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Os Maias

Chapter 5 No.5

Word Count: 9779    |    Released on: 06/12/2017

sa estava ao lado da chaminé, onde a chamma morria nos carv?es escarlates, no seu recanto cos

um leito real-acabava justamente de ter um dos seus accessos de tosse, cavernosa, aspera, dolorosa, que o

iavam os olhos avermelhados, compoz a rosa de musgo na botoeira da sobrecasaca, tomou u

s, h

tosses de D. Diogo. Sentia-se só a respira??o assobiada, quasi silvante, do general Sequeira, muit

a recobria os globos de dois grandes candieiros Carcel; e a luz assim coada, cahindo sobre os damascos vermelhos das paredes, dos assentos, fazia como uma doce refrac??o c?r de rosa, um vaporoso de nuve

os que abrira o reposteiro, entrava, e co

vasa, voltou logo a cabe?a

ella? Está

muito

s, e penteados sempre em tran?as soltas. Tinha estado á morte com uma pneumonia; e apesar de melhor, como a padaria ficava defronte, Carlos ainda ás vezes á noite atr

sido salva por Carlos. Fallava d'ella commovido; gabava-lhe a linda figura, o aceio alsacianno, a prosperidade que

rigo?-perguntou Villa?a, com os dedos na caixa

que se approximara da chaminé

rellas que rebrilhavam como pontas afiadas d'a?o; e nenhum d'aquelles cavalheiros, desde que se entendia,

eneral!-exclamou Carlos, batendo galhofe

ue fixava com concentra??o e ranco

o, uma chamma mais forte ressaltou, rugiu, alegrando tudo, avermelhando em redor as pe

hamma. Tem, emfim, justificada a pellissa. A proposito,

ada. A longa m?o de D. Diogo recolhia de vagar a vasa-e l

ffonso, estorcendo-se, como

e do rei de paus; Villa?a bateu de estalo com o az. E immediatamente foi em redor uma discuss?o tremenda sobre a puchada d

a buscar tabaco para o cachimbo, sua consola??o nas derrotas. O Ega? N?o, n

arando de baralhar as cart

certo que elle

ondeu, sorrindo e ac

itar libré, dar soirées littera

de deu-lhe no g?to... Eu, como é um amigo da casa, lá lhe prestei informa??es, até lhe mostrei as contas.-E respondendo a uma pergunta do Sequeira:-Sim, a m?e tem di

accentuando-a com uma caricia languida á ponta frisada dos bigodes

r quem era a Dulcinea. Mas o velho dandy declarou, da profundidade da sua experiencia, que essas cousas nunca se sabiam, e era pr

em apresenta??o; so

eneral, vendo o seu jogo, soltou um grunhido surdo, arreba

r, disse Carlos. Deixei o Steinbroken engalfinhado com o

parceiros

nquieto, com os olhinhos piscos, o nariz espetado. Do fundo da sala, destacando em preto, o Silveirinha, o Eusebiosinho de S.ta Olavia, estendia tambem o pesco?o, affogado n'uma gravata de viuvo de merino negro e sem collarinho, sempre macambuzio, mais mollengo que outr'ora, com as m?os enterradas nos bolsos-t?o funebre que tudo n'elle parecia complemento do luto pesado, até o preto do cabello chato, até o pre

e Cruges. Os dez tost?esi

, ganhando a partida,

xe-me a so

inhava já sobre a tabella, lentamente,

reclamava-o para outras refreg

êl! dizia o diplomata, no seu portu

E amea?ava-o de destinos medonhos n'uma voz possante habituada a ressoar nas lezirias; queria-o arruinar ao bilhar, for?al-o a empenhar aqu

da sua myopia a dureza d'um metal. Apesar da sua sympathia pela illustre casa de Souzella, achava estas familiaridades, estas tremendas chala

s bilhar, um bocadinho de

logo, dando caricias ligeiras ás suissas, e aos

de emo??o religiosa, saturado de cerveja preta, tombava do sophá, solu?ando e babando-se. Elle mesmo, Steinbroken, levara parte da sua carreira ao piano, já como addido, já como segundo secretario. Feito chefe de miss?o, absteve-se: foi só quando vio o Figaro celebrar repetidamente as walsas do principe Artoff, embaixador da Russia em Paris, e a voz de basso do conde de Baspt, embaixador d'Austria em Londres, que elle, seg

Serpe

Caro

h

'um movimento de batuque, expressivo e todavia digno

á sala do piano, exigia uma d'aquellas can??es da Filand

has de que eu gosto, frisk

disse o dipl

irinha para o fundo do corredor-e ahi, sob um sombrio painel de Santa Magdalena no deserto p

aber. Ent?o, d

is nobres animaes?. Pedia por ellas um conto e quinhentos mil réis. Silveirinha f?ra avisado pelo Sequeira, por Travassos, por outros entendedores, que era uma espiga: o marquez tinha a sua moral propria para negocios de gado, e exultaria em intrujar um p

.. Um conto e quinh

is bra?os amea?ador

... Dois animaes que s?o duas

itou as lun

e é dinheiro. Se

l-as com feij?es? Você lev

largou a quest?o das egoas, recolheu em pontas de pés. Eusebiosinho ainda ficou a remoer, a co?ar o queixo; em

antella triumphante, em que passavam, como um entrechocar de seixos, esses bocados de palavras de que o marquez gostava, frisk, slécht, clikst, glukst. Era a Primavera-fresca e silvestre, primavera do norte em paiz de montanhas, quando toda uma aldêa dan?a em córos sob os fuscos abetos, a neve se derrete em cascatas, um sol p

los passava um sorriso enternecido pensando em Madame Rughel, que viajara na Filandi

tando-se do piano, passou o len?o sobre as fontes, sobre o pesco?o, rectificou com um puch?

va o marquez, batend

te os escudeiros entravam com um servi?o frio de croquettes e sandwiches, offerecendo St. Emilion ou Porto; e

he bater amavelmente no hombro, ainda dá d'esses bellos

f?ladito. Agradecido, n?,

disse-lhe o general respira

bem, meu

r, tambem m

a n'isto, era o desapparecimento definitivo do antipathico senhor de Broglie e da sua clique. A impertinencia d'aquelle academico est

viu o Punch? O

disse n'uma meia voz grave a sua phrase, a phrase definitiva com

é eqsessivem

lomata tomou mysteriosamente o bra?o de Sequeira, murmurou a palavra suprema com que de

rte. é um hom? eqs

! exclamou o general, esc

quanto Cruges continuava ao piano, vagueando por Mendelsshon

tambem de Gambetta. O marquez gostava de Gambetta: f?ra o unico que durante a guerra mostrara ventas de homem; lá que tivesse ?comido? ou que ?quiz

erguntou languida

na Assembléa, presid

m melancolico desdem na

toda essa canalha e

ecendo forte por se occupar de cousas fortes, no fundo tinha as

habito em que a gente se p?e. é necessario reagir... Você devia fazer gymn

adote...-replicou o outr

o queria a você que a esses badamecos que por ahi andam

ave e convencido, e como o derrad

as tape?arias de Gobelins de tons desmaiados, cheias de galantes pastoras, longes de parques, la?os e l?s de cordeiros, sombras d'idyllios mortos, transparecendo n'uma trama de seda... áquella hora, no adormecimento que ía pesando, sob a luz suave e quente das velas que findavam, havia ali a harmonia e o ar de um outro seculo: e o ma

m no corredor, sentados n'uma das

perguntou-lhes o

Villa?a respon

rio salvar

omento porém fallavam dos Maias: Villa?a n?o duvidava confiar ao Silveirinha, homem de propriedade, visinho de S.ta Olavia, quasi creado com Carlos, certas cousas q

ahi esteve. Tem ido lá, eu sei? duas ou três vezes... E para isto dá cá uns poucos de centos de mil réis. Podia fazer o mesmo com meia duzia de libras! N?o,

ter para o fundo da frisa-se tivesse sido conv

até se podem

aos Maias, á casa que elle administrava,

é verdade que o rendimento gasta-se todo, até o ultimo ceitil; os cheques voam, voam, como folhas seccas

rens de Carlos, os nove cavallos, o cochei

deveres na sociedade... é como o sr. Affonso... Gasta muito, sim, come dinheiro. N?o é com elle, que lhe c

erdic

ias, já meu pae dizia, sahiu ninguem descontente... Mas uma fri

d'um cachenez de seda clara. O escudeiro desembara?ou-o dos agasalhos; e elle, de casaca e collete branco, limpando o bonito bigode humid

do amavel, cá o nosso solzinh

ozes do marquez, de Carlos, n'uma das suas sabi

her? foi a interroga??

. E enterrado n'uma poltrona junto do fog?o, com os sapatos de verniz estendidos para as brazas,

ola. Mas, coitada, estava t?o atrapalhada, que nos fez pena. Houve indulgen

ira, que tal é ella?

s palavras como pinceladas; alta; mu

á com os olhos accesos, pass

ara no pé. N?o er

untou Carlos, indo

es quem tomou a frisa ao lado da tua?

, o par do reino, um homem alto, de lunetas, poseur... E a condessa, uma senhora i

undo o Villa?a. O que o espantava é que elle podesse ter assim frisa de assignatura, atrapalhado como estava:

oteiro! disse o

s feiras...-disse Taveira,

de ladr?es: e havia dez interminaveis dias que estavam desafiados e que Lisboa, em pasmaceira, esperava o sangue. Cruges ouvira que Sá Nunes n?o se queria bater, por estar de luto por uma tia; dizia-se tambem que o

rquez com um dos seus resum

servou Villa?a. Isto ás vezes, em duel

de somno, perguntou ao Taveira, atravez

i?o, no seu posto, na fris

om a mulher do Cohen, diss

, diaphana! u

. Estimava que o Ega se atirasse; e via ahi um facto de represalia social, por o Cohen ser judeu e banqueiro. Em geral n?o gostava de judeus; mas nada lhe offendia tanto o gosto e a raz?o como a especie banqueiro. Comprehendia

ra o relogio. E eu aqui, empregado publico, tendo d

nal de contas? perguntou Ca

e tudo, para matar

?o tardaram a deixar o Ramalhete. Taveira, de novo sepultado na ulster, trotou até casa, uma vivendasinha perto com um bonito jardim. O marquez conseguiu levar Cruges no coupé, para lhe ir fazer musica a casa, no org?o, até ás tres ou quatro horas, musica religiosa e t

depois das grandes descobertas, e em redor, por sobre peanhas e prateleiras, um rico brilho de metaes e crystaes; mas as semanas passavam, e todo esse bello material de exper

velha e mal disfar?ada historia de ternuras funestas. Salvara d'um garrotilho a filha d'um brazileiro, ao Aterro-e ganhara ahi a sua primeira libra, a primeira que pelo seu trabalho ganhava um homem da sua familia. O dr. Barbedo convidara-o a assistir a uma opera??o ovariotomica. E emfim (mas esta consagra??o n?o a esperava realmente Carlos t?o cedo) alguns dos seus bons collegas, que até ahi, vendo-o só a governar os seus cavallos inglezes, fallavam do ?talento do Maia?-agora percebendo-lhe estas migalhas de clientella, come?avam a dizer ?que o Maia era um asno.? Carlos já fallava a serio da sua carreira. Escreve

o Ega este bello plano. Ab

claro, pensar n'isso! Havemo

no camarote dos Cohens, vinha invariavelmente refugiar-se no fundo da frisa de Carlos, por trás de Taveira ou do Cruges; d'onde podesse

ias... Mas era facil encontral-o pelo Chiado e pelo Loreto, a rondar e a farejar-ou en

? cedo no Universal, deu com elle pallido de colera, a despropositar com um creado, por causa d'uns sapatos mal envernisados. Os seus companheiros constantes,

life, ella era ?uma das nossas primeiras elegantes?: e toda a Lisboa a conhecia, e a sua luneta d'ouro presa por um fio d'ouro, e a sua caleche azul com cavallos pretos. Era alta, muito pallida, sobre tudo ás luzes, delicada de saude, com um quebranto nos olhos pisados, uma infinita languidez em toda a sua pessoa, um ar de romance e de lyrio meio murcho: a s

ia melada; dias depois já adulava o marido; e agora esse demagogo, que queria o massacre em massa

ra nos sitios mais desageitados, fóra de portas, para os lados do Matadouro, que ía furtivamente encontrar a creada que lhe trazia as cartas d'ella... Mas em todos os seus modos (mesmo no disfarce affectado com que espreitava as horas) transbordava a immensa vaidade d'aqu

caminhavam ambos callados, Ega, invadido decerto por uma onda interior de paix?o, soltou des

nc aimer, oh! l'a

?o de confiss?o; Carlos ao lado n?o dis

porque se calmou, refugiou-se immedi

digam lá o que disserem,

do contra Hugo, chamando-lhe ?saco-roto de espiritualismo?,

e o grande phra

de verdades eternas... é necessario um bocado d'ide

nodia, acordando os

semanas vinha alli fazer a fastidiosa chronica da sua dyspepsia-quando do reposteiro da sal

e fazer,

a sahir

rosa... Um bocado do Atom

rlos, que se pousara á borda do divan, com a face espantada e as m?os nos joelhos, achou-se quasi sem transi??o transp

ixa-me respirar. Isso n?o é o com

, desabotoou a sobrec

seculo XV... Mas n'um livro d'estes póde-se come?ar pelo

! penso

a d'um bairro medival de Heidelberg, o famoso Atomo, o Atomo do Ega, apparecia alojado no cora??o do esplendido principe Franck, poeta, cavalleiro, e bastardo do imperador Maximiliano. E todo e

eleste de Esther-e de Rachel... Emfim, chegava o negro drama da persegui??o: a fuga da familia hebraica, atravéz de bosques de bruxas e brutas aldêas feudaes; a appari??o, n'uma encrusilhada, do principe Franck que vem proteger Esther, de lan?a alta, no seu grande corcel; o tropel da turba fanatica, correndo a queimar o rabbino e os seus livros here

u, parou, aquelle cora??o de heroe que eu habitava; e evaporado o principio de vida, eu,

e Ega, esfalfad

ó poude

á ar

as, a leitura do Ecclesiastes, de noite, entre as ruinas

enrolou o manuscripto, reabotoou a

ece-te apre

publ

ficou n'esta reticenc

As memorias d'um atomo.? E o jornalista accrescentava, dando a sua impress?o pessoal: ?é uma pintura dos sofrimentos porque passaram, nos tempos da intolerancia religiosa, aquelles que seguem a Lei d'Israel. Que pode

'essa tarde pelo consultor

dos os olhos da numerosa e estimavel colonia hebraica! Faz cahir a cou

olou-o. Aquella era a maneira nacional de fall

ontade de quebrar a ca

lh'a n?o

migo do

nsa, a passos de tigre pelo gabinete. Por

mpaludisme... Que blague, a medicina! Dize-me uma cousa. Que diabo ser

na...-murmurou Carlos

u Ega, arrebat

-te,

o céu com o guarda-chuva, chorando quasi de raiva:-Estes

eu, bruscamente: e já com out

cido. Tu queres ser apre

s, erguendo os olhos do livro, depois de um silen

az empenho... Gente intelligente, passa-se lá bem... Ent?o, decidi

facil visinhan?a de frisa, surprehendera certos olhares d'ella... Mesmo, segundo o Taveira, ella realmente fazia-lhe um olh?o. E Carlos achava-a picante, com os seus cabellos crespos e ruivos, o na

hambre. Mas ao café, os olhos da Gouvarinho come?aram a faiscar-lhe por entre o fumo do charuto, a fazer-lhe um olh?o, collocando-se tentador

um preto de doze annos, trombudo e lusidio, de grande collarinho á mam? sobre uma jaqueta de bot?es amarellos; ao lado outro preto, mais pequeno, com o mesmo uniforme de collegio, enterrava pela venta

rmelho. A noite chuviscosa, com um bafo de sudoeste, parecia penetrar alli, derramando o seu pesadume, a morna sensa??o da sua humidade. Nas cadeiras, vasias, havi

arlos ao amigo Cruges, que

as da cadeira, os dedos por entre a cabelleira, todo elle embrulhado em c

sad

indo bra?o,-foi-lhe arrastando, a seu pesar, a imagina??o para a pessoa d'ella; relembrou toilettes com que ella alli estivera; e nunca lhe pareceram t?o picantes, como agora que os n?o via, os seus cabellos ruivos, c?r de braza ás luz

esta extraordinaria

attitude de estatua tumular, grunh

peitou-lhe

ar mais aspero d'um co

preza esta! rugio elle, enve

e morava com a m?e e uma irm?; e até ao Ramalhete n?o

o?, forrada de velludo c?r de cereja, ornada de retratos de cavallos e panoplias de velhas armas, com divans do mesmo velludo, e mui

mesmos paquetes, partilharam dos mesmos sandwiches no buffete das gares; Tista tornou-se um confidente. Era hoje um homem de cincoenta annos, desempenado, robusto, com um collar de barba grisalha por baixo do queixo, e o ar excessivamente gentleman. Na rua, muito direito na sua sobrecasaca, com o par de luvas amarellas espetado na m?o, a sua bengala de cana da India, os sapatos bem enverni

can?ado, n'uma poltrona. á luz opalina dos globos, o leito entre-aberto mostrava

e? perguntou elle bocejando, e

. Em Fran?a continúa socego... Mas a gente nunca póde saber, porque e

sr. Ega hoje estava

o livro, voltou duas folhas, fechou-o, tomou uma cigarette, e ficou fumando com as palpebras cerradas, n'uma immensa

srs. condes de G

e é creado de quarto do sr. conde.

? perguntou Carlos, n'uma voz

que estava acostumado ao outro creado que era Rom?o. E já isto n?o é bonito, p

m?o (ao Pimenta), mas t?o co?ado e t?o cheio de riscas de tinta, de limpar a penna á perna e ao hombro, que o Pimenta deitou o presente fóra. O conde e a senhora n?o se davam bem: já no tempo do Pimenta, uma occasi?o, á mesa, tinham-se pegado de tal modo que ella agarro

parece agora, a esta hora da noite? pe

ao genro: de sorte que, uma vez, já no tempo do Pimenta tambem, o sr. conde, furioso, disse á senhora que ella e o pae se deviam lembrar que eram gente de commercio e que f

ectiu na puerilidade de t?o rigidos escrupulos, a respeito d'uma gente, que ao jantar, diant

da senhora condessa, Ba

d'ella, uma escosseza, essa é desobstinada. E n?o fica

uarto, a chuva cantou

sta. Vamos a saber, ha quanto tem

com felicita??es do come?o d'anno a madame Rughel, Hotel d'Albe, Champs élyseés, Paris. Dia 3, telegramma recebido de madame Rughel, reciprocando comprimentos, exprimindo amizade, annunciando partida p

screver ámanh?,

tomou u

da, a voz de Carlos ergueu-se d

é verdade, Baptista? é a mulher mais

o bolso da casaca, e respondeu,

da em que tenho posto os olhos, se o menino dá licen?a, era aquella

todo invadido por uma onda de recorda??es alegres, exclamou da profundida

nhor! Madame Rughel tinha o explendor d'uma deusa da Renascen?a, senhor! Madame

gura que no escuro dos cortinados lhe apparecia, n'um vago dourado que provinha do reflexo de seus cabellos soltos, era a Gouvarinho-a Gouvarinho que n?o tinha o explendor d'uma deusa da Renascen?a como madame Rughel, nem era a mulher mais l

se irem gouvarinhar. E foi Carlos que d'ahi a dias, entr

ndo nos go

porta de S.ta Olavia, quando ia vêr os seus velhos amigos, os Tedins, a Entre-Rios-uma formosa vivenda tambem. Fallaram ent?o do Douro, da Beira, compararam outras paisagens. Para o conde, nada havia, no nosso Portugal, c

mas d'uma fé, a belleza superior do Minho, ?esse paraiso idillico.? O conde sorria: via ali, como elle observou a Carl

tria... Ou?o por ali lamental-a. Pois bem, eu, se fosse poder, instigal-a-hia, acirral-a-hia, se v. ex.as me permittem a express?o. N'

s do seu intellecto á maneira de dons inestimaveis. A voz era lenta e rotunda; os cristaes da sua luneta d'ouro fais

cê vê essas cousas d'alto, Gouvarinho?. Elle cruzara as m?os p

tado como ?visinho de camarote?, recebia da sr.a condessa um grande shake-hand, em que tilinta

sr. Gambetta: um sujeito ao lado protestou; o outro n?o fez caso, era o velho duque de Grammont. O conde passou os dedos lentos pela testa, com um ar quasi angustioso: n?o se lembrava de nada d'isso! Queixou-se logo amargamente da sua falta de memoria. Uma cousa t?o indispensavel em quem segue a vida pu

m boa memor

a rasoave

vel bem de

ia o Pandolli! A condessa n?o aturava o Corcelli, o tenor, com as suas notas asperas e aquella obesidade que o tornava buffo. Mas tambem (lembrava Carlos) onde havia hoje tenores? Passara essa grande ra?a dos Marios, ho

alor do gaz e da enchente, um aroma exagerado de verbena. Estava de preto, com uma gargantilha, de rendas negras, á Valois, affogando-lhe o pesco?o onde pou

onte, na frisa do Cohen, o Ega, de binoculo, observando-o, mirando a conde

a condessa a Carlos-e o resto da phrase

anhou-o fóra,

Carlos, fazer o conhecimento das pessoas que valem alguma cousa

onho. E o outro, na s

ortugal é a falta de gente, Isto é um paiz sem pessoal. Quer-se um bispo? N?o ha um bispo. Quer-se um economista? N?o ha um

a porta da frisa entreaberta, cortou-lhe umas ultimas palavras s

veito. Ha philosophia n'esta musica... é pena que lembre t?o vivamente os t

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