rindo cedo a janella sobre o jardim, vira um céu baixo que pesava como se fosse feito de algod?o em rama enxovalhado: o
ntava trabalhar: mas, apesar de duas chavenas de café, de cigarettes sem fim, o cerebro, como o céu fóra, conservava-se-lhe n'essa manh? afogado em nevoas. Tinha d'estes dias terri
rebeldes, quando Baptista annunciou Villa?a, que lhe vinha fallar
mesa e dentro um rolo de papeis, que lhe mette na algibeira para cima
crusando fortemente as
e réis, mas preferia que me trouxesse ahi alguma
rou-o um moment
ibras? S?o gostos, meu senhor, s?o gostos... Elle é bom sahir-se a gente um Herculano ou um Garrett, mas d
to que Villa?a trazia (um macac?o de coral comendo uma pera de ouro) e distinguia vagamente, atravez da sua neblina mental, qu
disse elle, vendo o procurador metter
sebio... Vamos ao ministerio do reino, elle tem lá uma perten??o... Qu
e atravez d'um bocejo, o governo n
dizia, em confidencia: ?O Eusebio é rapaz de merecimento, mas atraves
fazer jus á comm
mado e esteril. Mas quasi em seguida appare?eu Affonso da Maia, ainda de chapéo, á volta do seu passeio matinal no bairro, e com uma car
ir arranjar uma commenda para o Euseb
eguinte, feito em termos de sympathia t?o escolhidos que eram quasi poeticos; tinha mesmo uma phrase sobre a amisade, fallava dos ato
de tudo, murm
ho, aos manuscriptos e
ui, trabal
colheu os
ta de tomar notas, colligir documentos, reunir materiaes, bem, lá vou indo. Mas quando se trata de p?r as i
concordava... O portuguez nunca póde ser homem de idéas, por causa da paix?o da fórma. A sua mania é fazer bellas phrases vêr-lhes o brilho, sentir-lhes a musica. Se f?r necessa
s, para quem a sonoridade de um adjectivo é mais important
t?o és um
ezes a necessidade de uma rima que produz a originalidade de uma imagem... E quantas vezes o esfor?o para completar b
uendo o reposteiro, quando come?ava
ase...-disse A
r, a gola do paletot levantada. Oh! por aqui a esta hora sr. Affonso da Maia! Como está v. ex.a? Dize-m
va assombrado, acresc
ter, estou em paz com toda a humanidade...
e lh'o passar atravez das entranhas. Correu ao tio Abrah?o, que só tinha espadins de c?rte, reles e pelintras como a propria c?rte! Lembrara-se do Craft e da sua collec??o; vinha de lá; mas ahi eram uns
ina, com os copos em concha, d'a?o rendilhado, forrado
aquella difficuldade do John, lembrou que havia
? exclamou Ega, já co
r. N?o estavam á vista, arranjadas em panoplia, conserva
sse Carlos, erguendo-se com resigna??o
foi ainda Affonso que
gro; isso faz-se n'uma hora. E manda-lhe coze
ritou Ega: o q
sahiu, trovejou
é quem faz ahi os fatos para todos os theatros! Que
rtugal inteiro, o Estado, sete milh?es d'almas
or, tudo isso se prende. O costumier com um fato do seculo XIV manda um sabre da guarda municipal; por seu la
VI, de grande tempera, fina e vibrante, com copos trabalhado como uma renda-
e lhe offereciam, deu dous vivos shake-hands, atirou o chap
o é uma espada cá da casa, que nunca brilhou s
amou, apertando contra o peito do paletot
ti?a, nem a embainhare
o feliz é este John!... Pois vae-te arranjando
ixo, á entrada particular, o timbre electrico come?ou a vibrar violentamente. Um passo ancioso ressoou na ante-camara, o Damaso appareceu esbaforido, d'
que me venhas ver um doente... Eu te explicarei... é aquella
guera-se,
e
... Mas veste-te, Carlinhos, veste
bébé,
equena crescida, de se
terra, apressado tambem, quasi fez saltar os bot?es da bota. E Damaso, de chapé
abilidade a minha! Vou visital-os, como costumo ás
, com a sobrecas
ent
ernante queria um medico inglez, porque n?o falla sen?o inglez... Do hotel foram procurar o Smith, que n?o apparec
, dando um ol
divertir... Estás prompto, hein? Eu tenho lá em baixo
almo?ar, gritou Carlos ao Ba
m ramo enorme ench
amaso, pondo-o sobre os j
vidra?a, fez a pergunta que desde a app
erias quebrar a cara
etes de visita que elle lhe deixara conservavam o seu adresse do Grand Hotel em Paris. E o Castro Gomes, suppondo que elle vivia lá, obdecendo á indica??o, mandara para lá os seus cart?es! Curioso, hein? E de estupído... E a f
romance... Mas isso
Hotel Central. Damaso salt
telegramma
lá v
cadas, mandei-lhes logo um telegramma para o hotel em
ptorio, um criado passava, com
menina? grito
eu os hombros,
o outro lan?o de escad
eu conhe?o isto a
o numero 26. Uma criada, que
ario francez. A crean?a estava melhor? l'enfant etait me
lla ia avisar miss Sarah, a governanta. Passou o espanador pelo marmore d'uma console, a
dourada, entre as duas janellas: a meza estava coberta de jornaes, de caixas de charu
, fechando a janella com um esfor?o sobre o feixo
sta, disse Carlos vendo sobr
lamou o Damaso. E eu enterro-o sempr
ha cahida, de dardejar a Carlos outro olharsinho petulante, disse que Miss Sarah vinha immediatamente, e retirou-se na ponta do
c?r de vinho: e na outra era um delicado alvejar de roupa branca, todo um luxo secreto e raro de rendas e baptistes, d'um brilho de neve, macio pelo uso e cheirando bem. Sobre uma cadeira alastrava-se um monte de meias de seda, de todos os tons, unidas, bordadas, abertas
o tinha o menor acolxoado, t?o perfeito devia ser o corpo que vestia: e assim, deitado sobre o sophá, n'essa attitude viva, n'um desabotoado de semi-nudez, adiantando em vago relevo o cheio de dois seios, com os bra?os alargando-se, dando-se todos, aquelle estofo parecia exhalar um cal
Sarah estava diante d'elle, vestida de preto e muito córada: era uma pessoa sympathica, redondinha e pequena, com um ar de rola farta, os
the doctor,
emfim com quem se entender! A menina estava muito melho
erradas, onde elle apenas distinguiu a fórma d'um grande leito e o bri
enina, e a adormeceria. E trouxera-a ali para o
luz entrou, ao avistar a pequena no leito, sob os
inda c
gualariam a pallidez eburnea d'aquella pelle maravilhosa: e esta adoravel brancura era ainda real?ada por um cabello negro, tenebroso, forte, que relu
d?r, perdida n'aquelle vasto leito, e apertando nos bra?os uma enorme bone
beijou-lh'a,-perguntando se
la muito séria, sem tirar d'elle os se
flor, com a lingoasinha muito ros
uella responsabilidade. Por isso a tinha deitado... Oh se fosse uma crean?a ingleza saía com ella para o ar... Mas estas meninas estrange
am? n?o
o forte. O senhor, esse
rida amiga? perguntou Carlos,
tando outra vez a boneca. Eu chamo-me Ros
o d'aquelle nome de livro de cavallaria, r
, perguntou a miss Sarah se a menina sentira a mudan?a
aine ao pé mesmo de Tours, onde ficavam até ao come?o da ca?a; e iam sempre passar um mez
avilhada. Elle, de vez em quando sorria-lhe, ou acariciava-lhe a m?osinha. Os olhos da m?e eram negros: os do pa
lla installa??o banal d'hotel, certos retoques d'uma elegancia delicada revelavam a mulher de gosto e de luxo: sobre a commoda e sobre a meza havia grandes ramos de flores: os travesseiros e os len
interpreta??o dos sonhos. E ao lado, em cima do toucador, entre os marfins das escovas, os cristaes dos frascos, as tartarugas finas, havia outro objecto estravagante, uma enorme caixa de pó de ar
eu-lhe logo a boquinha fresca como um bot?o de rosa; elle n?o ousou be
? perguntou ella agarrand
a vez, minha querida. Tu e
ze a Sarah que eu posso tomar o
a... Fez as suas recommenda??es á mestra,
linda Rosicler, uma
vel com a boneca, deu-lh
a mais. A ingleza, ao lado, sor
conservar a crean?a na cama, nem t
nò,
se, ainda que ligeira,
yes,
seu bilhete, c
ank yo
o sophá, onde percorria um jornal,
ar toda a vida! Que estivestes
as luvas, sorri
cousa de
s lindos olhos... E u
agarrando o chapéo com mau mod
. Damaso recommendou-lhe muito que dissesse aos senhores, que elle tinha vindo logo com o medico; e que havia de
teu a cabe?a, para dizer ao guarda-livros, q
vros sorrio
elle a Carlos, em baixo, abrindo a porta
referia
bocado, Damaso, tu ago
vens pesadas de chuva. Mas Carlos tomara-lh
... Tu disseste que tinhas um romance. N?o te largo. és meu. Ve
ia, as bochechas esbrazea
vida, disse elle a
iveram em
n?o foi divertido..
al ao cocheiro para que os seguisse, e regalo
s e com a pequena, á espera, dois ou tres mezes. Diz que já andaram até a vêr casas mobiladas, que ella n?o q
, a pobre creatura já está fascinada! Já lhe déste, como costumas, um beijo ardente entre duas
o enf
a... N?o lhe dei beijos que ainda n?o houve occasi
mettido com umas creaturas ignobeis, uma ralé de lupanar. Emfim, agora ha progresso. E eu gosto que os meus amigos vivam n'uma ordem
m comprehender aquelle modo, semelhante
-a-brac, mas lá a respeito de mulheres, e da m
ofensivo, t?o insignificante, com o seu ar bochechudo, e molle, que se envergonhou
para teu bem... O que eu receava é que tu, imprudente, arrebatado,
e o desejo do Maia era que elle tivesse uma amante chic. N?o, elle n?o se tinha zangado, n
usa que te pegou o Ega, gostas
rder a cousa?. Aquillo ia com todas as regras. Lá n'isso sobrava-lh
ria... Ella conhece meu tio, é intima d'e
e t
Guimar?es. Mr. de Guimaran, o que
o commu
ista, até te
cousa, um ponto de toilette
, e que partem pelo mesmo paquete... Um é chic, é da Lega??o do Brazil em Londres. De maneira que é
casaca, e uma bo
olhou-o,
lembrado o hab
?e o habito de Christo ao pesc
vez de ma
a bem ao
os tinha seguido a passo. E no
vino. Eu venho mostral-o á noite á brazileira... Entro no Hotel embrulhado n'um
a, ma
to can
aler!...
e toilette, errava no ar tepido um vago aroma de sabonete e de bom charuto. Sobre duas commodas de pau preto, marchetadas a marfim, duas serpentinas de velho bronze erguiam os seus molhos de vellas
asse a chavena de chá preto que elle estava bebendo aos
ico da porta particular ret
murmurou Carlos, hoje
abrir-quando em baixo vibrou outro repi
ir-se a porta por onde entrou um sopro aspero da noite, apparecer vivamente uma fórma esguia e vermelha, com um confuso tinir de ferro. Depois, pela
de diabo, guias de bigode ferozmente exageradas-sentia-se bem a afflic??o em que vinha, com os olhos injectados, perdido, n'uma terrive
ando desesperadamente as m?os
que me succe
endo todo; e diante d'elle, devorando-o c
inado. Ao entrar na sala, já estavam duas ou tres pessoas... Elle vem direito a mim, e diz-me: ?Você, seu infame
eve um momento mordendo os bei?os, recalcando
voltaram, foi uma
aquelle malvado, a cinco passos
e, batendo furiosamente o pé, esmurrando o ar, berrava,
Quero matal-o!
damente pelo quarto, ás patadas, com o manto deitado para tr
riu tudo, mur
sei. Sei isto, já n?o é pouco. Poz-me fóra!... Hei-de-lhe metter uma bala no corpo! Pela alma de meu pae, hei-de-lhe va
acabava a sua chavena de chá.
tu n?o podes manda
d'ira-a que as medonhas sobrancelhas de crepe, as duas pennas de
sso manda
N
e-me fóra
no seu
!... Diante de
nte da mulher diant
o para Carlos, como atordoado
a mulher!... é uma quest?o d'honra para mim
colheu os
a a fazer; é ficar ámanh? em casa, a
canalha!... Ou o mato, ou lhe rasgo a cara com um
soprando, rilhando os dentes, com repell?es para traz ao manto q
a?as de pontapés do marido, os furores melodramaticos do Ega:-e mesmo n?o podia deixar de sorrir diante d'aquelle Mephistopheles esgouroviado, espalhando p
, com esta brusca resolu??o. Quero vêr o que diz o Craft
os Olivaes? disse Car
u amigo,
sem chamar o Baptista
Depois, com um grande suspiro, accendeu uma cigarrete. Carlos entrára na alcova de banho, ao lado, allumiada por um fort
aguentará? pergunt
o Canh?to,
ontrado diante de si o grande espelho-psyché, entalou o monoculo no olho, recuou um passo, contemplou-se d'alto
va mal, oh C
tro de dentro da alcova. Foi pena e
star de
e
a? De b
as da gorra, os sapatos bicudos de velludo, e a ponta flaman
gar as m?os, tu n?o fazes idéa do que se pas
'urso, e uma senhora n?o sei de que, de Tyrollesa creio eu... Elle veiu para mim, e disse-me aquillo: ponha-se fóra! N?o sei mais nada...
os para o ce
orro
quarto, e depois n'uma ou
oy me deu para collar as sobrance
ra-
tot d'elle. Ega deu ainda um longo e mudo olhar ao seu flamejante traje infernal, e com um profundo suspiro come?ou a desafivelar o talim. Mas o paletot era muito largo, muito comprido; teve de lhe dar uma dobra nas mangas. Depois Carlos metteu-lhe um bonet escossez na cabe?a.-E assim
e e discreto. Ega ao pa
, Baptista, i
o triste d'hombros, como signif
fallar d'uma gorgeta de libra, fez um grande espalhafato, rompeu ás chicotadas;
ecer; Margarida ignorando tudo, walsando nos bra?os d'outros, anciosa, á espera d'elle; a ceia depois, o champagne, as cousas brilhantes que elle teria dito-toda
zia uma palavra, cada um para o seu canto, arripiados na friagem que entrava pelas gretas da tipoia. Carlos n
e aldeia. Um c?o ladrou furiosamente: outros latidos ao longe responderam; e ainda esperaram muito, antes que um creado, somnolento e resmung?o,
s Mundos debaixo do bra?o. Percebeu logo que havia desastre. Levou-os em silencio para o seu gabinete onde um bom lu
sobre a meza tres grogs de cognac e lim?o. Carlos, sentado ao pé do fog?o, aquecia os pés: e Craft veiu acaba
pé, cruzando os bra?os, q
elle te mande os seus padrinhos... Que tenho a certeza que n?
u disse, murmurou Carl
commovendo; os olhos vermelhejavam-lhe sob as lagrimas. E quando algum d'elles ia interrompel-o, n'uma palavra de senso, batia o pé, persistia na sua teima-um desafio, matar o Cohen, vingar-se! Tinha sido insultado. N?o existia outra cousa. N?o se tinha fallado na mulher. Era elle que devia primeiro mandar padrinhos, lavar a sua honra. Havia pessoas na sala, quando o outro o insu
gos! gritou elle exhausto por fim
lencio, e aos gol
ltado? Mas era necessario n?o ser pueril; nem theatral... A quest?o estava simplesmente em que o Cohen o surprehende
. Mandar-te a senhora, com
asperamente, sim, mas indicando que, depois de ter feito isto, n?o quer nada mais violento, ne
ntastico n'aquelle simples gib?o escarlate, com os sapatos de velludo enlameados, as longas pernas de cegonha coberta
ent?o z
a o senso. Trahiste um amigo teu... Nada de equivocos! tu declaravas bem alto a tua amisade pelo Cohen. Trahistel-o, tens de acceitar a lei: se elle te quizer matar tens de mo
o de engoli
anaz lhe perturbava a lucidez do criterio mundano-e q
re o sophá, conservou um momen
devem ter ras?o... Eu estou-me a sentir id
á espera? perguntou t
apparelhar, recolh
ámanh? talvez, é cear esta noite. Eu ia ceiar, e por motivos longos d'expl
s d'arvoredo, as severas faen?as da Persia, e a sua original chaminé flanqueada por duas figuras negras de Nubios com olhos rutilantes de crystal. Carlos, que
melhados, repelliu o prato, desviou o copo. Dep
ocês chegaram, estava a lêr um artigo interessante
quella lata? perguntou Eg
Mephistopheles escolhe
teu Chambertin,
N?o te romantises. Tu o que tens é fome. Todas as
o seu trage de Satanaz nem jantára, contando ceiar bem em casa do
'Oxford, duas vezes presunto d'York, todas aquellas boas cousas inglezas que hav
attitude provavel do Cohen com a mulher. Que faria elle? Talvez lhe perdoasse. Ega affirmava
disse Craft, com
de. Em que mosteiro queria elle entrar? Nenhum era congenere com o Ega! Para dominicano era muito magro, para trapista muito lascivo, m
a, enchendo outro grande copo. Vocês
t, sem perder uma palavra, como quem se instrue, se erguera a abrir uma garrafa de Champagne. Disse depois os passeios na Cantareira; as cartinhas ainda hesitantes e platonicas, trocadas entre folhas de livros emprestados, em que ella se assignava Violetta de Parma; o primeiro bei
ioso! dizi
enchiam as chavenas, e Craft f?ra buscar uma caixa de charutos, e
e cognac ao lado, recome?ou as confidencias, contou a volta a Lisboa, a Villa
. Depois lá vinha outro detalhe, os nomes lubricos que ella lhe dava, uma certa coberta de seda pret
ritou elle de repente. Oh meninos, que cor
sse Carlos. Cala-te, tu
zando a perna, arri
dia, era empiteirar-se. Tinha feito o possivel,
co impassivel. A discutir philosophia... Queres que te diga o qu
mento Ega ficou oscillando, a ol
a, ou te metto uma bala no cora??o... N?o,
he, abatteu-se sobre a cadeira, d
e tranquilla
levavam para o quarto dos hospedes e lhe despiam o fato de Satanaz, n?o ces
, minha Raquesinha! gost
isboa, n?o chovia, um vento frio ia v
. As janellas tinham ficado abertas, um largo raio de sol dourava o leito; e elle ressonava ainda, no
to de dama empoada que lhe sorria de dentro da sua moldura dourada. De certo as memorias da vespera o assaltaram, porque se enterrou para baixo, com os len?oes até ao queixo; e a
a? perguntou elle
-te, depressa! Se lá f?r alguem da part
eis. Só achou o gib?o de Satanaz. Chamaram o criado, que trouxe umas cal?as de Craft. Ega enfiou-as á pressa: e sem se lavar, com a
os a
ameda de acacias, t?o tenebrosa na vespera sob a chuva, cantavam agora os passaros. A quin
e?a, Ega? per
abotoar o paletot. Eu hontem n?o es
, fez, com um ar profundo e
bons vinhos... Estou
vidade, lhe mandassem um telegramma;
duas vélas ardiam na triste sala verde. Carlos, estirado no sophá, dormitava, com um livro aberto sobre o estomago: e Ega passeiava d'um lado para out
ha nada, nem podia h
so sceptico de Craft indignou-o. Quem conhecia melhor o Cohen do que elle? Sob a apparencia
nto de desgra?a, bal
quarto de cama. Craft ainda lhe disse que, áquella hora, n?o podiam ser os amigos do Cohen. Mas elle queria est
rlos dentro, tenteando
meio do ch?o estava cahida uma camisa de dormir; a um canto ficara a bacia de banho com agoa de sab?o; e, n
a liga com o fecho quebrado, um ramo de violetas murchas. Depois foi olhar o marmore da commoda; ahi ficara um prato com ossos de frango,
abafada de mulher... Impaciente, foi á cozinha. A criada estava sentada á meza, com a m?o mettida pelos
entrou? perg
disse o garoto, escondendo
u ao quarto,
As cousas termi
letras a vencer, o seu credito, a sua respeitabilidade, todo um arranjo de cousas a que n?o convém
rumor na sala, Ega abri
le, deu-lhe uma co?a, e v
abe?a, como vendo todas as suas previs?
oz que sibillava. E depois fizeram as pazes... Vem ainda a
s que elle tinha apertado com paix?o! Aquillo pozera verg?es roxos onde os seus labios tinham avivado signaes c?r de rosa! E tinham feito as pazes. E assim terminava, relles e chinfrim, o romance melhor da sua vida! Preferiria sabel
dor acabou! Isto s?o amigos! Somos tres, mas somos um! Tem vocemecê diante de si o grande mysterio da Santissima Trindade.
apéo de fl?res vermelhas, veiu logo da sala rectificando. N?o, ella n
á para o fundo da alcova. Eu ainda puz o olho á fechadura, mas n?o pude vêr nada... Lá o estalar de bofetadas, e trambulh?es, e sons de bengalada, isso sim, isso ouvia-se perfeitamente; e os gritos. Eu disse logo ao Domingos ?ai que é uma quest?o, ai que lá se foi tudo.? Mas de repente, silencio geral! Nós voltámos para a cozinha; d'ahi a pouco o sr. Cohen appareceu, todo esguedelhado, em mangas de camisa, a dizer que nos podiamos deitar, que elles n?o precisavam nada, e que aman
ara os seus amigos. Que lhes parecia aquillo? Uma co?a!.. Se um covarde d'aquelles n?o merecia uma bala no cora??
tava Craft, n?o tem idéa
so! gritou Ega, aperta
com uma arte muito subtil, perfeitamente impenetraveis. Para vir ali, nunca ella commettera a indiscrip??o de se servir da sua carruagem. Nunca ella c
stranho! mur
ara por descan?ar familiarmente n'uma c
. Já tem acontecido... Foi a senhora que sonhou alto com v. Ex.a, disse tudo, o sr. Cohen ouviu
-a desde as fl?res do chapéo até á ro
sse? Se elles tinham quartos s
os dedos cal?ados de luvas pretas a sua trouxas
sentia em tal arranjo... A senhora gosta m
acabava, com uma luz lugubre. E Ega, que affectara sorrir, encolher os hombros,
a vespera, e onde constantemente se remexera em lodo, declarou q
r, murmurou o Ega, com
.a Adelia, arrastou-a para a
d'isto, Craft? exclam
o um estu
, gritou pelo pagem. E o garoto entrava com um immundo candieiro de petroleo-q
disse elle. Mas
de Carlos, esperava a tipoia do Craft. As duas carruagens parti
o no sophá de mollas gastas e lassas, cerrara os olhos, parecia exhausto. Carlos ía contemplando as gravuras pela parede, todas relativas a hespanholas: uma saíndo da egreja; outra saltando uma pocinha d
m murro no sophá, que
gritou elle, é como aqu
Ou em sonhos, ou acordada, a pobre senhora descahiu-se. Ou talvez uma denuncia anonyma.
rguer
uando. S?o intimas, a D. Maria Lima é intima de todo o mundo. Depois sahia por uma portinha do quintal, atravessava a viella, e estava á porta da minha casa, á porta escusa, á porta da escada que vae ter ao cacifro de banho. Já vocês vêem... Os criados nem a avistavam. Quan
cumpri
te! Parece
s sorrindo, essa re
te velha, recebida em toda a parte, mas pobre, e f
tou tranquillamente Craft, que em tod
Ega. D?o-se-lhe de vez
ssa de camar?es, os tres em si
com os nervos t?o excitados, a solid?o da villa Balzac. Partiram, de ch
tar ao balde das agoas sujas as cinzas d'aquella paix?o. Mas, ao abrir o medalh?o, a face bonita, banhada n'um sorriso, sob o vidro oval, pareceu olhar para elle com uma tristeza no velludo das pupillas languidas... A photographia mostrava apenas a cabe?a, com uma abertura de decote no come?o do vestido: e as recorda??es de Ega alargaram aquelle decote uma vez mais, revendo o collo, o extraordinario seti
, testemunhas do episodio, tinham-n'o badallado com enthusiasmo. Dizia-se mesmo que o Cohen lhe dera um pontapé. Os amigos da casa, esses, sobretudo o Alencar, prégavam com fervor a innocencia da sr.a D. Rachel. O Alencar contava publicamente que o Ega,
binete de Carlos, embrulhado n'uma velha ulster, e encolhido n'
ue na sociedade lh
sua verve, toda em sarcasmos, offendia. E era desagradavel para muita gente que um homem, c
miga, mas pelo Ega, que ella apreciava tanto, t?o interessante, t?o brilhante, e que sahia de tudo aquillo enxovalhado! O Cohen dizia a todos (dissera-o ao Gouvarinho) que amea?ára o Ega de pontapés, por elle ter escripto a sua mulher uma carta immunda. Os que n?o sabiam nada, como o Gouvarinho, a
nta da m?e, passar lá um anno a acabar as Memorias d'um Atomo, e reapparecer em Lisboa com o seu livro p
té ao padeiro; tinha tres letras a vencer; aquellas dividas, se as deixasse, soltas e ladrando, juntar-se-iam, na tagarallice publica, ao caso dos Cohens-e elle seria, além d
dias ao Ramalhete, muito insolente, gritando que o filho lhe desapparecera! E era exacto: o famoso pagem, perver
clama??es da matrona. Que diabo
m ?cousas contra a natureza?, e que o pagem n?o era só para servir á meza... Nauseado até á morte, Ega pacteou com a intrugice, largou cinco libras ao policia. Quando
tivesse cahido a uma latrina
te desastre do Ega, tinha d
filho, pess
a de Celorico, embrulhado na sua grande pellissa, preparado a deslumbrar Lisboa com as Memorias d'um Atomo, a dominal-a com a influencia de uma Revista, a ser uma luz, uma for?a, mil outras cousas... E agora, cheio de dividas e cheio de ridiculo, lá voltava para Celorico, escorra?ado. Pessima estreia! Elle, p
. Craft e o Marquez tinham come?ado uma conversa sobre a vida, soturna e desconsoladora. De que servia viver, dizia Craft, n?o se sendo um Livingstone ou um Bismark? E o Marquez, com um ar philosophico, achava que o mundo se ia tornando estupido. Depois chegou o Taveira com a historia horri
hi a instantes Damaso chegou, e lhe disse que
Damaso, mandam-te chamar, po
o veiu. E, duas tardes depois, ao descer para o Aterro-o primeiro encontro que teve, ás Janellas
e ao Damaso que o apresentasse ao Castro Gomes, antes d'elle partir para o Brazil... N?o podia ma
ella, aberta sobre o jardim, teve um momento de intimidade com a condessa, contou-lhe, rindo, como os cabellos d'ella o tinham encantado, a primeira vez que a vira. N'essa noite, ella fallou d'um livro de Tennyson, que n?o lera; Carlos offereceu-lh'o, foi-lh'o levar ao outro dia, de manh?. Encontrou-a só, toda vestida de branco: e riam, baixavam já a voz, as duas cadeias estavam mais juntas-quando o escudeiro annunciou a sr.a D. Ma
de que o enchia de desgosto e de ?ferro?. O telhudo do Castro Gomes mudára de idéa, já n?o ia a
. Mas, como em Cintra, sem saber porquê, veiu-lhe uma repugnanci
anto maldizia
tinha, se houvesse occasi?o. Ma
? Ali havia difficuldades de dinheiro... E elles n?o se davam bem. Na vespera houvera de certo quest?o. Quando elle entrara, ella estava com os
le. Tenho minha vontad
, ás vezes, elle dizia qualquer cousa muito natural, d'estas cousas de conversa de so
om um suspiro de aborrecimen
há com a G
comtigo... Est
um instante, te
es-me até
indissima, Carlo
damos assim um passei
mettido com e
ouvarinhos, quando soube que a sr.a condessa recebia, resolveu subitamente n?o
es, hontem, perguntou-me o que te havia de mandar pela visita á pequena... Eu disse que tu tinhas ido lá por
cessario que Dama
ámanh?! exclamou Carlos, subitamente radiant
avia cestos de fl?res. No sophá, duas senhoras de chapeu, ambas de preto, conversavam, com a chavena na m?o. A condessa, ao estender os dedos a Carlos, ficara t?o c?r de rosa-como a seda acolchoada da cadeira em que estava re
o na camara dos pares, onde se discutia o pr
desfigurado, que ella ás vezes tinha vontade de o deixar ficar ignorante de todo. A outra senhora pousou a chavena sobre um console ao lado, e passando sobre os labios a renda do len?o, queixou-se sobretudo dos examinadores. E
dor no Chiado, o amea?ou de lhe dar bengaladas. Uma imprudencia, de certo; mas, emfim, o homem f?ra malvado!... N?o havia verdadeiramente sen?o uma cousa digna de se estudar, eram as linguas. Parecia insensato que se torturasse
rgueram-se ao mesmo tempo; e houve um mu
condessa, que reoccupara
e ella pergun
lá está pa
está para Celorico? N?o, n?o queria... Coitado do Ega! Merecia uma m
ndo tambem, era mais bello diz
us, perdera de tal modo o sentimento das cousas bellas, que entrara, n?o para vêr a sr.a condessa-mas simplesmente fallar ao conde. Ent?o ella teve um bonito ar de princeza offendida, perguntou a Carlos se uma t?o rude sinceridade de montanhez n?o fazia saudades das maneiras polidas do antigo regimen. E Telles da Gama, gingando de leve, declarava-se democrata, homem da natureza, com um riso
sa uma festa, que havia de ficar nos annaes do reino! Agora com o Maia era differente: jantavam ambos na cozinha
Gama, n?o é verdad
egre, dis
traram. Depois Carlos perguntou por Charlie, o seu lindo doente. N?o estava bem, com uma ligeira tosse apanhada no passeio da Estrella. Ah, aquella crean?a nunca deixava de lhe dar o cuidado! Ficou callada, com o olh
ito! exclamou ella de r
ha dias em Cintra, e n?o imagina
quiz-se mal por ter fallado da s
ou-se ao piano, correu os dedos no teclado, perguntou a Carlos se conhecia aquella melodia-The pale star. N?o, Carlos n?o conhecia. Mas todas essas can??es ingl
mesma cousa, uma estrellinha de amor palpitando no crepu
disse Carlos, e é
e?ou a remexer entre os papeis de musica, nervosa, e com um olhar que es
osa! exclamou ella log
e folhagem de outono batida do sol. Era um gabinete forrado de azul, com um bonito tremó do seculo XVIII, e sobre um forte pedesta
a o seu aroma de verbena, o calor que subia do seu seio arfando com for?a. E ella n?o acabava de prend
hi está o meu bello cavalleiro da Rosa
ma cera, com as palpebras docemente cerradas. Elle deu um passo, tendo-a assim enla?ada, e como morta; o seu joelho encontrou um sophá baixo, que rolou e fugiu. Com a cauda de seda enrolada nos pés, Ca
abello. De repente, na antecamara, ouviu-se a voz do conde. Ella, bruscamente, voltou-se, correu a Carlos, e, com os longos dedos cobertos de pedrarias, agarrou-lhe o rosto, atirou-lhe dois beijos faiscantes
teve-lhe apertando as m?os muito tempo, com calor, assegurand
ou a condessa, que se apoderara logo do
se o velho, ainda com o ol
la, voltando-se com u
tura, mas um doido, sem senso pratico) quando o ouvira defender a gymnastica obrigatoria n
o len?o. E um dos melhores que eu te
de bom principio. Perguntara apenas ao seu illustre amigo, o sr. Torres Valente, se na sua
velho. Eu só queria que v. ex.a ouvisse est
dendo a outras reflex?es do Torres Valente, que n?o queria nos lyceus, nem nos colle
'um tom cavo, preparando o le
retomará o seu logar à testa da civilisa??o, se, nos lyceus, nos collegios, nos estabelecimentos
lho, dando um ronco m
declarou aquillo d'
, chamou-lhe o seu querido Maia. A condessa sorria, com o olhar ainda humido, um resto de pallidez, movendo o le