era valente, á maneira dos turcos-sem discipli
uem ha de fugir, e
ismo, creada por esses sagu?es da Baixa, educada na piolhice dos lyceus, roída de syphlis, apodrecida no bol?r das secretarias, arejada
lisboetas,
Fóra de Lisboa n?o ha nada. O paiz e
Com seus olhos tinha elle visto, no dia da abertura das C?rtes, um marujo sueco, um rapag?o do Norte, fazer debandar, a soccos, uma companhia de soldados;
se elle tinha visto, que diabo!... Pois sim, t
e da mam?! grit
en tocara-lhe no bra
invas?o isso parecia-lhe certo-sobretudo se viessem, como era natural, a perder Cuba. Em
snou Alencar, por entre dentes
a esperan?a de se vir estabelecer de todo em Lisboa; tinha-lhe agradado muito Lisboa, quando cá estivera a banhos. E
m?os contra o peito. Oh que delicioso
. Que finamente observado! Que tra?o ador
ternecido, passando pelas suissas a m?o onde reluzia um diamante. E n'esse m
pois a l
o legume: petits pois a la Cohen! Damaso, enthusiasmado, declarou isto ?chi
lhante. Sobre a toalha, a sobremeza alastrava-se, destro?ada; no prato do Alencar as pontas de cigarros misturavam-se a bocados de ananaz mastigado. Damaso, todo debru?ado sobre Carlos, fazia-lhe o elogio da parelha ingleza, e d'aquelle phaeton que era a cousa mais linda que passeiava Lisb
ersando, na anima??o viva que dera o Champagne. A sala, de tecto baixo, com os cinco bicos de gaz ardendo largamente, enchera-s
que os come?ava a ligar, a conversa da rua do Alecrim sobre a bella collec??o dos Olivaes. Craft dava detalhes; a c
, sacudindo a grenha, gritava contra a palhada philosophica; e do outro lado, com o calice de cognac na m?o, Ega, pallido e af
a Carlos, approximando-se da varanda. é p
. Ega estivera citando, com enthusiasmo, estrophes do episodio da Morte, quando o grande esquelet
s costellas,
bouquet d
ealismo, triumphara, cascalhara, denunciando logo n'essa simples estrophe do
ro dois calices de cognac, tornou-
izia elle agora. E o motivo n?o é nobre.
ar d'Al
om a pri
mando os outros. é delicioso, é das melhores cousas do Craveir
car d'
? Na ver
e a tenr
lta o mal
? Na ver
car d'
men
m um grito de bom senso, que é a verdadei
car d'
cac
livida, e com o olho cavo fito
hotes lorpas do rachitico e dos que o admiram, passam-me pelos pés como um enxurro de cloaca...
mostrando a ceroula, n'um
sses, gritou-lhe o Ega, agacha-te e be
ir, berrava para os ou
tapés por esse Chiado abaixo, a elle e á versalhada, a essa lambisgonhice excrementicia
craneos, disse de lá o E
edonha. A colera e o cognac incendi
ala, fazendo tilintar crystaes e lou?as.-Mas n?o quero, rapazes! Dentro d'aquelle craneo só ha excremento, vomito, puz, materia verde, e se lh'
xcitado, tornou-lhe o
ue tolice... Isso
jante, desabotoou a sobrecas
Craveirote da Idéa nova, esse caloteiro, que se n?o lembra que a
pulha! gritou Ega, arreme?
ejantes, a gravata solta. Tinha cahido uma cadeira; a correcta sala, com os seus divans de marroquim, os seus ramos de camelias,
i, no Hotel Central! Jesus!.
?os do Cohen, Ega
o hei de esbofeteal-o!... A D. Anna Craveiro, uma sant
a em Portugal: tudo isso o deixava indifferente, com um sorriso de desdem. Além d'isso sabia que a reconcilia??o n?o tardaria, ardente e com abra?os. E n?o tardou. Alencar sahiu do v?o da janella, atraz de Carlos, abotoando a sobrecasaca, grave e como arr
fa?a isso por mim!... Al
ficar uma nuvem! Tinha-se excedido... F?ra o seu desgra?ado genio, esse calor de sangue, que durante toda a existencia só lhe trouxera lagrimas! E alli declarava bem alto que Anna Craveiro era uma s
, ergueu-o alto, diante do
ua,
oso tambem
a, Th
m mais scintillante que o Ega! Ega affirmou logo que em poemas nenhuns corria, como nos do Alencar, uma t?o bella vei
baixo a Carlos, procurando o chapé
s cognac. Depois Cohen sahiu levando o Ega. Damaso e Ale
eta parou com
refrescando largamente a fronte, ent?o?
u, gabou-lhe a
é ser gentleman! E agora vamos lá por esse Aterro fóra...
, vendo-o affastar-se. E a
azer elogios a Carlos. O sr. Maia n?o imagin
senh
ode v. ex.a perguntar ao Ega, quantas vezes o tenh
mordendo o riso. Damaso, r
sr. Maia! Acredite v. ex
e t?o importantes como principios. Considerava Carlos um typo supremo de chic, do seu querido chic, um Brummel, um d'Orsay, um Morny,-uma ?d'estas cousas que só se vêem lá fóra?, como elle dizia arregalando os olhos. N'essa tarde sabendo que vi
perguntou Carlos, que dera dous passos, ol
eguiu-lh
, jantar aqui, soirée acolá, umas aventurasitas... N?o tenho podido cá vir, deixei-lhes só bilhetes; mas trago-a d'olho, que ella demora-se... Talvez venha cá ámanh?, estou cá agora a sentir umas c
Damaso despediu-se, atirando muito alto ao cocheiro, para que C
velho Silva, o agiota, que esfolou muito teu pae; e a mim tambem. Mas elle assigna Salcede; talvez nome da m?e; ou talvez inventado. Bom rapaz... O pae era um velhaco! Parece que
ando os rapazes ainda tinham um resto de calor das guerras civis, e o calmavam indo em bando varrer botequins ou rebentando pilecas de sejes em galopadas para Cintra. Cintra era ent?o um ninho de amores, e sob as suas romanticas ramagens as fidalgas abandonavam-se aos bra?os dos poetas. Ellas eram Elvira
mais divertida
as havia cora??o, rapaz! Tinha-se faisca! Mesmo n'essas cousas da politica... Vê esse chiqueiro agora ahi, essa malta de bandalhos... N'esse temp
e, com a sua grenha d'inspirado sahindo-lhe de sob as abas largas do chapéo vel
ndo o zinco humido do balc?o, garrafas nas prateleiras, e o vulto triste da patroa com um len?o amarrado nos queixos. Alencar parecia intimo no estabelecimento: apenas soube que a sr.a Candida estava com d?r de dentes, aconse
meu Carlos! Nos palacios os outros
s no silencio da rua, parou de novo, e murmurou n'uma voz vag
é divinamente bella,
vi
á uma d'essas viragos, uma Judith, uma Dalila... Mas
onica do Alencar, a sua
o Diario Nacional, os
hegou! S
vento
bem este effeito. Mas n?o imagines lá outras cousas, ou que lhe fa?o a c?rte... Basta ser a mulher do Cohen, um amigo, um
a fronte vasta. Depois n
o... Vae lá muito aos Cohens.
e. Alencar deu um olhar á severa frontaria
zeres, filho, lá me tens na rua do Carvalho, 52, 3.o andar. O predio é meu, mas eu occupo o terceiro andar. Comecei
como desdenhand
quando ha que cosinhar, sabe cosinhar! Fez muito jantar a teu pae, ao meu pobre Pedro... Que aquillo foi casa de alegria, meu rapaz. Dei lá cama e mesa, e dinheiro p
a??es, disse Car
go. N?o s?o. Tu n?o sabes a minha vida. Tenho soffrido muito
de Carlos, e c
o bolo agora que o teem na m?o? N?o. Nem a mim. Isto é duro, Carlos, isto é muito duro, meu Carlos. E que diabo, eu n?o queria que me fizessem conde, nem que me dessem uma embaixada... Mas ahi alguma cousa n'uma secretaria...
s subir um bo
ueza entern
vocês teem cora??o... Já teu pae o tinha, e largo, e grande como o d'um le?o! E agora crê uma cousa: é que
logo, como um
ruto, filho! exclamou
are elle estendia em redor a charuteira cheia, com o seu grande ar de Manfredo triste. Interessou-se ent?o pelo charuto. Acce
m que te dei u
quando elle emfim se affastou, mais ligeiro, m
ar estirado n'uma chaise-longue, em quanto Baptista lhe fazia uma chavena de
ri E era sympathico o pobre Alencar! Com que cuidado exagerado, ao fallar de Pedro, d'Arroios, dos amigos e dos amores d'ent?o, elle evitara pronunciar sequer o nome de
obdecendo á carta testamentaria de Pedro, contara-lhe um romance decente: um casamento de paix?o, incompatibilidades de naturezas, uma separa??o cortez, depois a reti
gulho se sua m?e, sua propria m?e, em logar de ser a santa burgueza que resava o ter?o á lareira, fosse como a m?e de Carlos, uma inspirada, que por amor d'um exilado abandonara fortuna, respeitos, honra, vida! Carlos, ao ouvir isto, ficara petrificado, no meio da ponte, sob o calmo luar. Mas n?o poude interrogar o E
aviam contado, fugindo nos bra?os d'um desterrado-um polaco talvez! Ao outro dia, ced
palavra, coitado! Carlos, sentado na cama, como nas noites de cavaco, tranquillisou-o. N?o vinha alli offendido, vinha alli curi
que ouvira ao tio Ega-a paix?o de Maria por um principe,
e morrendo o cora??o. Mas narrou-lhe, detalhe a detalhe, o feio romance todo até áquella tarde em que Pedro lhe apparecera, livido, coberto de lama, a cahir-lhe nos bra?os, chorando a sua d?r com a fraqueza d'uma crean?a.-E o desfecho d'esse amor culpado, accrescentara o av?, f?r
s avós dormindo n'um leito real. Aquillo n?o lhe dera uma lagrima, n?o lhe pozera um rubor na face. De certo, prefiriria poder orgulhar-se de sua m?e, como d'uma rara e nobre fl?r de honra: mas n?o podia ficar toda a vida a amargurar-se com os seus erros. E porque? A sua honra d'elle n?o dependia dos impulsos falsos ou torpes que tivera o cora??o d'ella. Peccara, morrera, acabou-se. Restava, sim, aquella idéa do pae, findando n'uma po?a de sangue, no desespero d'essa trai??o. Mas n?o conhecera seu pae: tudo o que possuia d'elle
cerradas, uma vis?o surgiu, tomou c?r, encheu todo o aposento. Sobre o rio, a tarde morria n'uma paz elysia. O peristillo do Hotel Central alargava-se, claro ainda. Um preto grisalho vinha, com uma cadelinha no collo. Uma mulher passava, alta, c
; uma mulher passava, com um casaco de velludo branco de Genova, mais alta que uma creatura humana, caminhando sobre nuvens, com um grande ar de Juno que remonta ao Olympo: a ponta dos seus sapatos de verniz enterrava-se na luz do azul, por trás as saias batiam-lhe como bandeiras ao vento.
hegou,