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Os Maias

Chapter 8 No.8

Word Count: 10397    |    Released on: 06/12/2017

bater á campainha do terceiro andar, desceu com a estranha nova de que o sr. Cruges já n?o morava ali. Onde diabo morava ent?o o sr. Cruges? A criada dissera que o sr. Cruges v

o ao ouvido de Carlos que estava alli um genio. Elle encantara logo todo o mundo pela modestia das suas maneiras e a sua arte maravilhosa ao piano: e todo o mundo no Ramalhete come?ou a tratar Cruges por maestro, a fallar tambem do Cruges como de um genio, a

preitou o break, os criados de farda, e fugiu pelos degraus acima. Depois veiu um creado em mangas de camisa trazer a maleta do senhor e um chaile manta. Em

os degraus, uma voz esgani?ad

e esque?am

o lado de Carlos, rosnando que, com a preoccupa??o de

, homem?-exclamou Carlos, atirando-lhe para cima dos joelhos um bo

mbem é nossa, disse

raz?o! murmurou Carlos rin

tir

adas das casas, barras alegres de claridade dourada. Lisboa acordava lentamente: as saloias ainda andavam pelas portas com

rrecto e rolando em cadencia-onde fazia mancha o seu paletot: mas o que o impressionou foi o aspecto resplandecente de Carlos, o olhar acceso, as bellas c?res, o bello riso, o quer que fosse de vibrante e de luminoso, que, sob o seu simp

para nós, que idéa fo

las fugas de Bach? Pois bem, a idéa era vir a Cintra, respirar o ar de Cintra,

scentou

que n?o te has

ra... Todavia n?o se lembrava bem, tinha apenas uma vaga idéa de grandes rochas e de nascen

io ficarem lá, fazer as peregrina??es classicas, subir á Pe

appetecer muito é Sitia

Carlos. E burros, muitos b

uebradas, vendas com o seu masso de cigarros á porta dependurado de uma guita: e a menor arvore, qualquer bocado

ra?ou-se do seu grande cache-nez. Depois, encalma

tavam chegand

e ovos com chouri?o. Era uma cousa que n?o provava havia annos, e que lhe daria a sensa??o de estar na aldêa... Quando o patr?o, com um ar importante e

e elle. puxando para o prato uma montanh

r companhia, acceitou

que devorava, exclam

mbem deve s

idéas de viagens e de paisagens; queria vêr as grandes montanhas onde ha neve, os rios de que se falla na Historia. O seu ideal se

r á Italia? perguntou Ca

o de desdem, teve uma das

ontrada

á Italia, para o Ega, era uma hygiene intellectual: precisava calmar aquella ima

antes de tudo era ch

elle dissera, pura e simplesmente insensato, e de uma sabujice indecorosa. E o que o

Carlos espregui?ando-se.

silencio, rosnou en

boa opera, quem é q

e um bello livro,

terminou

ivel... Parece-me que

te; e por cima um azul sem fim, que n'aquella solid?o parecia triste tambem. O trote compassado dos cavallos batia monotonamente a estrada. N?o havia um rumor: por vezes um passaro cortava

sse já partido. Mas vinha: e era já delicioso o pensar n'ella assim por aquella estrada fóra, penetrar, com essa do?ura no cora??o, sob as bellas arvores de Cintra... Depois, era possivel que d'ahi a pouco, na velha Lawrence, elle a cruzasse de repente no corredor, ro?asse talvez o seu vestido, ouvisse talvez a sua voz. Se ella lá estivesse, decerto viria jantar á sala, aquella sala que elle conhecia t?o bem, que já lh

amou Cruges, com um suspiro d

já verduras na estrada, e batia-lhes no ros

e de musgos: atravez da folhagem, faiscavam longas flechas de sol. Um ar subtil e avelludado circulava, rescendendo ás verduras novas; aqui e além, nos ramos mais sombrios, passaros chilreavam de leve; e n'aquelle simples bocado de estrada, todo salpicad

ntou elle com a idéa repentina de f

do bruscamente do seu silencio, e espertando os ca

ulho, o receio melindrado de ser indiscreto, seguindo-a assim a Cintra, ainda que ella o n?o reconhecesse, indo installar-se sob as mesmas telhas, apoderando-se de um logar á mesma meza... E ao mesmo tempo repugnou-lhe a idéa de lhe se

Nunes, que s

dor sombrio de arvoredo, dos altos fragosos da serra entrevistos um instante lá em cima nas nuvens,

o Pa?o desce

hor, tem

suas bellas janellas manuelinas que lhe fazem um nobre semblante real, o valle aos pés, frondoso e fresco, e no alto as duas chaminés collossaes, disf

i-lhe ainda dar um olhar, timido e de longe

lmofada, tomou á parte o criado do ho

Damaso Salcede? Sabe

ra entrar defronte, no bilhar, com um sujeito de barbas pretas... Devia estar na L

alegria de crean?a, certo agora que ella estava em Cint

ta sala solitaria. Preferia a meza redonda. Ord

, p?e o almo?o na sala de jantar, p?e-n'o até na

cada acima, a assobiar-conservando aos hombros o chaile-manta, de que se n?o queria separar, porque lh'o

uzebi

e, o viuvo, acabando de almo?ar

amarellado, despenteado, carregado de luto, com a larga fita das lunetas pretas passada por

mbas vestiam de setim preto, e fumavam cigarro. E na luz e na frescura que entrava pela janella, pareciam mais gastas, mais molles, ainda pegajosas da lentura morna dos colx?es, e ch

amigos, balbuciando logo uma justifica??o embrulhada, a ordem do medico para mudar de ares, aquelle rapaz que o acompanhara, e que quiz

arlos por fim, batendo-lhe no hombro. Lis

aestro affirmou-se um momento, e partiu de bra?os abertos para a sua amiga Lolla. E foi, n'esse canto da meza, uma grulhada em hespanhol, grandes apertos de m?o, e hombre, que no

entamente os amigos do Euzebio: crusou o talher, limpou com o guardanapo a bocca, a testa e o pesco?o, encavallou laboriosamente no nariz uma grande

mostrar diante de um gentleman, que era um gentleman tambem. Arrojou para longe o guardanapo, arredou para fóra a cade

Que isto quando a gente vem a Cintra, é par

que se animava e gracejava com a Lolla, fez t

ssima Lolla, rela??es antigas, e a se?or

respeitosame

s fincados na meza, os olhos pestanudos meio cerrados, ora fumando, ora palitando os dentes. Mas a Lolla foi amavel, fez de senhora, ergueu-se, offereceu a

o ustêd con

ra... E que era feito d'ell

ditava que Carlos ignorasse o que era feito da Encarnacion... Emfi

ou Palma, que se conservara de pé, com a bolsa do t

icou que o Saldanha n?o seria duq

a n?o ha tres semanas... Pergunta ao Gaspar, o Gaspar assistiu... Foi até no Montanha... Duas bofetadas que lhe foi logo o chap

quando Cruges o chamou ainda, retendo-o mais um instante, em quanto satisfazia um

rguer as lunetas da laranja que descascava, que estava alli de passeio,

ueria que dissesse se tinha vergonha d'ella, e de dizer que a tinha trazido a Cintra!... E como o Eusebio, já enfiado, tentava gracejar, fazer-lhe uma festa-ella despropositou, atirou-lhe os peiores nomes, dando sempre punhadas na meza, com uma furia que lhe torcia a boc

ado sobre a meza, excl

!... Ouve lá!... Con

ela sala fóra, a grande cauda de setim varreu desabridamente o soalho, ouviu-se

acou, afiando o olho curioso, farejando o escandalo; d

fando a voz, atacaram o Eusebiosinho. Elle portara-se muito mal! Aquillo n?o f?ra de cavalheiro! Tinha

esticulando, com os olhos brilhantes, volt

baixou a voz, contou que a Concha era uma furia, viera a Cintra com pouca vontade, e de

pelas lunetas pretas, mas percebia-se-lhe o grosso solu?o que lhe affogava a garganta. Ent?o Palma pouzou a chavena, lambeu os

você dizel-o, Silveira: é que voc

succumbiu. A colher cahiu-lhe dos dedos. Ergueu-se, acercou-se de Carlos e de Cruges, como refugiando-se n'elles,

io d'estes para gosar um bocado de

he melancolica

assim, Eus

he uma festa

ntar com prazer

a Cintra, para quest?es e amuos, isso n?o! N'aquellas pandegas queria-se harmon

passou-lhe os dedos

que se n?o fa?a tola, que venha tomar café... An

ar um geito ao cabello diante do espelho, apanhou a cauda-e s

tuguezes, porque lá em Hespanha era á bordoada... Emfim, elle n?o dizia que em certos casos, duas boas bolachas, mesmo um bom par de bengaladas, n?o fossem uteis... Sabiam, por exemplo, os amigos, quando

cia. E o sr. Maia que lhe diga se isto n?o é verdade, ell

tanto respeito-que Cruges desat

ocado, compoz mais as lu

n'isso ninguem me ganha! Lá o que se chama ter geito para hespanholas, cá o meco! E, vamos lá, que n?o é facil! é necessario ter um certo talento!

ta. Todo o hotel cahira n'um grande silencio, a Lolit

e pelo quarto, e assim sem mais ne

Cruges, muito seriame

este caso é pedir perd?o... E como pretex

cidira: e d'ahi a um momento, com o peda?o de mantilha n'uma das m?os, a chavena de café na

e despedirem do sr. Palma-que de resto, indifferente tambem,

das grades da cadêa os presos pediam esmola. Crean?as, enxovalhadas e em farrapos, garotavam pelos cantos; e as melhores casas tinham ainda as janellas fechadas, continuando o seu somno de inverno, entre as arvores já verdes.

ence, Carlos retardou o p

a pena ir para o Nunes, só para vêr aquella scena... E ent?o

de duraque seccando ao ar. á porta, dous rapazes inglezes, ambos de knicker-bokers, cachimbavam em silencio; e defronte, sentados sob

ncio do hotel, um vago som de flauta; e parou ainda, remexendo as suas recorda??

xclamou do lado o

veste um muro, e tendo aquella distancia, no brilho da luz, a suavidade macia de um grande musgo escuro. E n'esta espessura verde-negra havia uma frontaria de casa que o interessava, branquejan

o ar. Abria os bra?os, res

saude, menino! Is

de jardim, e estendem sobre a estrada a frescura das suas ramagens, cheias do piar das aves. E como Carlos lhe mostrava o relogio, as horas que fugiam p

othicas... Cintra é isto, uma pouca de agua

o tornava loquaz, acrescen

sr. Maia, porque tem expe

murmurou Carlos, que riscava pen

d'aquella ramaria profusa. Aqui e alem, entre a bella desordem da folhagem, distinguiam-se arranjos de gosto burguez, uma volta de ruasita estreita como uma fita, faiscando ao sol, ou a banal palidez de um gesso. N'outros recantos, aquelle jardim de gente rica, exposto ás vistas, tinha retoques pretenciosos de estufa rara, aloes e cactos, bra?os aguardasolad

murmurou o maestro. Só um artista saberia amar

um craveiro n?o soffra sede, para sentir magoa de que a geada tenha queimado os primeiros rebent?es das acacias-para isso só o burguez, o burguez que todas

utara distrahid

io que n?o me esqu

strellas. A caleche passou, levando um anci?o de barbas de patriarcha, e uma velha ingleza com o rega?o cheio de flores, e o véo azul fluctuando ao ar. E logo atraz, quasi no pó que as rodas tinham erguido,

ar! Oh! grand

Carlos contra o cora??o, beijou o Cruges na face-porque conhecia Cruges desde pequeno, Cruges era para elle como um filho. Caramba!

e o Mello, o bom Mello, recommendara-lhe mudan?a d'ares. Ora elle, bons ares, só comprehendia os de Cintra: porque alli n

, Alencar? pergu

ce. Coitada! está bem velha! mas para mim é sempre uma amiga, é quasi uma ir

u mostrar Siti

... Toda a manh? andara alli, vagamente, pendurando sonhos dos ramos das arvores. Mas agora

he?a... Eu n?o vos quero come?ar já a impingir versos; mas emfim, vocês l

luares e

s manh?s

que sol

m sete,

rapazes, que tenho raz?o

uspiro, e durante um instante

Carlos baixo, parando, e tocando no bra

a-se deitar, fatigado; e n'essa manh? almo?ara só com dois rapazes inglezes. O

ês ond

Nu

de novo, contempland

nibus, viesse passar dous dias a Cintra. Mas ninguem o tira de martelar o piano. E olha tu que mesmo para a musica, para

para o maestro, que cami

... Olha que andei com aquillo ás cabritas..

u Cruges que parara, esp

randes arvores entrela?adas, que lhe faziam um toldo de folhagem aberto á luz como uma renda: no ch?o

lencar, ent?o tens de subir á serra. Ahi

oste mais d'isto,

e uma pouca de folhagem fresca e de um peda?o de muro musgoso, logares de quieta

o ha cantinho que n?o seja um poema... Olha, alli tens tu, por e

ora, desde que o poeta fallara do c?osinho de luxo, mais certo

e erguendo pomposamente sobre o arco, em pleno ceu, o seu grande escudo de armas. Ficara-lhe a idéa, de pequeno, que Sitiaes era um mont?o pittoresco de rochedos,

apontamentos, disse Ca

o, em quanto o maestro, cada vez mais

sr. Maia, porque tem expe

o ouvido, curioso, quiz saber o que era isso de hespanholas? O

rescia ao abandono, toda estrellada de bot?es de ouro brilhando ao sol, e de malmequersinhos brancos. Nenhuma folha se movia: atravez da ramaria ligeira o sol atirava mólhos de

do morrer voluntariamente n'aquella verde solid?o,-amuada com a vida, desde que d'alli tinham desapparecido as ultimas gra?as do tricorne e do espadim, e os derradeiros vestidos de anquinhas tinham ro?ado essas relvas... A

le subia uma frescura e um grande ar; e algures, em baixo, sentia-se o prantear de um repuxo. Ent?o o poeta, sentando-se ao lado do seu amigo, fallou com nojo do Eusebiosinho.-Ahi está uma torpeza que elle n

e dei muita bofetada na rua do Alecrim. Foi uma historia curiosa... Ora eu t'a conto Carlos... Aquell

a lembran?a d'aquella velha desordem, vergastando o Palma com nomes f

o. Tiras brancas de estradas serpeavam pelo meio: aqui e além, n'uma massa de arvoredo, branquejava um casal: e a cada passo, n'aquelle solo onde as aguas abundam, uma fila de pequenos olmos revelava algum fresco ribeiro, correndo e reluzindo entre as hervas. O mar ficava

Palavra que tive nojo! Atirei-lhe a bengala aos pés, crusei os bra?os e

s queijadas! murmurou Cruges, para s

tiaes, Cruges quiz explorar o outro terra?o ao lado: e, apenas sub

st?o elles... E voc

vago feitio de assentos, deixados ali outr'ora, poeticamente, para dar ao terra?o uma gra?a

mente! Penedo da Saudade, n

ria dolorosamente; e immovel, sombrio no seu fato negro, com o panamá carr

a sua voz ergueu-se

s cousas melhores que lá tenho, em rimas livres, chamada 6 de

ra junto de si, chamando do outro lado o Cruges, baixou a voz como n'uma confidencia sagrada,

Cingi-te

que noi

a rendas

a lavore

só a roc

longe uma

agos ha

n?o me es

ha dura

dos nosso

s pedras brancas batidas do sol, atiro

i a

antismos impressionavam, ficou a olhar para os penedos como para um sitio historico. Carlos sorria. E quando

xara, mostrava os maus dentes n'um sorriso

lho, repara tu n'a

todo salpicado de bot?es amarellos; ao fundo, o renque cerrado de antigas arvores, com hera nos troncos, fazendo ao longo da grade uma muralha de folhagem reluzente; e emergindo abruptamente d'essa copada linha de bosque assoalhado, subia no pleno resplendor do dia, destacando vigorosamente

ncar teve uma bella phrase sobre a imagina??o dos arab

da??es. Ninho? Devia antes dizer cemiterio... Carlos hesitava, parado junto da grade. Estaria ella na Pena? E olhava a estrada, olhava as arvores, c

. E depois se quizermos ir á Pe

ta ao seu velho Carvalhosa; accelerou o passo para a Lawrence, emquanto o poeta tornava a arranja

, de cigarro na bocca, n?o tendo podido ap

los, se uma familia, que está aq

adivinhar, exclamou

bocado, e aqui está o burrinh

u. N?o senhor, a gente que f?ra

diz foi agora ali para

enhora

sen

jeito de b

sen

cadel

sen

s o sr. Dam

.. é o que t

ra retratos.

ltou ao encontro dos outros, declarando q

o palacio. Isso é que tem originalida

e?ou o auctor de Elvira,

mprar as queijada

ns ainda as queijadas; é necessa

familia hospedada na Lawrence e a sua cadellinha de luxo. Era, com effeito, um sujeito de barba preta, e de sapatos de lona branca; e, ao lado d'elle, uma matrona enorme, com u

perou mais pelos outros, nem os quiz encontrar. Correu á Lawrence por um caminho differente, avido de uma certeza:-e ah

e lá

ao sr. Damaso que de

ra cima da meza, traga-me você um calic

theatro em theatro: n'uma manh? de domingo percorrera as missas! E n?o a tornara a vêr. Agora sabia-a em Cintra, voava a Cintra, e n?o a via tambem. Ella cruzava-o uma tarde, bella como uma deusa transviada no Aterro, deixava-lhe cahir n'alma por accaso um dos seus olhares negros, e desapparecia, evaporava-se, como se tivesse realmente remontado ao céo, d'ora em diante invisivel e sobrenatural: e elle ali ficava, com aquelle olhar no cora??o, perturbando todo o seu ser, orientando surdamente os seus pensamentos, desejos, curiosidades, toda a sua vida interior, para uma adoravel desconhecida, de quem elle

re os Castro Gomes. E cada resposta lhe parecia uma acquisi??o preciosa. A senhora era muito madrugadora, dizia o criado: ás sete horas tinha tomado banho, estava vestida, e sahia só. O sr. Castro Gomes, que dormia n'um quarto separado, nunca se mexia antes do meio dia

um silencio, foi a senhora

enina que tinha ficado em Lisb

ao ar o bébé nos seus explendidos bra?os de Juno, e fallando-lhe com um riso d'ouro. Achava-a assim adoravel, todo o seu cora??o fugia para ella... Ah! poder ter o direito de estar junto d'ella, n'essas horas d'intimidade, bem junto, sentindo o aroma da sua pelle, e sorrindo tambem a um bébé. E, pouco a pouco, foi-lhe surgindo na alma um romance, radiante e absurdo: um sopro de paix?o, mais forte que as leis humanas, enrolava violentamente, levava juntos o seu destino e o d'ella; depois, que divina existencia, escondida n'um ninho de fl?res e de sol, longe, n'algum canto da Italia... E, toda a sorte de idéas d'amor, de devo??o absoluta, de sacrificio, invadiam-n'o deliciosamente-emquanto os seus olhos se esqueciam, s

os, tu e

ssa do Alencar gritando por elle. C

ando alegremente o seu panamá. Nós lá estivemos à espera, no c

ruges, ao lado, de m?os atraz das costas, e a face

izes, tomar um pouco de c

e, desde Sitiaes. E galgou logo as escadas do terra?o-depois de ter gritado

, quando elle appareceu, arrastando os passos. Ent?o, pa

icerone mostrando a cama de S. M. El-Rei, as cortinas do quarto de S. M. a Rainha, ?melhores que as de Mafra,? o tira-b

a, ao escurecer, dizia elle

rpe do Palma e das damas, mandar vir á porta o break, e partir depois ao n

ar ordens para o break, eu vou-me entender lá abaixo á cosinha com a velha Lawrence, e preparar-vos um bacalhau á Alencar

em cima o chalrar da sucia. Estavam na ante-sala, já todos reconciliados, a Concha contente-e installados aos dois cantos de uma meza, com cartas. O

uro; e Palma triumphava, chalaceiando, dando beijocas na sua mo?a. Mas, ao mesmo tempo, faz

o... Em Cintra tudo serve... Valete! Perdeu você outro mi

m que Euzebiosinho, furioso, já desconfiado, quiz verificar, co

ola, essa sim, escandalisou-se, defendendo a honra do seu homem: ent?o Palmita havia de ter empalmado o rei?

enebra ás goelas, e recome?

se tenta? repetia e

Subitamente um az decidiu-o. Com a m?o nervosa, escorregou-lhe uma libra por baixo, jogando cinco tost?es, e de porta. Perdeu logo. Quando Carlo

xclamou Carlos

, rosnou

s cartas, espremendo-as uma a uma, n'um vagar mortal. A appari??o de um bico arrancou-lhe uma praga. Era apenas um duque, Eusebiosinho perdia

re continúa

od

anciedade; e, mais pallido,

elle, empol

espanhola bateu as palmas,

recorda??es da sua famosa ida a Paris, cousas picantes de mulheres, bocados da chronica intima da Regenera??o... Tudo isto com estridencias de voz, e filhos isto! e rapazes aquillo! e gestos que faziam oscillar as chammas das vellas, e grandes copos

atisfa??o do poeta t?o grande, que desejou mes

um poeta... E ent?o d'Artagnan? D'Artagnan é um poema... é a faisca é a phantasia, é a inspira??o, é o sonho, é o arrobo! Ent?o, p??o, já vêem vocês, que é poeta!... Pois vocês h?o-de vir um dia d'estes jantar commigo, e ha-de vir o Ega, e hei-de-vos arranjar umas perdizes á hespanhola, que vos h?o-de nascer castanholas nos dedos!... Eu, palavra, gosto do Ega! Lá essas cousas

a m?o pelos bigodes,

vae-lhes um copo na cara, e é aqui um vendaval, que ha-de

poeta portuguez, e o jantar terminou n'um café tranquillo. Eram n

eu panamá na maleta, trazia um bonet de lontra. O maestro, pesado do jantar, com um come?o de spleen, encolheu-se a um canto

aiscava. Fachadas de casas, caladas e pallidas, surgiam, d'entre as arvores com um ar de melancolia romantica. Murmurios de ago

strada, silenciosa e triste, Cruges mexeu-se, tossiu, olho

ecita para ahi

ara? Todo o verso parece frouxo, escutado diante da lua! Emfim, ía dizer-lhe uma historia bem verdadeira e bem triste... Veiu sentar-se ao pé do Crug

m d'uma viv

s d'arte ou f

las d'alfaz

, rose

de dentro da manta, com um berro que emmudeceu o poeta,

; e, no vasto silencio da charneca, sob a

am-me as

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