sa estava ao lado da chaminé, onde a chamma morria nos carv?es escarlates, no seu recanto cos
um leito real-acabava justamente de ter um dos seus accessos de tosse, cavernosa, aspera, dolorosa, que o
iavam os olhos avermelhados, compoz a rosa de musgo na botoeira da sobrecasaca, tomou u
s, h
tosses de D. Diogo. Sentia-se só a respira??o assobiada, quasi silvante, do general Sequeira, muit
a recobria os globos de dois grandes candieiros Carcel; e a luz assim coada, cahindo sobre os damascos vermelhos das paredes, dos assentos, fazia como uma doce refrac??o c?r de rosa, um vaporoso de nuve
os que abrira o reposteiro, entrava, e co
vasa, voltou logo a cabe?a
ella? Está
muito
s, e penteados sempre em tran?as soltas. Tinha estado á morte com uma pneumonia; e apesar de melhor, como a padaria ficava defronte, Carlos ainda ás vezes á noite atr
sido salva por Carlos. Fallava d'ella commovido; gabava-lhe a linda figura, o aceio alsacianno, a prosperidade que
rigo?-perguntou Villa?a, com os dedos na caixa
que se approximara da chaminé
rellas que rebrilhavam como pontas afiadas d'a?o; e nenhum d'aquelles cavalheiros, desde que se entendia,
eneral!-exclamou Carlos, batendo galhofe
ue fixava com concentra??o e ranco
o, uma chamma mais forte ressaltou, rugiu, alegrando tudo, avermelhando em redor as pe
hamma. Tem, emfim, justificada a pellissa. A proposito,
ada. A longa m?o de D. Diogo recolhia de vagar a vasa-e l
ffonso, estorcendo-se, como
e do rei de paus; Villa?a bateu de estalo com o az. E immediatamente foi em redor uma discuss?o tremenda sobre a puchada d
a buscar tabaco para o cachimbo, sua consola??o nas derrotas. O Ega? N?o, n
arando de baralhar as cart
certo que elle
ondeu, sorrindo e ac
itar libré, dar soirées littera
de deu-lhe no g?to... Eu, como é um amigo da casa, lá lhe prestei informa??es, até lhe mostrei as contas.-E respondendo a uma pergunta do Sequeira:-Sim, a m?e tem di
accentuando-a com uma caricia languida á ponta frisada dos bigodes
r quem era a Dulcinea. Mas o velho dandy declarou, da profundidade da sua experiencia, que essas cousas nunca se sabiam, e era pr
em apresenta??o; so
eneral, vendo o seu jogo, soltou um grunhido surdo, arreba
r, disse Carlos. Deixei o Steinbroken engalfinhado com o
parceiros
nquieto, com os olhinhos piscos, o nariz espetado. Do fundo da sala, destacando em preto, o Silveirinha, o Eusebiosinho de S.ta Olavia, estendia tambem o pesco?o, affogado n'uma gravata de viuvo de merino negro e sem collarinho, sempre macambuzio, mais mollengo que outr'ora, com as m?os enterradas nos bolsos-t?o funebre que tudo n'elle parecia complemento do luto pesado, até o preto do cabello chato, até o pre
e Cruges. Os dez tost?esi
, ganhando a partida,
xe-me a so
inhava já sobre a tabella, lentamente,
reclamava-o para outras refreg
êl! dizia o diplomata, no seu portu
E amea?ava-o de destinos medonhos n'uma voz possante habituada a ressoar nas lezirias; queria-o arruinar ao bilhar, for?al-o a empenhar aqu
da sua myopia a dureza d'um metal. Apesar da sua sympathia pela illustre casa de Souzella, achava estas familiaridades, estas tremendas chala
s bilhar, um bocadinho de
logo, dando caricias ligeiras ás suissas, e aos
de emo??o religiosa, saturado de cerveja preta, tombava do sophá, solu?ando e babando-se. Elle mesmo, Steinbroken, levara parte da sua carreira ao piano, já como addido, já como segundo secretario. Feito chefe de miss?o, absteve-se: foi só quando vio o Figaro celebrar repetidamente as walsas do principe Artoff, embaixador da Russia em Paris, e a voz de basso do conde de Baspt, embaixador d'Austria em Londres, que elle, seg
Serpe
Caro
h
'um movimento de batuque, expressivo e todavia digno
á sala do piano, exigia uma d'aquellas can??es da Filand
has de que eu gosto, frisk
disse o dipl
irinha para o fundo do corredor-e ahi, sob um sombrio painel de Santa Magdalena no deserto p
aber. Ent?o, d
is nobres animaes?. Pedia por ellas um conto e quinhentos mil réis. Silveirinha f?ra avisado pelo Sequeira, por Travassos, por outros entendedores, que era uma espiga: o marquez tinha a sua moral propria para negocios de gado, e exultaria em intrujar um p
.. Um conto e quinh
is bra?os amea?ador
... Dois animaes que s?o duas
itou as lun
e é dinheiro. Se
l-as com feij?es? Você lev
largou a quest?o das egoas, recolheu em pontas de pés. Eusebiosinho ainda ficou a remoer, a co?ar o queixo; em
antella triumphante, em que passavam, como um entrechocar de seixos, esses bocados de palavras de que o marquez gostava, frisk, slécht, clikst, glukst. Era a Primavera-fresca e silvestre, primavera do norte em paiz de montanhas, quando toda uma aldêa dan?a em córos sob os fuscos abetos, a neve se derrete em cascatas, um sol p
los passava um sorriso enternecido pensando em Madame Rughel, que viajara na Filandi
tando-se do piano, passou o len?o sobre as fontes, sobre o pesco?o, rectificou com um puch?
va o marquez, batend
te os escudeiros entravam com um servi?o frio de croquettes e sandwiches, offerecendo St. Emilion ou Porto; e
he bater amavelmente no hombro, ainda dá d'esses bellos
f?ladito. Agradecido, n?,
disse-lhe o general respira
bem, meu
r, tambem m
a n'isto, era o desapparecimento definitivo do antipathico senhor de Broglie e da sua clique. A impertinencia d'aquelle academico est
viu o Punch? O
disse n'uma meia voz grave a sua phrase, a phrase definitiva com
é eqsessivem
lomata tomou mysteriosamente o bra?o de Sequeira, murmurou a palavra suprema com que de
rte. é um hom? eqs
! exclamou o general, esc
quanto Cruges continuava ao piano, vagueando por Mendelsshon
tambem de Gambetta. O marquez gostava de Gambetta: f?ra o unico que durante a guerra mostrara ventas de homem; lá que tivesse ?comido? ou que ?quiz
erguntou languida
na Assembléa, presid
m melancolico desdem na
toda essa canalha e
ecendo forte por se occupar de cousas fortes, no fundo tinha as
habito em que a gente se p?e. é necessario reagir... Você devia fazer gymn
adote...-replicou o outr
o queria a você que a esses badamecos que por ahi andam
ave e convencido, e como o derrad
as tape?arias de Gobelins de tons desmaiados, cheias de galantes pastoras, longes de parques, la?os e l?s de cordeiros, sombras d'idyllios mortos, transparecendo n'uma trama de seda... áquella hora, no adormecimento que ía pesando, sob a luz suave e quente das velas que findavam, havia ali a harmonia e o ar de um outro seculo: e o ma
m no corredor, sentados n'uma das
perguntou-lhes o
Villa?a respon
rio salvar
omento porém fallavam dos Maias: Villa?a n?o duvidava confiar ao Silveirinha, homem de propriedade, visinho de S.ta Olavia, quasi creado com Carlos, certas cousas q
ahi esteve. Tem ido lá, eu sei? duas ou três vezes... E para isto dá cá uns poucos de centos de mil réis. Podia fazer o mesmo com meia duzia de libras! N?o,
ter para o fundo da frisa-se tivesse sido conv
até se podem
aos Maias, á casa que elle administrava,
é verdade que o rendimento gasta-se todo, até o ultimo ceitil; os cheques voam, voam, como folhas seccas
rens de Carlos, os nove cavallos, o cochei
deveres na sociedade... é como o sr. Affonso... Gasta muito, sim, come dinheiro. N?o é com elle, que lhe c
erdic
ias, já meu pae dizia, sahiu ninguem descontente... Mas uma fri
d'um cachenez de seda clara. O escudeiro desembara?ou-o dos agasalhos; e elle, de casaca e collete branco, limpando o bonito bigode humid
do amavel, cá o nosso solzinh
ozes do marquez, de Carlos, n'uma das suas sabi
her? foi a interroga??
. E enterrado n'uma poltrona junto do fog?o, com os sapatos de verniz estendidos para as brazas,
ola. Mas, coitada, estava t?o atrapalhada, que nos fez pena. Houve indulgen
ira, que tal é ella?
s palavras como pinceladas; alta; mu
á com os olhos accesos, pass
ara no pé. N?o er
untou Carlos, indo
es quem tomou a frisa ao lado da tua?
, o par do reino, um homem alto, de lunetas, poseur... E a condessa, uma senhora i
undo o Villa?a. O que o espantava é que elle podesse ter assim frisa de assignatura, atrapalhado como estava:
oteiro! disse o
s feiras...-disse Taveira,
de ladr?es: e havia dez interminaveis dias que estavam desafiados e que Lisboa, em pasmaceira, esperava o sangue. Cruges ouvira que Sá Nunes n?o se queria bater, por estar de luto por uma tia; dizia-se tambem que o
rquez com um dos seus resum
servou Villa?a. Isto ás vezes, em duel
de somno, perguntou ao Taveira, atravez
i?o, no seu posto, na fris
om a mulher do Cohen, diss
, diaphana! u
. Estimava que o Ega se atirasse; e via ahi um facto de represalia social, por o Cohen ser judeu e banqueiro. Em geral n?o gostava de judeus; mas nada lhe offendia tanto o gosto e a raz?o como a especie banqueiro. Comprehendia
ra o relogio. E eu aqui, empregado publico, tendo d
nal de contas? perguntou Ca
e tudo, para matar
?o tardaram a deixar o Ramalhete. Taveira, de novo sepultado na ulster, trotou até casa, uma vivendasinha perto com um bonito jardim. O marquez conseguiu levar Cruges no coupé, para lhe ir fazer musica a casa, no org?o, até ás tres ou quatro horas, musica religiosa e t
depois das grandes descobertas, e em redor, por sobre peanhas e prateleiras, um rico brilho de metaes e crystaes; mas as semanas passavam, e todo esse bello material de exper
velha e mal disfar?ada historia de ternuras funestas. Salvara d'um garrotilho a filha d'um brazileiro, ao Aterro-e ganhara ahi a sua primeira libra, a primeira que pelo seu trabalho ganhava um homem da sua familia. O dr. Barbedo convidara-o a assistir a uma opera??o ovariotomica. E emfim (mas esta consagra??o n?o a esperava realmente Carlos t?o cedo) alguns dos seus bons collegas, que até ahi, vendo-o só a governar os seus cavallos inglezes, fallavam do ?talento do Maia?-agora percebendo-lhe estas migalhas de clientella, come?avam a dizer ?que o Maia era um asno.? Carlos já fallava a serio da sua carreira. Escreve
o Ega este bello plano. Ab
claro, pensar n'isso! Havemo
no camarote dos Cohens, vinha invariavelmente refugiar-se no fundo da frisa de Carlos, por trás de Taveira ou do Cruges; d'onde podesse
ias... Mas era facil encontral-o pelo Chiado e pelo Loreto, a rondar e a farejar-ou en
? cedo no Universal, deu com elle pallido de colera, a despropositar com um creado, por causa d'uns sapatos mal envernisados. Os seus companheiros constantes,
life, ella era ?uma das nossas primeiras elegantes?: e toda a Lisboa a conhecia, e a sua luneta d'ouro presa por um fio d'ouro, e a sua caleche azul com cavallos pretos. Era alta, muito pallida, sobre tudo ás luzes, delicada de saude, com um quebranto nos olhos pisados, uma infinita languidez em toda a sua pessoa, um ar de romance e de lyrio meio murcho: a s
ia melada; dias depois já adulava o marido; e agora esse demagogo, que queria o massacre em massa
ra nos sitios mais desageitados, fóra de portas, para os lados do Matadouro, que ía furtivamente encontrar a creada que lhe trazia as cartas d'ella... Mas em todos os seus modos (mesmo no disfarce affectado com que espreitava as horas) transbordava a immensa vaidade d'aqu
caminhavam ambos callados, Ega, invadido decerto por uma onda interior de paix?o, soltou des
nc aimer, oh! l'a
?o de confiss?o; Carlos ao lado n?o dis
porque se calmou, refugiou-se immedi
digam lá o que disserem,
do contra Hugo, chamando-lhe ?saco-roto de espiritualismo?,
e o grande phra
de verdades eternas... é necessario um bocado d'ide
nodia, acordando os
semanas vinha alli fazer a fastidiosa chronica da sua dyspepsia-quando do reposteiro da sal
e fazer,
a sahir
rosa... Um bocado do Atom
rlos, que se pousara á borda do divan, com a face espantada e as m?os nos joelhos, achou-se quasi sem transi??o transp
ixa-me respirar. Isso n?o é o com
, desabotoou a sobrec
seculo XV... Mas n'um livro d'estes póde-se come?ar pelo
! penso
a d'um bairro medival de Heidelberg, o famoso Atomo, o Atomo do Ega, apparecia alojado no cora??o do esplendido principe Franck, poeta, cavalleiro, e bastardo do imperador Maximiliano. E todo e
eleste de Esther-e de Rachel... Emfim, chegava o negro drama da persegui??o: a fuga da familia hebraica, atravéz de bosques de bruxas e brutas aldêas feudaes; a appari??o, n'uma encrusilhada, do principe Franck que vem proteger Esther, de lan?a alta, no seu grande corcel; o tropel da turba fanatica, correndo a queimar o rabbino e os seus livros here
u, parou, aquelle cora??o de heroe que eu habitava; e evaporado o principio de vida, eu,
e Ega, esfalfad
ó poude
á ar
as, a leitura do Ecclesiastes, de noite, entre as ruinas
enrolou o manuscripto, reabotoou a
ece-te apre
publ
ficou n'esta reticenc
As memorias d'um atomo.? E o jornalista accrescentava, dando a sua impress?o pessoal: ?é uma pintura dos sofrimentos porque passaram, nos tempos da intolerancia religiosa, aquelles que seguem a Lei d'Israel. Que pode
'essa tarde pelo consultor
dos os olhos da numerosa e estimavel colonia hebraica! Faz cahir a cou
olou-o. Aquella era a maneira nacional de fall
ontade de quebrar a ca
lh'a n?o
migo do
nsa, a passos de tigre pelo gabinete. Por
mpaludisme... Que blague, a medicina! Dize-me uma cousa. Que diabo ser
na...-murmurou Carlos
u Ega, arrebat
-te,
o céu com o guarda-chuva, chorando quasi de raiva:-Estes
eu, bruscamente: e já com out
cido. Tu queres ser apre
s, erguendo os olhos do livro, depois de um silen
az empenho... Gente intelligente, passa-se lá bem... Ent?o, decidi
facil visinhan?a de frisa, surprehendera certos olhares d'ella... Mesmo, segundo o Taveira, ella realmente fazia-lhe um olh?o. E Carlos achava-a picante, com os seus cabellos crespos e ruivos, o na
hambre. Mas ao café, os olhos da Gouvarinho come?aram a faiscar-lhe por entre o fumo do charuto, a fazer-lhe um olh?o, collocando-se tentador
um preto de doze annos, trombudo e lusidio, de grande collarinho á mam? sobre uma jaqueta de bot?es amarellos; ao lado outro preto, mais pequeno, com o mesmo uniforme de collegio, enterrava pela venta
rmelho. A noite chuviscosa, com um bafo de sudoeste, parecia penetrar alli, derramando o seu pesadume, a morna sensa??o da sua humidade. Nas cadeiras, vasias, havi
arlos ao amigo Cruges, que
as da cadeira, os dedos por entre a cabelleira, todo elle embrulhado em c
sad
indo bra?o,-foi-lhe arrastando, a seu pesar, a imagina??o para a pessoa d'ella; relembrou toilettes com que ella alli estivera; e nunca lhe pareceram t?o picantes, como agora que os n?o via, os seus cabellos ruivos, c?r de braza ás luz
esta extraordinaria
attitude de estatua tumular, grunh
peitou-lhe
ar mais aspero d'um co
preza esta! rugio elle, enve
e morava com a m?e e uma irm?; e até ao Ramalhete n?o
o?, forrada de velludo c?r de cereja, ornada de retratos de cavallos e panoplias de velhas armas, com divans do mesmo velludo, e mui
mesmos paquetes, partilharam dos mesmos sandwiches no buffete das gares; Tista tornou-se um confidente. Era hoje um homem de cincoenta annos, desempenado, robusto, com um collar de barba grisalha por baixo do queixo, e o ar excessivamente gentleman. Na rua, muito direito na sua sobrecasaca, com o par de luvas amarellas espetado na m?o, a sua bengala de cana da India, os sapatos bem enverni
can?ado, n'uma poltrona. á luz opalina dos globos, o leito entre-aberto mostrava
e? perguntou elle bocejando, e
. Em Fran?a continúa socego... Mas a gente nunca póde saber, porque e
sr. Ega hoje estava
o livro, voltou duas folhas, fechou-o, tomou uma cigarette, e ficou fumando com as palpebras cerradas, n'uma immensa
srs. condes de G
e é creado de quarto do sr. conde.
? perguntou Carlos, n'uma voz
que estava acostumado ao outro creado que era Rom?o. E já isto n?o é bonito, p
m?o (ao Pimenta), mas t?o co?ado e t?o cheio de riscas de tinta, de limpar a penna á perna e ao hombro, que o Pimenta deitou o presente fóra. O conde e a senhora n?o se davam bem: já no tempo do Pimenta, uma occasi?o, á mesa, tinham-se pegado de tal modo que ella agarro
parece agora, a esta hora da noite? pe
ao genro: de sorte que, uma vez, já no tempo do Pimenta tambem, o sr. conde, furioso, disse á senhora que ella e o pae se deviam lembrar que eram gente de commercio e que f
ectiu na puerilidade de t?o rigidos escrupulos, a respeito d'uma gente, que ao jantar, diant
da senhora condessa, Ba
d'ella, uma escosseza, essa é desobstinada. E n?o fica
uarto, a chuva cantou
sta. Vamos a saber, ha quanto tem
com felicita??es do come?o d'anno a madame Rughel, Hotel d'Albe, Champs élyseés, Paris. Dia 3, telegramma recebido de madame Rughel, reciprocando comprimentos, exprimindo amizade, annunciando partida p
screver ámanh?,
tomou u
da, a voz de Carlos ergueu-se d
é verdade, Baptista? é a mulher mais
o bolso da casaca, e respondeu,
da em que tenho posto os olhos, se o menino dá licen?a, era aquella
todo invadido por uma onda de recorda??es alegres, exclamou da profundida
nhor! Madame Rughel tinha o explendor d'uma deusa da Renascen?a, senhor! Madame
gura que no escuro dos cortinados lhe apparecia, n'um vago dourado que provinha do reflexo de seus cabellos soltos, era a Gouvarinho-a Gouvarinho que n?o tinha o explendor d'uma deusa da Renascen?a como madame Rughel, nem era a mulher mais l
se irem gouvarinhar. E foi Carlos que d'ahi a dias, entr
ndo nos go
porta de S.ta Olavia, quando ia vêr os seus velhos amigos, os Tedins, a Entre-Rios-uma formosa vivenda tambem. Fallaram ent?o do Douro, da Beira, compararam outras paisagens. Para o conde, nada havia, no nosso Portugal, c
mas d'uma fé, a belleza superior do Minho, ?esse paraiso idillico.? O conde sorria: via ali, como elle observou a Carl
tria... Ou?o por ali lamental-a. Pois bem, eu, se fosse poder, instigal-a-hia, acirral-a-hia, se v. ex.as me permittem a express?o. N'
s do seu intellecto á maneira de dons inestimaveis. A voz era lenta e rotunda; os cristaes da sua luneta d'ouro fais
cê vê essas cousas d'alto, Gouvarinho?. Elle cruzara as m?os p
tado como ?visinho de camarote?, recebia da sr.a condessa um grande shake-hand, em que tilinta
sr. Gambetta: um sujeito ao lado protestou; o outro n?o fez caso, era o velho duque de Grammont. O conde passou os dedos lentos pela testa, com um ar quasi angustioso: n?o se lembrava de nada d'isso! Queixou-se logo amargamente da sua falta de memoria. Uma cousa t?o indispensavel em quem segue a vida pu
m boa memor
a rasoave
vel bem de
ia o Pandolli! A condessa n?o aturava o Corcelli, o tenor, com as suas notas asperas e aquella obesidade que o tornava buffo. Mas tambem (lembrava Carlos) onde havia hoje tenores? Passara essa grande ra?a dos Marios, ho
alor do gaz e da enchente, um aroma exagerado de verbena. Estava de preto, com uma gargantilha, de rendas negras, á Valois, affogando-lhe o pesco?o onde pou
onte, na frisa do Cohen, o Ega, de binoculo, observando-o, mirando a conde
a condessa a Carlos-e o resto da phrase
anhou-o fóra,
Carlos, fazer o conhecimento das pessoas que valem alguma cousa
onho. E o outro, na s
ortugal é a falta de gente, Isto é um paiz sem pessoal. Quer-se um bispo? N?o ha um bispo. Quer-se um economista? N?o ha um
a porta da frisa entreaberta, cortou-lhe umas ultimas palavras s
veito. Ha philosophia n'esta musica... é pena que lembre t?o vivamente os t