bater á campainha do terceiro andar, desceu com a estranha nova de que o sr. Cruges já n?o morava ali. Onde diabo morava ent?o o sr. Cruges? A criada dissera que o sr. Cruges v
o ao ouvido de Carlos que estava alli um genio. Elle encantara logo todo o mundo pela modestia das suas maneiras e a sua arte maravilhosa ao piano: e todo o mundo no Ramalhete come?ou a tratar Cruges por maestro, a fallar tambem do Cruges como de um genio, a
preitou o break, os criados de farda, e fugiu pelos degraus acima. Depois veiu um creado em mangas de camisa trazer a maleta do senhor e um chaile manta. Em
os degraus, uma voz esgani?ad
e esque?am
o lado de Carlos, rosnando que, com a preoccupa??o de
, homem?-exclamou Carlos, atirando-lhe para cima dos joelhos um bo
mbem é nossa, disse
raz?o! murmurou Carlos rin
tir
adas das casas, barras alegres de claridade dourada. Lisboa acordava lentamente: as saloias ainda andavam pelas portas com
rrecto e rolando em cadencia-onde fazia mancha o seu paletot: mas o que o impressionou foi o aspecto resplandecente de Carlos, o olhar acceso, as bellas c?res, o bello riso, o quer que fosse de vibrante e de luminoso, que, sob o seu simp
para nós, que idéa fo
las fugas de Bach? Pois bem, a idéa era vir a Cintra, respirar o ar de Cintra,
scentou
que n?o te has
ra... Todavia n?o se lembrava bem, tinha apenas uma vaga idéa de grandes rochas e de nascen
io ficarem lá, fazer as peregrina??es classicas, subir á Pe
appetecer muito é Sitia
Carlos. E burros, muitos b
uebradas, vendas com o seu masso de cigarros á porta dependurado de uma guita: e a menor arvore, qualquer bocado
ra?ou-se do seu grande cache-nez. Depois, encalma
tavam chegand
e ovos com chouri?o. Era uma cousa que n?o provava havia annos, e que lhe daria a sensa??o de estar na aldêa... Quando o patr?o, com um ar importante e
e elle. puxando para o prato uma montanh
r companhia, acceitou
que devorava, exclam
mbem deve s
idéas de viagens e de paisagens; queria vêr as grandes montanhas onde ha neve, os rios de que se falla na Historia. O seu ideal se
r á Italia? perguntou Ca
o de desdem, teve uma das
ontrada
á Italia, para o Ega, era uma hygiene intellectual: precisava calmar aquella ima
antes de tudo era ch
elle dissera, pura e simplesmente insensato, e de uma sabujice indecorosa. E o que o
Carlos espregui?ando-se.
silencio, rosnou en
boa opera, quem é q
e um bello livro,
terminou
ivel... Parece-me que
te; e por cima um azul sem fim, que n'aquella solid?o parecia triste tambem. O trote compassado dos cavallos batia monotonamente a estrada. N?o havia um rumor: por vezes um passaro cortava
sse já partido. Mas vinha: e era já delicioso o pensar n'ella assim por aquella estrada fóra, penetrar, com essa do?ura no cora??o, sob as bellas arvores de Cintra... Depois, era possivel que d'ahi a pouco, na velha Lawrence, elle a cruzasse de repente no corredor, ro?asse talvez o seu vestido, ouvisse talvez a sua voz. Se ella lá estivesse, decerto viria jantar á sala, aquella sala que elle conhecia t?o bem, que já lh
amou Cruges, com um suspiro d
já verduras na estrada, e batia-lhes no ros
e de musgos: atravez da folhagem, faiscavam longas flechas de sol. Um ar subtil e avelludado circulava, rescendendo ás verduras novas; aqui e além, nos ramos mais sombrios, passaros chilreavam de leve; e n'aquelle simples bocado de estrada, todo salpicad
ntou elle com a idéa repentina de f
do bruscamente do seu silencio, e espertando os ca
ulho, o receio melindrado de ser indiscreto, seguindo-a assim a Cintra, ainda que ella o n?o reconhecesse, indo installar-se sob as mesmas telhas, apoderando-se de um logar á mesma meza... E ao mesmo tempo repugnou-lhe a idéa de lhe se
Nunes, que s
dor sombrio de arvoredo, dos altos fragosos da serra entrevistos um instante lá em cima nas nuvens,
o Pa?o desce
hor, tem
suas bellas janellas manuelinas que lhe fazem um nobre semblante real, o valle aos pés, frondoso e fresco, e no alto as duas chaminés collossaes, disf
i-lhe ainda dar um olhar, timido e de longe
lmofada, tomou á parte o criado do ho
Damaso Salcede? Sabe
ra entrar defronte, no bilhar, com um sujeito de barbas pretas... Devia estar na L
alegria de crean?a, certo agora que ella estava em Cint
ta sala solitaria. Preferia a meza redonda. Ord
, p?e o almo?o na sala de jantar, p?e-n'o até na
cada acima, a assobiar-conservando aos hombros o chaile-manta, de que se n?o queria separar, porque lh'o
uzebi
e, o viuvo, acabando de almo?ar
amarellado, despenteado, carregado de luto, com a larga fita das lunetas pretas passada por
mbas vestiam de setim preto, e fumavam cigarro. E na luz e na frescura que entrava pela janella, pareciam mais gastas, mais molles, ainda pegajosas da lentura morna dos colx?es, e chamigos, balbuciando logo uma justifica??o embrulhada, a ordem do medico para mudar de ares, aquelle rapaz que o acompanhara, e que quiz
arlos por fim, batendo-lhe no hombro. Lis
aestro affirmou-se um momento, e partiu de bra?os abertos para a sua amiga Lolla. E foi, n'esse canto da meza, uma grulhada em hespanhol, grandes apertos de m?o, e hombre, que no
entamente os amigos do Euzebio: crusou o talher, limpou com o guardanapo a bocca, a testa e o pesco?o, encavallou laboriosamente no nariz uma grande
mostrar diante de um gentleman, que era um gentleman tambem. Arrojou para longe o guardanapo, arredou para fóra a cade
Que isto quando a gente vem a Cintra, é par
que se animava e gracejava com a Lolla, fez t
ssima Lolla, rela??es antigas, e a se?or
respeitosame
s fincados na meza, os olhos pestanudos meio cerrados, ora fumando, ora palitando os dentes. Mas a Lolla foi amavel, fez de senhora, ergueu-se, offereceu a
o ustêd con
ra... E que era feito d'ell
ditava que Carlos ignorasse o que era feito da Encarnacion... Emfi
ou Palma, que se conservara de pé, com a bolsa do t
icou que o Saldanha n?o seria duq
a n?o ha tres semanas... Pergunta ao Gaspar, o Gaspar assistiu... Foi até no Montanha... Duas bofetadas que lhe foi logo o chap
quando Cruges o chamou ainda, retendo-o mais um instante, em quanto satisfazia um
rguer as lunetas da laranja que descascava, que estava alli de passeio,
ueria que dissesse se tinha vergonha d'ella, e de dizer que a tinha trazido a Cintra!... E como o Eusebio, já enfiado, tentava gracejar, fazer-lhe uma festa-ella despropositou, atirou-lhe os peiores nomes, dando sempre punhadas na meza, com uma furia que lhe torcia a boc
ado sobre a meza, excl
!... Ouve lá!... Con
ela sala fóra, a grande cauda de setim varreu desabridamente o soalho, ouviu-se
acou, afiando o olho curioso, farejando o escandalo; d
fando a voz, atacaram o Eusebiosinho. Elle portara-se muito mal! Aquillo n?o f?ra de cavalheiro! Tinha
esticulando, com os olhos brilhantes, volt
baixou a voz, contou que a Concha era uma furia, viera a Cintra com pouca vontade, e de
pelas lunetas pretas, mas percebia-se-lhe o grosso solu?o que lhe affogava a garganta. Ent?o Palma pouzou a chavena, lambeu os
você dizel-o, Silveira: é que voc
succumbiu. A colher cahiu-lhe dos dedos. Ergueu-se, acercou-se de Carlos e de Cruges, como refugiando-se n'elles,
io d'estes para gosar um bocado de
he melancolica
assim, Eus
he uma festa
ntar com prazer
a Cintra, para quest?es e amuos, isso n?o! N'aquellas pandegas queria-se harmon
passou-lhe os dedos
que se n?o fa?a tola, que venha tomar café... An
ar um geito ao cabello diante do espelho, apanhou a cauda-e s
tuguezes, porque lá em Hespanha era á bordoada... Emfim, elle n?o dizia que em certos casos, duas boas bolachas, mesmo um bom par de bengaladas, n?o fossem uteis... Sabiam, por exemplo, os amigos, quando
cia. E o sr. Maia que lhe diga se isto n?o é verdade, ell
tanto respeito-que Cruges desat
ocado, compoz mais as lu
n'isso ninguem me ganha! Lá o que se chama ter geito para hespanholas, cá o meco! E, vamos lá, que n?o é facil! é necessario ter um certo talento!
ta. Todo o hotel cahira n'um grande silencio, a Lolit
e pelo quarto, e assim sem mais ne
Cruges, muito seriame
este caso é pedir perd?o... E como pretex
cidira: e d'ahi a um momento, com o peda?o de mantilha n'uma das m?os, a chavena de café na
e despedirem do sr. Palma-que de resto, indifferente tambem,
das grades da cadêa os presos pediam esmola. Crean?as, enxovalhadas e em farrapos, garotavam pelos cantos; e as melhores casas tinham ainda as janellas fechadas, continuando o seu somno de inverno, entre as arvores já verdes.
ence, Carlos retardou o p
a pena ir para o Nunes, só para vêr aquella scena... E ent?o
de duraque seccando ao ar. á porta, dous rapazes inglezes, ambos de knicker-bokers, cachimbavam em silencio; e defronte, sentados sob
ncio do hotel, um vago som de flauta; e parou ainda, remexendo as suas recorda??
xclamou do lado o
veste um muro, e tendo aquella distancia, no brilho da luz, a suavidade macia de um grande musgo escuro. E n'esta espessura verde-negra havia uma frontaria de casa que o interessava, branquejan
o ar. Abria os bra?os, res
saude, menino! Is
de jardim, e estendem sobre a estrada a frescura das suas ramagens, cheias do piar das aves. E como Carlos lhe mostrava o relogio, as horas que fugiam p
othicas... Cintra é isto, uma pouca de agua
o tornava loquaz, acrescen
sr. Maia, porque tem expe
murmurou Carlos, que riscava pen
d'aquella ramaria profusa. Aqui e alem, entre a bella desordem da folhagem, distinguiam-se arranjos de gosto burguez, uma volta de ruasita estreita como uma fita, faiscando ao sol, ou a banal palidez de um gesso. N'outros recantos, aquelle jardim de gente rica, exposto ás vistas, tinha retoques pretenciosos de estufa rara, aloes e cactos, bra?os aguardasolad
murmurou o maestro. Só um artista saberia amar
um craveiro n?o soffra sede, para sentir magoa de que a geada tenha queimado os primeiros rebent?es das acacias-para isso só o burguez, o burguez que todas
utara distrahid
io que n?o me esqu
strellas. A caleche passou, levando um anci?o de barbas de patriarcha, e uma velha ingleza com o rega?o cheio de flores, e o véo azul fluctuando ao ar. E logo atraz, quasi no pó que as rodas tinham erguido,
ar! Oh! grand
Carlos contra o cora??o, beijou o Cruges na face-porque conhecia Cruges desde pequeno, Cruges era para elle como um filho. Caramba!
e o Mello, o bom Mello, recommendara-lhe mudan?a d'ares. Ora elle, bons ares, só comprehendia os de Cintra: porque alli n
, Alencar? pergu
ce. Coitada! está bem velha! mas para mim é sempre uma amiga, é quasi uma ir
u mostrar Siti
... Toda a manh? andara alli, vagamente, pendurando sonhos dos ramos das arvores. Mas agora
he?a... Eu n?o vos quero come?ar já a impingir versos; mas emfim, vocês l
luares e
s manh?s
que sol
m sete,
rapazes, que tenho raz?o
uspiro, e durante um instante
Carlos baixo, parando, e tocando no bra
a-se deitar, fatigado; e n'essa manh? almo?ara só com dois rapazes inglezes. O
ês ond
Nu
de novo, contempland
nibus, viesse passar dous dias a Cintra. Mas ninguem o tira de martelar o piano. E olha tu que mesmo para a musica, para
para o maestro, que cami
... Olha que andei com aquillo ás cabritas..
u Cruges que parara, esp
randes arvores entrela?adas, que lhe faziam um toldo de folhagem aberto á luz como uma renda: no ch?o
lencar, ent?o tens de subir á serra. Ahi
oste mais d'isto,
e uma pouca de folhagem fresca e de um peda?o de muro musgoso, logares de quieta
o ha cantinho que n?o seja um poema... Olha, alli tens tu, por e
ora, desde que o poeta fallara do c?osinho de luxo, mais certo
e erguendo pomposamente sobre o arco, em pleno ceu, o seu grande escudo de armas. Ficara-lhe a idéa, de pequeno, que Sitiaes era um mont?o pittoresco de rochedos,
apontamentos, disse Ca
o, em quanto o maestro, cada vez mais
sr. Maia, porque tem expe
o ouvido, curioso, quiz saber o que era isso de hespanholas? O
rescia ao abandono, toda estrellada de bot?es de ouro brilhando ao sol, e de malmequersinhos brancos. Nenhuma folha se movia: atravez da ramaria ligeira o sol atirava mólhos de
do morrer voluntariamente n'aquella verde solid?o,-amuada com a vida, desde que d'alli tinham desapparecido as ultimas gra?as do tricorne e do espadim, e os derradeiros vestidos de anquinhas tinham ro?ado essas relvas... A
le subia uma frescura e um grande ar; e algures, em baixo, sentia-se o prantear de um repuxo. Ent?o o poeta, sentando-se ao lado do seu amigo, fallou com nojo do Eusebiosinho.-Ahi está uma torpeza que elle n
e dei muita bofetada na rua do Alecrim. Foi uma historia curiosa... Ora eu t'a conto Carlos... Aquell
a lembran?a d'aquella velha desordem, vergastando o Palma com nomes f
o. Tiras brancas de estradas serpeavam pelo meio: aqui e além, n'uma massa de arvoredo, branquejava um casal: e a cada passo, n'aquelle solo onde as aguas abundam, uma fila de pequenos olmos revelava algum fresco ribeiro, correndo e reluzindo entre as hervas. O mar ficava
Palavra que tive nojo! Atirei-lhe a bengala aos pés, crusei os bra?os e
s queijadas! murmurou Cruges, para s
tiaes, Cruges quiz explorar o outro terra?o ao lado: e, apenas sub
st?o elles... E voc
vago feitio de assentos, deixados ali outr'ora, poeticamente, para dar ao terra?o uma gra?a
mente! Penedo da Saudade, n
ria dolorosamente; e immovel, sombrio no seu fato negro, com o panamá carr
a sua voz ergueu-se
s cousas melhores que lá tenho, em rimas livres, chamada 6 de
ra junto de si, chamando do outro lado o Cruges, baixou a voz como n'uma confidencia sagrada,
Cingi-te
que noi
a rendas
a lavore
só a roc
longe uma
agos ha
n?o me es
ha dura
dos nosso
s pedras brancas batidas do sol, atiro
i a
antismos impressionavam, ficou a olhar para os penedos como para um sitio historico. Carlos sorria. E quando
xara, mostrava os maus dentes n'um sorriso
lho, repara tu n'a
todo salpicado de bot?es amarellos; ao fundo, o renque cerrado de antigas arvores, com hera nos troncos, fazendo ao longo da grade uma muralha de folhagem reluzente; e emergindo abruptamente d'essa copada linha de bosque assoalhado, subia no pleno resplendor do dia, destacando vigorosamente
ncar teve uma bella phrase sobre a imagina??o dos arab
da??es. Ninho? Devia antes dizer cemiterio... Carlos hesitava, parado junto da grade. Estaria ella na Pena? E olhava a estrada, olhava as arvores, c
. E depois se quizermos ir á Pe
ta ao seu velho Carvalhosa; accelerou o passo para a Lawrence, emquanto o poeta tornava a arranja
, de cigarro na bocca, n?o tendo podido ap
los, se uma familia, que está aq
adivinhar, exclamou
bocado, e aqui está o burrinh
u. N?o senhor, a gente que f?ra
diz foi agora ali para
enhora
sen
jeito de b
sen
cadel
sen
s o sr. Dam
.. é o que t
ra retratos.
ltou ao encontro dos outros, declarando q
o palacio. Isso é que tem originalida
e?ou o auctor de Elvira,
mprar as queijada
ns ainda as queijadas; é necessa
familia hospedada na Lawrence e a sua cadellinha de luxo. Era, com effeito, um sujeito de barba preta, e de sapatos de lona branca; e, ao lado d'elle, uma matrona enorme, com u
perou mais pelos outros, nem os quiz encontrar. Correu á Lawrence por um caminho differente, avido de uma certeza:-e ah
e lá
ao sr. Damaso que de
ra cima da meza, traga-me você um calic
theatro em theatro: n'uma manh? de domingo percorrera as missas! E n?o a tornara a vêr. Agora sabia-a em Cintra, voava a Cintra, e n?o a via tambem. Ella cruzava-o uma tarde, bella como uma deusa transviada no Aterro, deixava-lhe cahir n'alma por accaso um dos seus olhares negros, e desapparecia, evaporava-se, como se tivesse realmente remontado ao céo, d'ora em diante invisivel e sobrenatural: e elle ali ficava, com aquelle olhar no cora??o, perturbando todo o seu ser, orientando surdamente os seus pensamentos, desejos, curiosidades, toda a sua vida interior, para uma adoravel desconhecida, de quem elle
re os Castro Gomes. E cada resposta lhe parecia uma acquisi??o preciosa. A senhora era muito madrugadora, dizia o criado: ás sete horas tinha tomado banho, estava vestida, e sahia só. O sr. Castro Gomes, que dormia n'um quarto separado, nunca se mexia antes do meio dia
um silencio, foi a senhora
enina que tinha ficado em Lisb
ao ar o bébé nos seus explendidos bra?os de Juno, e fallando-lhe com um riso d'ouro. Achava-a assim adoravel, todo o seu cora??o fugia para ella... Ah! poder ter o direito de estar junto d'ella, n'essas horas d'intimidade, bem junto, sentindo o aroma da sua pelle, e sorrindo tambem a um bébé. E, pouco a pouco, foi-lhe surgindo na alma um romance, radiante e absurdo: um sopro de paix?o, mais forte que as leis humanas, enrolava violentamente, levava juntos o seu destino e o d'ella; depois, que divina existencia, escondida n'um ninho de fl?res e de sol, longe, n'algum canto da Italia... E, toda a sorte de idéas d'amor, de devo??o absoluta, de sacrificio, invadiam-n'o deliciosamente-emquanto os seus olhos se esqueciam, s
os, tu e
ssa do Alencar gritando por elle. C
ando alegremente o seu panamá. Nós lá estivemos à espera, no c
ruges, ao lado, de m?os atraz das costas, e a face
izes, tomar um pouco de c
e, desde Sitiaes. E galgou logo as escadas do terra?o-depois de ter gritado
, quando elle appareceu, arrastando os passos. Ent?o, pa
icerone mostrando a cama de S. M. El-Rei, as cortinas do quarto de S. M. a Rainha, ?melhores que as de Mafra,? o tira-b
a, ao escurecer, dizia elle
rpe do Palma e das damas, mandar vir á porta o break, e partir depois ao n
ar ordens para o break, eu vou-me entender lá abaixo á cosinha com a velha Lawrence, e preparar-vos um bacalhau á Alencar
em cima o chalrar da sucia. Estavam na ante-sala, já todos reconciliados, a Concha contente-e installados aos dois cantos de uma meza, com cartas. O
uro; e Palma triumphava, chalaceiando, dando beijocas na sua mo?a. Mas, ao mesmo tempo, faz
o... Em Cintra tudo serve... Valete! Perdeu você outro mi
m que Euzebiosinho, furioso, já desconfiado, quiz verificar, co
ola, essa sim, escandalisou-se, defendendo a honra do seu homem: ent?o Palmita havia de ter empalmado o rei?
enebra ás goelas, e recome?
se tenta? repetia e
Subitamente um az decidiu-o. Com a m?o nervosa, escorregou-lhe uma libra por baixo, jogando cinco tost?es, e de porta. Perdeu logo. Quando Carlo
xclamou Carlos
, rosnou
s cartas, espremendo-as uma a uma, n'um vagar mortal. A appari??o de um bico arrancou-lhe uma praga. Era apenas um duque, Eusebiosinho perdia
re continúa
od
anciedade; e, mais pallido,
elle, empol
espanhola bateu as palmas,
recorda??es da sua famosa ida a Paris, cousas picantes de mulheres, bocados da chronica intima da Regenera??o... Tudo isto com estridencias de voz, e filhos isto! e rapazes aquillo! e gestos que faziam oscillar as chammas das vellas, e grandes copos
atisfa??o do poeta t?o grande, que desejou mes
um poeta... E ent?o d'Artagnan? D'Artagnan é um poema... é a faisca é a phantasia, é a inspira??o, é o sonho, é o arrobo! Ent?o, p??o, já vêem vocês, que é poeta!... Pois vocês h?o-de vir um dia d'estes jantar commigo, e ha-de vir o Ega, e hei-de-vos arranjar umas perdizes á hespanhola, que vos h?o-de nascer castanholas nos dedos!... Eu, palavra, gosto do Ega! Lá essas cousas
a m?o pelos bigodes,
vae-lhes um copo na cara, e é aqui um vendaval, que ha-de
poeta portuguez, e o jantar terminou n'um café tranquillo. Eram n
eu panamá na maleta, trazia um bonet de lontra. O maestro, pesado do jantar, com um come?o de spleen, encolheu-se a um canto
aiscava. Fachadas de casas, caladas e pallidas, surgiam, d'entre as arvores com um ar de melancolia romantica. Murmurios de ago
strada, silenciosa e triste, Cruges mexeu-se, tossiu, olho
ecita para ahi
ara? Todo o verso parece frouxo, escutado diante da lua! Emfim, ía dizer-lhe uma historia bem verdadeira e bem triste... Veiu sentar-se ao pé do Crug
m d'uma viv
s d'arte ou f
las d'alfaz
, rose
de dentro da manta, com um berro que emmudeceu o poeta,
; e, no vasto silencio da charneca, sob a
am-me as